Roberto Carlos CALA Malafaia AO VIVO após pastor tentar menospreza-lo! 

Não se preocupa com nada, Roberto. Só pensa em festa, em dinheiro, em ostentação”, gritava o pastor Silas Malafaia durante uma transmissão em direto que rapidamente se tornou viral nas redes sociais. “Pastor, com todo o respeito, o senhor está a ser injusto comigo e com milhões de pessoas que me acompanham há décadas”, respondeu Roberto Carlos, visivelmente incomodado, mas mantendo a elegância que sempre o caracterizou.

Injusto. Eu estou a dizer a verdade. Vocês artistas vivem numa bolha, longe da realidade do povo brasileiro”, insistiu Malafa elevando ainda mais o tom de voz. Foi então que Roberto Carlos, conhecido pela sua diplomacia e raramente se envolver em polémicas públicas, decidiu quebrar o silêncio de forma definitiva.

 O que aconteceu a seguir chocou não só os presentes no estúdio, mas milhões de telespectadores que acompanhavam a transmissão em direto. A tensão no ar era palpável. Roberto Carlos, aos seus mais de 80 anos, mantinha a postura serena, mas os seus olhos revelavam uma determinação que poucos tinham visto antes. O pastor Malafa, por sua vez, parecia confiante de que as suas palavras ecoariam como sempre faziam entre os seus seguidores, sem imaginar que estava prestes a enfrentar uma resposta que mudaria completamente o rumo daquela conversa. Pastor Malafaia,

começou Roberto Carlos, a sua voz calma, mas firme, cortando o silêncio tenso do estúdio. Eu respeito muito o senhor e a sua trajetória religiosa, mas preciso dizer algumas coisas que estão engasgadas na minha garganta há muito tempo. O apresentador do programa tentou intervir, mas Roberto fez um gesto discreto com a mão, indicando que precisava de falar.

 Malafa surpreendido com a mudança de tom do cantor, ficou em silêncio pela primeira vez em vários minutos. O senhor disse que eu só penso em festa e dinheiro, que não me preocupo com nada. Entendo que essa pode ser a impressão que algumas pessoas têm e Reconheço que durante a minha carreira, sobretudo nos anos mais jovens, talvez tenha dado essa impressão mesmo.

 Mas sabe uma coisa, pastor, isso já passou. Eu realmente repenso sobre muitas coisas que fiz ao longo da a minha vida. Roberto Carlos fez uma pausa olhando diretamente para Malafaia, que parecia desconcertado com a sinceridade e a serenidade do cantor. Eu tenho 82 anos, pastor, 82 anos de vida, mais de 60 anos de carreira.

 Acha mesmo que alguém chega a essa idade com essa experiência, sem refletir sobre os seus atos, sem questionar as suas escolhas, sem procurar ser uma pessoa melhor a cada dia? A plateia estava em completo silêncio. Até os técnicos do estúdio haviam parou as suas atividades para ouvir aquela conversa que se estava a tornar histórica.

 Mas o que me incomoda profundamente, pastor, é ver alguém que prega tanto sobre o amor, sobre o perdão, sobre não julgar o próximo, fazendo exatamente o contrário. O Senhor está aqui à frente de milhões de pessoas, menosprezando-me, julgando-me como se fosse o dono da verdade absoluta. Malafaia tentou interromper, mas Roberto continuou, a sua voz ganhando mais força a cada palavra.

 O senhor fala tanto sobre o perdão nos seus sermões, pastor. Eu já assisti a muitas das suas pregações. O Senhor diz que devemos perdoar os nossos inimigos, que devemos amarmo-nos uns aos outros, que não devemos julgar. Mas onde está essa prática agora? Onde está o perdão que o Senhor tanto prega quando se trata de mim? O cantor inclinou-se ligeiramente para a frente, mantendo o olhar fixo em malafaia. Eu cometi erros.

 Sim, todos os cometemos. Mas a diferença é que eu reconheço os meus erros e procuro ser melhor. Já o senhor pastor parece que se esquece dos próprios ensinamentos quando convém. Malafaia conseguiu finalmente falar. Roberto, não estou a julgar. Eu estou Está sim, pastor, interrompeu Roberto Carlos, pela primeira vez, elevando ligeiramente a voz.

 O Senhor está a me julgando e fazendo-o publicamente. E sabe o que é mais irónico? é que o senhor também está envolvido em questões polémicas. Eu poderia ficar aqui enumerando várias situações controversas que envolveram o senhor ao longo dos anos, mas não o faço. Sabe por quê? Roberto fez uma pausa dramática, deixando a pergunta ecoar no estúdio.

Porque eu pratico aquilo que o Sr. deveria praticar. Eu não julgo. Eu não fico a apontar o dedo para os outros. Eu não uso a minha influência para diminuir ninguém. Mesmo quando discordo de alguém, mesmo quando essa pessoa me ataca, eu prefiro o silêncio baixaria. A câmara focou o rosto de Malafa, que pela primeira vez parecia não saber o que responder.

 A sua expressão havia alterado completamente, passando da arrogância inicial para algo próximo do constrangimento. Senhor Pastor, o senhor já se envolveu em polémicas sobre dinheiro, sobre política, sobre outros líderes religiosos. já teve problemas com a Fisco, já foi questionado sobre o património da sua igreja, já brigou publicamente com outros pastores, mas nem por isso fico a julgá-lo a todo o momento, nem por isso uso a minha posição para tentar diminuí-lo.

 Roberto Carlos recostou-se na cadeira, a sua voz voltando ao tom calmo e sereno do sempre. Sabe por eu não faço isso, pastor? Porque aprendi ao longo destes 82 anos que julgar os outros é muito fácil. O difícil é olhar para dentro de si e reconhecer que todos nós somos falhos, que todos nós precisamos de compreensão e sim de perdão.

 O silêncio no estúdio era ensurdecedor. Até mesmo o apresentador, habituado a mediar debates acalorados, parecia hipnotizado pela eloquência e pela dignidade com que Roberto Carlos estava a conduzir a sua defesa. Eu dediquei a minha vida à música, senhor pastor. Eu trouxe alegria a milhões de pessoas. Cantei sobre o amor, sobre a saudade, sobre os sentimentos mais profundos do ser humano.

 Talvez não tenha pregado do púlpito como o Senhor, mas toquei corações. Eu consolei pessoas em momentos difíceis. Eu fiz parte da banda sonora da vida de gerações inteiras. Roberto Carlos olhou para as câmaras como se estivesse a falar diretamente com cada telespectador. E sabe uma coisa? Eu orgulho-me disso. Orgulho-me de ter levado música boa para as pessoas, de ter feito parte de momentos especiais na vida delas.

 Se isto é só pensar em festa e dinheiro, como o pastor disse, então eu não não percebo mais nada. Malafa tentou novamente intervir. Roberto, eu não quis dizer que pastor, deixe-me terminar, disse o Roberto com uma firmeza respeitosa. O senhor teve a sua oportunidade de falar. Agora é a minha vez. O cantor respirou fundo antes de continuar.

 Eu Sempre respeitei todas as religiões, todos os líderes religiosos. Eu tenho a minha fé, tenho as minhas crenças e nunca usei a minha posição para atacar ninguém por causa disso. Mas o que não posso aceitar é ser desrespeitado dessa forma, principalmente por alguém que deveria pregar o amor e a tolerância.

 Roberto Carlos levantou-se da cadeira, um gesto que surpreendeu todos no estúdio. Pastor Malafa. Eu vou fazer algo que talvez o Senhor não esperasse. Eu vou perdoá-lo por estas palavras. Eu vou perdoá-lo porque eu realmente pratico aquilo em que acredito. Mas eu também Vou pedir uma coisa ao Senhor, que reflita sobre o que aconteceu aqui hoje.

O cantor caminhou alguns passos em direção ao Malafa que permanecia sentado, visivelmente desconcertado. O senhor tem uma enorme responsabilidade, senhor pastor. O senhor influencia milhões de pessoas. As suas palavras têm peso, t poder e com grande poder vem grande responsabilidade. Como já dizia um personagem famosa da banda desenhada.

Roberto sorriu levemente, mostrando que mesmo num momento tenso como aquele, conseguia manter o seu bom humor característico. Quando o senhor me ataca desta forma, o senhor não está apenas atacando Roberto Carlos, o artista. O senhor está a atacar Roberto Carlos, o ser humano. Um ser humano que tem família, que tem sentimentos, que tem uma história de vida.

 E mais do que isso, o Senhor está a dar um exemplo para os seus seguidores de que é aceitável desrespeitar os outros quando discordamos deles. Malafaia finalmente conseguiu articular algumas palavras. Roberto, eu eu talvez me tenha exaltado. Talvez? questionou Roberto com um sorriso irónico. Senhor Pastor, o senhor não talvez se tenha exaltado.

 O senhor se exaltou, desrespeitou-me e fez isso na frente de milhões de pessoas. E sabe o que é pior? Fê-lo em nome da religião, em nome da fé. O Roberto voltou para a sua cadeira, mas manteve-se de pé. Quero aproveitar este momento para falar com todas as pessoas que estão nos assistindo. Não importa qual é a sua religião, as suas crenças, as suas opiniões políticas.

 O que importa é a forma como tratamos uns aos outros. O que importa é se conseguimos conviver com as nossas diferenças sem desrespeitar, sem diminuir, sem atacar. O cantor olhou novamente para Malafaia. Pastor, o Senhor tem todo o direito de não gostar da minha música, de discordar do meu estilo de vida, de ter as suas próprias opiniões sobre mim, mas o Senhor não tem o direito de me desrespeitar publicamente e ainda usar a sua posição religiosa para o justificar.

 Roberto Carlos fez uma pausa como se estivesse escolhendo cuidadosamente as suas próximas palavras. Eu vou contar uma coisa ao senhor e para todos os que estão nos assistindo. Há alguns anos, quando a minha esposa, Maria Rita, estava doente, eu passei por um dos momentos mais difíceis da minha vida.

 Foi nessa altura que eu comecei realmente a repensar muitas coisas, a questionar os meus valores, as minhas prioridades. A emoção era visível na voz do cantor, mas este mantinha a compostura. Foi nesse período que eu Compreendi que a vida é muito mais do que sucesso, dinheiro ou fama. Eu entendi que o que realmente importa são as pessoas que amamos, os momentos que partilhamos, o bem que podemos fazer uns aos outros.

 O Roberto olhou diretamente para as câmaras. Então, quando alguém me vem dizer que eu só penso em festa e dinheiro, esta pessoa está a falar de um Roberto Carlos que talvez tenha existido no passado, mas que já não existe. Essa pessoa está ignorando toda a minha evolução enquanto ser humano.

 O cantor dirigiu-se novamente a Malafaia. Senhor Pastor, o senhor conhece a minha história pessoal? O senhor sabe pelos momentos que passei? O senhor sabe quantas vezes ajudei pessoas sem ninguém saber? Quantas vezes usei a minha influência para o bem? Malafaia abanou a cabeça negativamente, pela primeira vez, demonstrando humildade. Então, como pode o senhor julgar-me dessa forma? Como pode o senhor fazer afirmações tão categóricas sobre alguém que não conhece verdadeiramente? Roberto Carlos voltou a sentar-se, mas manteve a postura ereta e digna. Eu vou

dar um exemplo ao senhor, pastor. Há alguns anos, uma criança com cancro me escreveu uma carta dizendo que a minha música, os Detalhes ajudavam-na a enfrentar o tratamento. Eu não só respondi à carta, como fui visitá-la ao hospital. Passei uma tarde inteira com ela. Cantei para ela, conversei com a família.

 A a emoção voltou a tomar conta da voz do cantor. Essa criança faleceu alguns meses depois, mas nos últimos momentos de vida dela, ela estava a ouvir as minhas músicas. A mãe dela disse-me que eu fiz parte dos momentos mais difíceis e, ao mesmo tempo, mais especiais da vida da filha dela.

 Roberto limpou discretamente uma lágrima que teimava em aparecer. Isto é só pensar em festa e dinheiro, pastor. Isto é não se preocupar com nada? Ou isso é usar o dom que Deus me deu para fazer a diferença na vida dos pessoas? O estúdio estava em completo silêncio. Até os técnicos haviam deixou de trabalhar para ouvir aquele depoimento emocionante.

 Eu poderia contar dezenas de histórias como esta, pastor. Histórias de pessoas que foram tocados pela minha música em momentos importantes das suas vidas. Casamentos, formaturas, nascimentos, despedidas. Fiz parte da banda sonora da vida de milhões de brasileiros. Roberto Carlos levantou-se novamente, desta vez caminhando em direção ao centro do estúdio.

 E sabe que mais, pastor? Eu orgulho-me disso. Orgulho-me de ter levado alegria às pessoas. Eu me orgulho de ter cantado sobre o amor numa época em que o mundo estava cheio de ódio. Orgulho-me de ter mantido a minha dignidade, mesmo quando fui atacado injustamente. O cantor parou mesmo no centro do estúdio virado para as câmaras.

 Mas o que mais me orgulha é saber que mesmo depois de tudo o que aconteceu aqui hoje, ainda consigo perdoar. Eu ainda consigo estender a mão para quem me atacou, porque é isso que pessoas reais fazem. É isso que a verdadeira fé ensina. O Roberto olhou mais uma vez para Malafaia. Pastor, espero que o Senhor reflita sobre tudo isto. Eu espero que o Senhor entenda que atacar os outros não é a forma de pregar o amor de Deus.

 Espero que o Senhor use a sua influência para unir, não para dividir. O cantor começou a caminhar de volta para a sua cadeira, mas parou a meio do caminho. E para todas as pessoas que estão a assistir-nos, eu quero deixar uma mensagem: não deixem que ninguém diminua-vos. Não importa quem seja essa pessoa, qual o cargo que ocupa, quantos seguidores ela tiver, vocês têm valor, vocês têm dignidade, vocês merecem respeito.

 Roberto Carlos finalmente voltou para a sua cadeira e se sentou. Pastor Malafaia, termino o meu discurso da mesma forma que comecei, com respeito. Eu respeito o Senhor como líder religioso, mas exijo o mesmo respeito enquanto ser humano. E espero que da próxima vez que o Senhor quiser falar sobre alguém publicamente, o Senhor lembre-se que por detrás de cada nome existe uma pessoa com sentimentos, com história, com dignidade.

 O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo som das câmaras e pelos murmúrios da plateia. Malafaia, visivelmente abalado, tentou responder, mas as palavras pareciam não sair. O apresentador, percebendo o momento histórico que acabara de presenciar, decidiu encerrar o programa com uma mensagem sobre respeito e tolerância.

 Aquela transmissão em direto se tornaria uma das mais comentadas da história da televisão brasileira, não só pelo confronto em si, mas pela forma digna e eloquente com que que Roberto Carlos soube defender-se, transformando um ataque pessoal numa lição de vida sobre o perdão, o respeito e a dignidade humana. M.