Durante AUTÓPSIA de GÊMEOS, Médico escuta RISADA DE CRIANÇAS e nota 1 detalhe CHOCANTE nos corpos!

Durante a utópsia de irmãos gémeos que faleceram misteriosamente, médico médico legista começa a ouvir risos de crianças, fazendo-o arrepiar até a espinha. Quando ele se aproxima dos corpos e coloca a mão sobre um deles, apercebe-se de um pormenor chocante que o faz cair para trás e chamar a polícia imediatamente, gritando apavorado: “Corram para o necrotério agora.
Corram urgentemente. Doutor, o senhor, ouviu isso? perguntou Cristina, dando um passo para trás, com o rosto a empalidecer diante da maca metálica onde se encontravam, lado a lado, os corpos de dois meninos gémeos, que tinham sido dados como mortos poucas horas antes. O Dr. Frederico, um médico legista experiente e respeitado, habituado a o ambiente frio e pesado da morgue, desviou o olhar dos papéis que tinha nas mãos e fitou a estagiária com certa curiosidade.
“O que é que acha exatamente que ouviu?”, perguntou, franzindo ligeiramente a testa. Cristina não respondeu de imediato. O seu olhar voltou para os corpos dos mais pequenos. Mesmo cobertos, havia algo de perturbador naquele silêncio. Engoliu em seco, tentando convencer-se de que era loucura.
Mas, então, com receio até das próprias palavras, murmurou: “Ouvi risos. Gargalhadas de crianças.” Frederico parou por um instante, endireitou a postura. O silêncio do necrotério parecia ainda mais espesso após aquela frase. Gargalhadas de criança! Repetiu ele com um tom cético, levantando uma das sobrancelhas.
Depois olhou em redor e disse calmamente: “Não ouvi nada.” Cristina gaguejou com as palavras tropeçando na sua garganta. Foi, foi um som baixo, mas ouvi sim. Tenho a certeza de que ouvi. O médico aproximou-se da jovem. O seu olhar era firme, mas não agressivo. Tocou-lhe levemente no ombro, tentando trazê-la de volta à racionalidade.
Deve ter imaginado esse ambiente, ele mexe com a cabeça das pessoas, especialmente no início. Infelizmente as únicas crianças aqui”, disse, lançando um breve olhar para os corpos na maca. estão sem vida, sem possibilidade de rir. Cristina tentou concordar, quis acreditar que era apenas fruto da sua imaginação, mas algo dentro dela dizia o contrário. A sua intuição gritava.
Ainda assim, respirou fundo e voltou a aproximar dos gémeos. Conforme se aproximava, apercebeu-se da sua mão começando a tremer. Um tremor subtil, mas constante. Frederico, ao reparar, soltou um suspiro e perguntou com um ar compreensivo: “Cristina, esta é a sua primeira vez num necrotério?” A jovem médica hesitou, respirando com certa dificuldade antes de responder.
Não quer dizer, não exatamente. Já estive noutros, mas nunca trabalhando de verdade. Ainda não tenho muita experiência. O médico legista assentiu compreendendo. Era comum o impacto daquele ambiente na os recém-chegados era sempre maior do que esperavam. Depois, com um gesto calmo, colocou a mão sobre a dela, tentando transmitir firmeza.
Tem a certeza de que quer seguir nesta área? Quer mesmo ser médica-legista? A Cristina demorou um pouco a responder. A pergunta bateu fundo. Aquele era o seu primeiro dia de estágio e desde pequena que dizia a todos que queria seguir aquela carreira. Sempre se encantara pela ideia de desvendar mistérios.
investigar causas de morte, ajudar a justiça. Mas agora, perante daqueles dois corpos tão pequenos, tão frágeis, algo nela hesitou. Ela abanou a cabeça tentando afastar as dúvidas e respondeu finalmente com mais firmeza: “Sim, quero desde muito novo é o que quero fazer. Investigar, descobrir a verdade por detrás dos crimes, perceber o que aconteceu, ajudar a dar um certo tipo de justiça para aqueles que já não podem lutar por si.
” Frederico sorriu, mas não era um sorriso leve. Era mais um reflexo da experiência de quem sabia que aquele trabalho nem correspondia sempre às expectativas de quem o escolhia por idealismo. Os sonhos são uma coisa, a realidade é outra bem diferente. E a realidade aqui dentro raramente é bonita. Na verdade, quase nunca é.
Voltou então o olhar para os dois meninos e falou com pesar: “Está assim por causa deles? Eu compreendo, mas se continuar nesse trabalho, vai ver coisas muito piores.” Abriu uma caixa ao lado e pegou num frasco transparente com um líquido levemente rosado. “Tudo indica que foram envenenados”, disse, levantando o recipiente à altura dos olhos.
aproximou-se da maca, calçando as luvas, e completou. É por isso que parecem estar apenas dormindo. O veneno provavelmente causou um mal súbito, mas prepare-se. A maioria não chega assim aqui. Muitos vêm irreconhecíveis. Cristina arregalou os olhos, mas não disse nada. Frederico então virou-se para ela com o olhar mais sério. Quer continuar a ficar aqui? Porque só deve continuar se estiver realmente pronta. Caso contrário, pode retirar-se.
Não há problema nenhum, minha jovem. Cristina respirou fundo, apertando as mãos uma contra a outra. Sim, quero continuar. Só só fiquei abalada com aquilo que ouvi, as gargalhadas, mas como o senhor disse, deve ter sido coisa da minha cabeça. Tentou mudar de assunto, como se quisesse varrer o medo para longe. Disse que foram envenenados? O experiente médico legista assentiu voltando a segurar o frasco.
Falta-nos fazer a análise completa, claro, mas este recipiente foi encontrado junto aos corpos. É bem invulgar, o que já levanta suspeitas. E segundo o historial clínico, eram saudáveis. Não havia qualquer condição pré-existente, nada. E os dois morreram juntos, o que causa uma estranheza ainda maior no caso.
Uma criança ter um mal súbito é raro, mas possível. Agora, duas, ao mesmo tempo, provavelmente fizeram algo contra eles. Cristina sentiu um calafrio subir pela espinha. Aquilo tudo era realmente demasiado estranho. Ela respirou fundo e perguntou: “E onde foram encontrados?” em casa, respondeu o médico legista, no próprio quarto, deitados na cama.
A jovem médica olhou para os gémeos, depois para Frederico. Os seus olhos estavam ainda mais graves. Portanto, foi um crime que aconteceu dentro de casa? Perguntou ela com a voz embargada pela dúvida. O experiente legista assentiu com a cabeça, sem dizer palavra, enquanto se debruçava sobre os corpos dos dois irmãos gémeos.
Os seus olhos examinavam cada centímetro com tensão meticulosa, como se procurasse alguma pista invisível. Com os dedos tapados por luvas cirúrgicas, tocava na pele fria, analisava pequenas manchas, dobrava articulações e verificava os olhos. Tudo em silêncio. Procurava qualquer evidência. marcas de agressão, hematomas, arranhões, sinais de queda ou qualquer indício de violência, algo que explicasse, ainda que minimamente o que tinha acontecido ali.
Ele então quebrou o silêncio com a frieza de quem está habituado ao inexplicável. Em crimes como este, envolvendo crianças desta idade, na maioria das vezes os culpados estão dentro da própria casa. São os próprios familiares”, disse o médico legista com o olhar fixo nos corpos. Cristina, que até então observava com uma certa distância, sentiu o estômago embrulhar.
Levou a mão à boca, respirou fundo e, num murmúrio, soltou. Mas quem poderia fazer uma coisa destas? Quem seria capaz de tirar a vida a dois anjinhos assim? Frederico, o experiente médico legista, respondeu de forma direta. Isto é com a polícia? São eles que precisam de descobrir quem o fez. Nós só entregamos o relatório. Dizemos exatamente como morreram.
Mas de uma coisa pode ter a certeza. Virou-se fitando a estagiária nos olhos. Há pessoas capazes de coisas ainda piores. As palavras eram duras, mas não agressivas. mesmo pesadas, trouxeram um estranho tipo de clareza para Cristina. Era como se de alguma forma o facto de ouvir aquilo dito com tanta certeza a ajudasse a perceber onde estava a pisar.
Ela respirou mais fundo e sentiu o próprio corpo relaxar um pouco. Frederico disse então que iriam iniciar a análise interna e pediu-lhe que segurasse o primeiro menino numa determinada posição. A Cristina se aproximou-se da maca de aço com os ombros ainda tensos. Os seus olhos voltaram a se fixar no corpo do miúdo.
Ela posicionou os braços dele com delicadeza e o médico legista aproximou-se já com o bisturi em mãos. O clima no necrotério era frio, denso, o silêncio pesava. Mas antes que o corte fosse feito, algo aconteceu. Cristina estremeceu. O seu corpo reagiu por impulso, dando um salto para trás. Os seus olhos estavam arregalados.
A respiração descompassada. Frederico, assustado com a reação, perguntou imediatamente: “O que se passa?” A jovem médica levou a mão ao peito e respondeu com a voz trémula, gaguejando. Eu Eu senti algo. A mão, a mão do menino, ela tocou-me. Ele mexeu-se. O médico legista soltou um longo suspiro, como quem já conhecia aquele tipo de reação.
Cristina, isso é impossível. Esses miúdos faleceram há horas. Não tem como um deles ter-se mexido. Mas senti insistiu ela, com os olhos a marejarem. Juro, a mão dele encostou-se à minha. Frederico aproximou-se da maca, pegou na mesma mão que Cristina mencionara, levantou-se, virou-se, tocou, nada. A pele estava fria, sem reação.
Soltou lentamente e olhou para ela. Talvez tenha sido um espasmo fúnebre. É comum em cadáveres, movimentos involuntários, nada mais. Não significa vida. É apenas mais um sinal de que estão realmente mortos. Cristina encarou os dois irmãos, imóveis, frios, silenciosos. Por momentos, pensou que talvez estivesse mesmo a imaginar tudo, um efeito do nervosismo, do ambiente, da pressão.
Ela fechou os olhos por um instante e falou consigo mesma: “Controla-te, Cristina. Estás exagerando. Isso é só o nervosismo. Voltou-se para o médico e mais calma disse: “Desculpe, doutor”. aproximou-se mais uma vez da maca e segurou novamente o primeiro gémeo, tentando manter a mão firme. Frederico pegou novamente no bisturi.
O silêncio voltou a tomar conta da sala, mas o que veio a seguir foi ainda mais perturbador. No momento exato em que o bisturi aproximou-se da pele da criança, Cristina voltou a sentir um toque, mas desta vez mais forte. Os dedos do menino moveram-se claramente e para completar a jovem ouviu novamente as gargalhadas, as mesmas gargalhadas que ouvira no início daquele turno, quando tudo parecia apenas estranho.
Agora eram nítidas, estavam ali. Ela deu um grito desesperada. Doutor, para. Se afasta. A gente não pode continuar. Este menino, ele está vivo. Frederico gelou, olhou para ela, depois para o corpo do menino, respirou fundo com paciência e colocou o bisturi sobre a bancada ao lado. Cristina, está a imaginar coisas e já passou do limite.
Infelizmente este trabalho não é definitivamente para você. Pode retirar-se. Eu não estou imaginando nada”, respondeu ela nervosa. Senti-o se mexer. Eu ouvi as gargalhadas de novo. “Cristina”, disse cruzando os braços. “Este ambiente é pesado. A pressão do necrotério faz isso. A mente cria coisas. Depois toca-lhe, faz uma análise detalhada”, insistiu ela firme.
“Sente-se por si mesmo. Vai ver que eu não estou a inventar nada”. Frederico abanou a cabeça em negação. Está a ser iludida pelo emocional, mas tudo bem. Vou fazer isso só para tirar isso da cabeça. Mas se eu provar que estão mesmo mortos, vai embora. Este lugar não é para si. Cristina assentiu sem desviar o olhar.
Frederico aproximou-se novamente da maca. Primeiro examinou os olhos do menino, nenhuma reação. Depois segurou a mão dele, analisando os dedos. Nada, imóvel, fria. Virou-se para Cristina com um olhar de reprovação, como se dissesse: “Eu avisei”. A jovem médica, por sua vez, já começava a acreditar que estava a perder o juízo.
A pressão do lugar, a visão dos corpos, tudo estava mexendo com ela. Os seus pensamentos se embaralhavam, mas depois Frederico moveu a mão mais para cima, colocou-a sobre o peito do menino e nesse exato ponto parou. O seu rosto mudou. Os seus olhos arregalaram-se como se tivessem acabado de ver um fantasma.
A Cristina, agora aflita, deu um passo em frente. O que é, doutor? Sentiu alguma coisa? O médico legista não respondeu, retirou a mão apressadamente e imediatamente baixou-se, encostando o ouvido ao peito do miúdo. Segundos depois, ouviu: “Batidas, fracas, quase distantes, mas batidas. batimentos cardíacos.
E como se isso não bastasse, subiu o rosto lentamente e escutou a gargalhada vinda da boca do menino, baixa, quase inaudível, mas estava lá. Ele estava a rir. O médico médico-legista ficou completamente paralisado. Levantou-se lentamente, como se ainda estivesse em choque, e colocou a mão sobre o próprio peito, bem sobre o coração, como quem precisa de confirmar que ele próprio estava vivo.
O seu rosto estava lívido, o olhar perdido. Cristina, por sua vez, baixou-se rapidamente, ajoelhando-se junto da maca, querendo ouvir com os próprios ouvidos aquilo que parecia impossível. Assim que encostou o ouvido no peito do menino, ela sentiu as batidas fracas, espaçadas, mas presentes. Os seus olhos se arregalaram tanto que pareciam saltar da cara.
“Eu falei”, murmurou ela com a voz trémula. Eu falei que estava a ouvir algo. Ele está vivo, doutor. Este menino tá vivo. O Dr. Frederico ficou em silêncio. Seus lábios se entreabriram, mas nenhuma palavra saiu. Abanou a cabeça lentamente, em negação, como se estivesse a tentar negar o que os seus próprios sentidos lhe estavam a mostrar, como se quisesse convencer-se a si próprio de que aquilo era uma ilusão.
Mas isso isso não pode ser”, disse ele finalmente, quase sem voz. “Como, como pode este menino ter batimentos cardíacos? Este miúdo, ele e o irmão dele foram encontrados mortos, sem sinais, sem resposta nenhuma. E eu próprio senti quando aqui chegaram, não havia qualquer sinal de vida.” Sem conseguir raciocinar, virou o rosto lentamente para o outro corpo, o do segundo irmão, que repousava deitado logo ao lado.
O silêncio pesava e depois viu com os seus próprios olhos. A mão do segundo menino que antes pendia para fora da maca começou a mover-se. Lentamente subiu lentamente, como num esforço extremo, e repousou sobre o próprio peito. O coração de Frederico quase parou. Cristina levou as mãos à boca, sem conseguir conter o espanto. Os dois aproximaram-se juntos do segundo irmão, como que atraídos por uma força invisível.
Aí, mais uma vez, as batidas estavam lá, fracas, irregulares, mas reais. A respiração, embora quase imperceptível, existia. E da boca do menino, entreaberta vinha um som abafado, uma gargalhada baixinha, quase impossível de se ouvir, mas vinha de lá. A jovem médica virou-se então para o primeiro menino, como se precisasse confirmar. E ele também.
O pequeno corpo também começava a mexer-se, ainda que de forma lenta, como se acordassem de um sono profundo. Doutor, disse Cristina, olhando nos olhos o legista. Os dois, os dois estão vivos. Frederico cambaleou, recuando dois passos. A sensação era de que o chão tinha desaparecido sob. Ele pegou no telemóvel com mãos trémulas, os seus dedos quase não obedeciam e marcou a polícia.
Olá, aqui é o médico legista Dr. Frederico. Corram para o necrotério agora. É urgente, urgente. A chamada foi encerrada com pressa. O telefone escorregou-lhe da mão e caiu no chão, mas nem se apercebeu. O seu corpo estava paralisado, os olhos fixos nos dois meninos que, segundos antes, ele teria jurado estarem mortos.
Mas para perceber o que realmente estava a acontecer naquele necrotério, se aquelas crianças estavam vivas ou se tudo aquilo passava de uma alucinação coletiva, era necessário voltar. Voltar no tempo. Umas semanas antes, quando aquelas gargalhadas ainda não causavam susto, quando tudo parecia ser apenas felicidade.
Kauan e Cauê, irmãos gémeos de aproximadamente 10 anos, estavam em regresso da piscina. Corriam descalços com sorrisos estampados no rosto. Nas mãos balões de água. Jogavam um ao outro, gritando, saltando, divertindo-se como se o mundo inteiro fosse feito apenas daquela brincadeira. Kauan arremessou uma bexiga com força, visando o irmão.
O Cauê, sempre mais ágil, baixou-se com precisão, desviando-se com habilidade. Errou, pateta. Errou. gritou o Cauê, rindo alto, com os braços abertos em comemoração. Agora é a minha vez. Prepara-se, disse, apanhando uma bexiga nova. Sem pensar duas vezes, lançou com toda a força que tinha.
O balão de água foi voando pelo ar em linha reta, mas Kauan, esperto como o irmão, baixou-se mais depressa que o raio. O problema é que desta vez o balão não caiu no chão. Ele acertou outra pessoa, deitada numa espreguiçadeira, com óculos escuros no rosto e bronzeando-se em silêncio. Estava a Patrícia. O balão rebentou bem no rosto dela, molhando completamente os seus cabelos loiros que tinham sido arranjados nessa manhã no salão.
As gargalhadas dos meninos ecoaram. Eles estavam em êxtase, riam sem parar. Mas Patrícia A Patrícia fechou os olhos respirando fundo. Márcio, o pai dos gémeos e marido da Patrícia, que estava ao lado da esposa, olhou surpreendido e perguntou: “Está tudo bem?” A loira, tentando conter a fúria que crescia por dentro, abriu um sorriso forçado.
Tudo sim, só uma aguinha. Nesse calor até que foi bom, disse ela, controlando a raiva com dificuldade. Os meninos aproximaram-se, ainda a rir. Cauê foi o primeiro a se desculpar. Foi mal, Patrícia. Era para acertar o Kauan. Desculpa lá”, – disse Kauan com um sorriso culpado. Márcio foi direto. “Vocês têm de ter mais cuidado com estas brincadeiras.
Vão para o outro lado da piscina. Não pode voltar a acontecer.” Mas Patrícia interrompeu. “Márcio, deixa-os. São só crianças. Não vamos impedi-los de brincar.” Ela olhou para os dois meninos e com um sorriso amarelo completou. Podem jogar as bexigas que quiserem. Não preocupem-se comigo, aproveitem este dia ensolarado maravilhoso.
Os meninos entreolharam-se e brilharam. Kauan sugeriu: “Então brinca connosco?” Cauê completou: “És tu e o pai?” Patrícia hesitou, mas cedeu. Soltou um sorriso e disse: “Claro, vamos lá, mas é melhor se prepararem, pois sou profissional em disparar bexigas de água”. Em segundos, ela já estava a brincar com os meninos, lançando bexigas, correndo.
Márcio também entrou na diversão. A piscina tornou-se um campo de batalha de água. Márcio, ao ver a esposa a brincar com os seus filhos, pensou: “Não podia ter escolhido melhor mulher”. Minutos depois, Patrícia, já exausta e toda molhada, avisou que ia subir. “Malta, vou sair. Estou farto. Já não tenho toda a vossa energia.
” Ela pegou na sua mala que estava na espreguiçadeira, colocou os óculos escuros e entrou na mansão. O Márcio ficou brincando com os filhos mais um bocadinho lá dentro. A Dona Coralina, mãe da Patrícia, foliava uma revista. Ao ver a filha molhada, levantou os olhos surpreendida. Meu Deus, está toda encharcada.
O que houve, minha filha? Mas Patrícia não respondeu. Subiu para o quarto em silêncio. A mãe foi atrás. Assim que entraram, a porta fechou-se e tudo mudou. O sorriso desapareceu do rosto de Patrícia. Os olhos encheram-se de raiva. Até quando vou ter que aguentar aqueles pestes insuportáveis? Gritou transtornada. Olha o que me fizeram, mamã! Queixou-se Patrícia, atirando a bolsa para o chão com força e arrancando os óculos escuros com raiva.
Passei horas no salão hoje a arrumar o cabelo. Horas? E agora, quando eu finalmente estava a conseguir pegar um bronzeado, aqueles miúdos insolentes aparecem e fazem-me isso. Enquanto ela falava, a dona Coralina correu até ao closet e pegou numa toalha felpuda. Voltou rapidamente e começou a secar os cabelo da filha com delicadeza, como se cuidasse de uma princesa ferida.
Calma, meu amor, disse a mãe, tentando acalmar. Precisa de se controlar. Não pode deitar tudo a perder agora. Patrícia atirou-se para uma das poltronas do quarto, ainda a bufar de raiva. Os fios loiros, agora molhados, colavam-se em o seu rosto. Mas o ódio que crescia dentro dela não era apenas por causa da água.
O facto é que pensei que tinha tirado a sorte grande, mãe, disse ela, ainda a ser secada por Coralina. Consegui fisgar o Márcio, conquistei o milionário, casei com ele, mas de brinde ganhei aquelas duas pragas, aqueles pestinhas, já não aguento mais. Ela respirou fundo, como se estivesse prestes a explodir, e continuou.
E não é só isso. Não é só esta gargalhada insuportável que parece perfurar os meus tímpanos. É tudo. A gente não vai para lado nenhum sem levar estes pirralhinhos. Não jantamos em paz, não viajamos sozinhos. Não tenho um único momento só com o Márcio. E a senhora sabe, eu sempre odiei crianças. Sempre. Enquanto falava, a Coralina pegava numa escova de cerdas largas e começava a pentear os cabelos da filha com calma, como se aquilo fizesse parte de um ritual para acalmar o monstro que vivia dentro dela. A Patrícia olhava para o vazio com os
olhos fixos no espelho. E o pior, mãe, estão a crescer, cada dia maiores. Daqui a pouco fazem 18 anos. Então, sabe o que vai acontecer? Vão querer torrar todo o dinheiro do pai. Vão querer mandar na casa, tomar tudo o que é dele, tudo o que deve ser o meu eu. Eu vou ficar sem nada depois de tudo o que fiz para conquistar esta vida.
Não, não posso deixar que isso acontecer. Ela parou por um instante, apertando os dedos contra os braços da poltrona, como se estivesse a tentar conter a raiva. Foi então que a dona Coralina deixou de pentear e ficou diante da filha. colocou as mãos sobre os ombros de Patrícia e olhou-a firmemente nos olhos. “Calma, minha princesa”, disse a mulher com um tom que misturava carinho e perversidade.
Só precisa de aguentar mais um pouquinho. Estes miúdos não vão tirar nada do que é seu, absolutamente nada. Fez uma pausa e completou. E eles nem sequer vão chegar aos 18 anos. Logo não vai precisar mais se preocupar com os gémeos. Patrícia franziu o sobrolho surpresa. Como assim, mamã? O que a senhora quer dizer com isso? Coralina abriu um sorriso que gelaria qualquer pessoa que o visse.
Era um sorriso lento, calculado, frio. Quero dizer que tudo está a encaminhar-se para a segunda parte do plano. Você fez tudo direitinho, meu amor. Conquistou o idiota do Márcio, ganhou a confiança dele, casou. Hoje ele vê-te como a esposa perfeita. Ele acredita que você ama aqueles meninos como se fossem seus. Ela riu com desprezo.
E quando acontecer alguma coisa com eles, ninguém suspeitará de si, nem de mim. Tu és a madrasta amorosa e eu, a avó boazinha. A Patrícia ouvia tudo com atenção. A respiração acelerada, mas os olhos calmos. Aquilo não era novidade, era confirmação. Coralina continuou. O Márcio tem a convicção de que somos as mulheres mais importantes na vida dos filhos dele e isso era tudo o que precisávamos.
Eu disse-lhe que estes miúdos não iam atrapalhar a sua vida durante muito tempo e não vão. Chegou a tempo de lhes darmos fim, um de cada vez. Primeiro um, depois o outro. E com os dois fora do caminho, toda a fortuna do Márcio será sua. Só tua, minha princesa. Um sorriso formou-se nos lábios de Patrícia. Um sorriso torto, sujo, frio, o mesmo tipo de sorriso que herdara da mãe.
E como o faremos? Perguntou curiosa. Coralina nem hesitou. Eu tenho uma velha conhecida. Ela trabalha com ervas, líquidos, poções, nada que suscite suspeita. Ela já me passou um preparado perfeito, sem cor, sem cheiro, mata lentamente, sem deixar rastos. E quando é que vai buscar isso? Perguntou a Patrícia, um pouco mais contida.
Já falei com ela. Amanhã vou pessoalmente. Vamos começar o envenenamento aos poucos até que os dois estejam no caixão. A loira pensou por alguns segundos. Ela conhecia os riscos. O mundo tinha mudado. As investigações eram mais avançadas. Exames mais precisos e se fossem descobertas. Mas Coralina parecia ler a mente da filha.
Como disse, este veneno não deixa rastos. Minha querida, ninguém vai encontrar nada. Acha mesmo que aquela vizinha chata, a Vilma, morreu de ataque cardíaco? Ou que aquele professor nojento que vivia a perturbar-te morreu por acaso? Foi tudo obra minha, só nunca te contei. Mas agora, minha filha, agora eu digo-te, apenas confia em mim.
Já testei. Funciona. E depois que o primeiro for, o outro vai morrer supostamente de tristeza, vai definhar, vai para o mesmo lugar. E vão chamar-lhe de tragédia, de fatalidade. Ninguém vai desconfiar de nada. As duas entreolharam-se e depois começaram a rir. Carneiro duas corujas perversas, como duas gralhas ensandecidas.
As gargalhadas ecoaram por todo o quarto, reverberando pelas paredes da mansão. Foi nesse momento que O Márcio entrou. Ainda molhado da brincadeira na piscina, com o rosto iluminado por um sorriso leve e sincero, olhou para as duas e perguntou: “Posso saber o motivo de tanta alegria?” A Patrícia levantou-se rapidamente da poltrona, o rosto ainda molhado, mas agora com um novo sorriso, falso, doce, calculado.
Aproximou-se do marido e disse: “Oh, amor, estava a contar à mamãe sobre o balão que os meninos lançaram em mim. Realmente, fui apanhada de surpresa, mas adorei. Ah, como eu adoro aqueles dois! Os seus filhos são a alegria dessa casa!” Márcio sorriu emocionado. Os nossos filhos, Patrícia, estão cada vez mais ligados a si e eu não poderia estar mais feliz. Eles precisavam de uma mãe.
Uma mãe como tu, meu amor. Coralina aproximou-se com um sorriso teatral, fazendo questão de falar com voz doce ao ver o Genro a entrar no quarto. Olhou diretamente para o Márcio e com um tom encantador disse: “A Patrícia adora estes dois mais do que tudo neste mundo, meu querido. Você não faz ideia.
Ela fala deles o tempo todo sobre como está feliz, como sente que a família dela está completa. Mas o que mais me emociona é ver como ela adora ser mãe destes dois anjinhos. A Patrícia sorriu de canto, fingindo timidez. Coralina continuou. E eu, bem, adoro ser a avó coruja. Não tem maior alegria. O clima entre eles, à primeira vista parecia sereno.
Ao final dessa tarde, os cinco sentaram-se à mesa para jantar. Coralina tinha preparado especialmente a sobremesa preferida dos gémeos. Um bolo de chocolate fofo e húmido, daqueles que desfazem-se na boca. Só o cheiro invadia toda a mansão. Márcio, ao ver os meninos a deliciarem-se com o doce, não teve dúvidas.
Ele tinha construído a família perfeita. Durante o jantar, o seu pensamento voltou atrás no tempo. 5 anos atrás, perdera Vanessa, o seu primeira mulher e mãe dos gémeos, num trágico acidente de viação. Achou que nunca mais sorria, que os filhos nunca mais voltariam a ter o colo de uma mãe. Mas agora, depois de dois anos ao lado de Patrícia e alguns meses oficialmente casados, acreditava ter reencontrado a felicidade, a paz, a certeza de que o futuro seria bom novamente.
Coitado. Na manhã seguinte, Coralina acordou antes de todos, pegou no carro e conduziu durante horas até uma cidadezinha escondida no interior. O seu destino, a casa de uma velha conhecida. Uma mulher de aparência estranha, com os cabelos despenteados, dentes amarelados e um cheiro forte a ervas no ar.
Assim que a porta foi aberta, a velha soltou um sorriso torto. Veio mandar mais um para o inferno, disse com sarcasmo. Não se perdoa realmente quem cruza o o seu caminho, não é? Coralina manteve a expressão séria. Nada a abalava. Só faço o necessário paraa felicidade da minha filha”, respondeu e depois abriu a bolsa e tirou um maço de dinheiro grosso, colocando sobre a mesa rústica.
Aqui fica a quantia combinada. Agora, me entregue logo o veneno. A mulher pegou num pequeno frasco transparente e entregou-o à coralina. A seiva está forte”, disse ela. “Por isso cuidado se quiser matar aos poucos. Só umas gotinhas e a pessoa já era.” Coralina pegou no frasco com firmeza. “Obrigada”, disse de forma seca e saiu dali sem olhar para trás.
Quando regressou à mansão, foi logo à procura da filha. Encontrou Patrícia na sala de estar, sentada no chão com os meninos. ajudando-os com os trabalhos de casa. Ao vê-la naquela cena, sorrindo e explicando pacientemente uma conta de matemática ao Cauê, Coralina sentiu-se orgulhosa. A filha estava seguindo à risca o plano.
Fingir será madrasta perfeita. Patrícia despediu-se dos rapazes com um beijo na testa, dizendo que já voltava, e seguiu a mãe até um canto mais reservado da casa. Conseguiu?”, perguntou animada. Coralina abriu a bolsa e mostrou o pequeno frasco. O seu sorriso dizia tudo. “Aqui está”, disse triunfante. “Com ele tiramos o primeiro do caminho, depois o segundo e quem sabe se no futuro não mandamos o Márcio também para o inferno.
” Patrícia arregalou os olhos. O Márcio, mamã, mas ele eu gosto. Eu amo o meu marido. Coralina deu um passo em frente e segurou o rosto da filha entre as mãos. Compreende uma coisa, meu amor. Você precisa de se amar e amar a mamã que sempre te protegeu. Homem. Homem só serve de escada. Degrau para mulher subir.
Quando estes dois pestes morrerem, o Márcio vai ficar destruído. Depois vai ser fácil você assumir tudo. Se der tempo para ele recuperar, ele pode acabar por te trocar. Melhor garantir. Confia na mamã. Tudo isto é para o seu bem. A Patrícia respirou fundo e abanou a cabeça pensativa, mas no final sentiu. Coralina sorriu. Agora vai lá.
continua a fingir que é a madrasta amorosa daqueles pirralhinhos. Eu vou preparar uma empada de frango e hoje começámos mesmo a envenenar um deles. Qual quer primeiro? O Kauan! Respondeu a Patrícia sem hesitações. É o mais insuportável dos dois. Assim se fará, minha princesa, respondeu Coralina, saindo da sala com ar satisfeito.
A Patrícia voltou para a sala onde os meninos estavam e se ajoelhou-se novamente ao lado deles. continuou a explicar a lição como se nada tivesse acontecido, como se o plano mortal que acabara de aceitar não existisse, como se fosse de facto uma mãe amorosa. Minutos depois, Márcio chegou do trabalho. Os meninos correram para ele, abraçando o pai com entusiasmo e contando que a mãe Patrícia tinha ajudado com os trabalhos de casa.
O rosto de O Márcio iluminou-se. Ele olhou para a esposa e disse: “É tão boa com eles?” A Patrícia sorriu e respondeu: “Faço o mínimo. Adoro crianças e já considero estes dois como meus filhos”. Márcio emocionou-se com a resposta e sem pensar completou: “E os seus filhos, são os nossos filhos”. Nesse instante, Coralina apareceu na porta da cozinha com um pano de loiça na mão e um sorriso nos lábios.
Olhem o que preparei para hoje. Empadão de frango. Kauan levantou os braços com entusiasmo. Eba! Eu adoro empada de frango. Coralina piscou-lhe o olho. É por isso que vai ganhar o primeiro pedaço, querido. Ela serviu a tarte com um falso carinho, mas antes de cortar tinha demarcado discretamente o pedaço envenenado.
Uma gota exata do líquido mortal tinha sido pingada ali. Entregou-o a Cauan, que pegou no garfo com alegria, e começou a comer. Todos riram, brincaram e comeram a tarte como uma família feliz. Mas poucos minutos depois, Kauan largou o garfo, levou a mão ao estômago e correu para a casa de banho. De lá só se ouviam os sons de vómito.
O Cauê correu atrás do irmão, assim que o viu sair da mesa a correr, batendo à porta do casa de banho com preocupação. “Está tudo bem, Kauan, estás bem?”, perguntou o menino, com a voz cheia de aflição. Do outro lado da porta, Kauan tentou tranquilizar o irmão. Sim, está, foi só um malestar, mas já estou melhor, juro. Enquanto isso, o Márcio andava de um lado para o outro na sala, visivelmente preocupado.
Patrícia colocou a mão no ombro do marido, com a expressão preocupada mais ensaiada da história, e disse: “Talvez seja melhor o Kauan ficar na cama descansando o resto do dia, só para garantir.” Coralina completou com a sua voz de falsa avó cuidadosa. “Vou preparar uma sopinha muito leve para ti, meu amor.
Vai ficar tudo bem.” O Márcio observava tudo com um nó no peito, mas ao mesmo tempo não conseguia deixar de se sentir tocado com a dedicação da esposa e da sogra. Aquela cena de cuidado e carinho fazia-o acreditar cada vez mais que tinha uma família perfeita. Mal sabia ele que dois monstros disfarçados de anjos viviam ali dentro da sua casa.
Naquela noite, Coralina continuou o plano maléfico. Preparou a sopa com cuidado, como se fosse um ritual. Para não levantar nenhuma suspeita, ela serviu primeiro um pouco para o Márcio, que tomou sem desconfiar de nada. Depois, quando já ninguém olhava, pingou discretamente mais uma gota do veneno no prato destinado ao neto postiço.
Kauan comeu devagar, mas terminou o prato. E como da outra vez, poucos minutos se passaram até que ele começou a passar mal novamente. Desta vez foi pior. Coralina levantou-se rapidamente da cadeira. Ai, meu Deus. Talvez o melhor seja levar -lo ao médico. Pode ser algo mais grave. O Márcio concordou de imediato.
Estava mais preocupado do que nunca. Patrícia, no entanto, mal conseguia esconder o nervosismo. Quando ficou sozinha com o mãe, aproximou-se dela no corredor, tensa. Mamã, e se descobrirem alguma coisa? E se correr mal? Mas Coralina, com o seu olhar frio, respondeu sem medo. Fica descansada, minha querida. Ninguém não vai descobrir nada.
Já disse, este veneno não deixa rasto, confia em mim. E de facto, foi isso que aconteceu. Kauan foi submetido a exames e mais exames. O médico responsável analisou tudo com atenção, mas no final não encontrou absolutamente nada. Talvez seja síndrome do intestino irritado ou alguma intoxicação alimentar”, disse o médico pensativo.
Márcio negou a segunda possibilidade de imediato. Tudo o que ele comeu, todos aqui em casa também comeram. Não tem como ser intoxicação. O médico assentiu, dizendo que era melhor apenas aguardar a resposta dos medicamentos prescritos, mas reforçou que, por enquanto, não havia com que se preocupar. Quando regressaram a casa, Patrícia mal conseguia conter a excitação.
Entrou no quarto de Coralina, assim que Márcio e o menino se acomodaram. Mamã, você estava certa. Não encontraram vestígio nenhum do veneno. O plano vai resultar. Coralina, com um sorriso de satisfação, respondeu: “Claro que vai correr bem. E amanhã, ao vez de uma gota, vamos utilizar duas. A gente acelera este processo.
Esse miúdo já está morto, só não sabe ainda.” Patrícia bateu palminhas animada. Na hora que fores colocar, chama-me. Eu quero participar. No dia seguinte, a rotina da casa seguiu normalmente, pelo menos aos olhos dos quem não sabia o que ali se passava dentro daquela mansão. Mas após o café da manhã, Kauan voltou a apresentar sintomas, dor abdominal, náuseas e um cansaço visível.
O Márcio mostrava-se cada vez mais aflito, andando de um lado para o outro, ligando para os médicos e pesquisando na internet. Mas Patrícia minimizava a situação. Deve ser só uma virose, amor. Criança há destas coisas. Vai passar em breve, você vai ver. A Coralina concordava. Ele é forte, vai superar. É só dar tempo. Poucos dias tinham passado.
Enquanto os adultos tramavam, Cauê não saía do lado do irmão nem por um segundo. Sentava-se ao lado da cama e ficava com ele durante horas. Logo estás bem, mano. Vai sarar rapidinho. Dizia, tentando animá-lo. Mas Kauan, visivelmente abatido, largou. Não sei, não, Kauê. Eu nunca me senti assim. Estou tão fraco.
Nem com vontade de jogar videojogos eu tô. As palavras do irmão doíam a Cauê, que não sabia como ajudar. A conversa dos dois foi interrompida por Coralina, que entrou no quarto com um prato nas mãos. Salada de frutas frescas, disse ela sorrindo. Para que tenha energia e melhore logo. Come tudinho, hein? Ela saiu do quarto como se tivesse acabado de realizar o maior gesto de amor do mundo, mas como tinha sempre pingado mais uma gota do veneno no meio dos frutos.
Kauan pegou na colher e mexeu a salada algumas vezes. Depois empurrou o prato para o lado. Cauê franziu o sobrolho. Não vai comer? Kauan respondeu baixinho. Não, tenho fome, mas cada vez que como fico pior. Não quero arriscar. Então acha que é a comida? Perguntou o irmão. Eu não sei. Na verdade não sei de nada, mas tenho medo de comer e passar mal de novo.
Sei que parece coisa da minha cabeça, mas não aguento mais. Cauê. O Cauê olhou para a salada, depois para o irmão. Mas não pode ser a comida, mano. Todo mundo come a mesma coisa. Esta salada aí, por exemplo, a Coralina fez mais cedo. Eu comi também. Está uma delícia. Kauan olhou para o irmão estendendo o prato. Depois come você. Eu não quero.
Cauê hesitou. Mas não pode ficar sem comer. Só desta vez que, por favor, se perguntarem, diz que fui eu que comi. Só não quero voltar a sentir-me mal. O Cauê olhou nos olhos do irmão, viu o quanto estava abatido e cedeu. Está bom. Começou a comer a salada sem imaginar o que havia lá dentro. Terminou tudo em silêncio, enquanto Kauan permanecia deitado, com os olhos fechados, tentando descansar.
Alguns minutos depois, Patrícia entrou no quarto com aquele ar doce de sempre. Muito bem, comeu toda a salada de frutas, isso vai fazer com que fique bem. Ela sorriu para Kauan, depois virou-se para o outro gémeo. Eu e o pai de vocês vamos à farmácia comprar uns medicamentos, tá bom? Mas a minha mãe vai ficar aqui.
Qualquer coisa, chama-a e cuida bem do seu irmão, viste? Cauê assentiu com a cabeça, dizendo que estava tudo bem. Assim que a Patrícia saiu do quarto, sentou-se ao lado do irmão na cama, ligando a TV para assistirem juntos a um desenho animado. Era o momento de distração, uma tentativa de aliviar o clima pesado que pairava sobre a casa nos últimos dias, mas nem 5 minutos tinham passado quando algo estranho aconteceu.
Kaauê levou a mão ao estômago, fazendo uma careta. Um O desconforto repentino tomou conta do seu corpo. Kauan virou-se rapidamente para o irmão, assustado com a sua expressão. O que é, mano? perguntou preocupado. Mas antes que Cauê respondesse, levantou-se num pulo e correu para o casa de banho do quarto, vomitando toda a salada de frutas que tinha acabado de comer.
Aquele episódio parecia repetir tudo o que vinha acontecendo com o Kauan nas últimas refeições. Quando saiu do casa de banho, o menino olhou para o irmão ainda ofegante. Mano, acho que também fiquei doente. Foi nesse instante que algo se acendeu na mente de Cauan. Ele sentia-se diferente e percebeu que pela primeira vez em dias não estava a sentir-se mal.
Não havia dor de barriga, nem náuseas, nem ânsia de vómito. Pela primeira vez estava bem. Olhou então sério para o irmão e murmurou: “Cauê, acho que não é uma coincidência. Eu não comi a salada de frutas. Só você comeu. O irmão franziu o sobrolho. Estás a dizer que tão sabotando a sua comida? Questionou ainda sem acreditar no que dizia.
Kauan encolheu os ombros, mas a suspeita era real. Não sei, mas cada vez que comia passava mal. E agora que comeu no meu lugar, aconteceu contigo. Cauê não pensou duas vezes. Mesmo com o estômago ainda a revirar, foi até ao cozinha. Queria perceber por da primeira vez em que comeu a salada, nada aconteceu, mas agora tudo estava diferente.
Chegado lá, abriu a frigorífico e pegou na tigela com o restante da salada de frutas. Voltou para o quarto e entregou-a ao irmão. Toma, come esta aqui. Vamos ver o que acontece. Kauan hesitou. Será que é seguro? Cauê assentiu. Esta aqui ninguém separou para si. Tá na tigela geral. Se não te fizer mal, depois é porque só o que estão a te servindo que está com alguma coisa.
Kauan respirou fundo e pegou na colher. Comeu aos poucos cada garfada sob o olhar atento do irmão. Minutos se passaram e nada, nem sinal de mal-estar, nenhuma dor, nenhuma náusea. Está a ver? disse o Cauê arregalando os olhos. Há coisa errada. Kauan abanou a cabeça. Isto é muito estranho, mas agora eu lembrei-me.
Sempre que me senti mal, foi depois de comer algo que ou a Patrícia ou a Coralina deram-me. Cauê levou a mão à boca surpreendido. Acha que elas estão a colocar alguma coisa na sua comida? Não tenho outra explicação, respondeu o Kauan. É sempre delas. É sempre depois disso que fico mal. Cauê voltou a sentar-se ao lado do irmão, ainda a digerir aquilo tudo.
Mas elas parecem ser tão fixes, mano. Sempre foram tão boazinhas. É como o pai diz, disse Kauan. As aparências iludem. Vai ver. São duas bruxas disfarçadas. Decidiram então que precisavam investigar. A partir desse momento, não comeriam mais nada diretamente servido pela Patrícia ou pela Coralina. Fingiriam que estavam a comer e depois deitariam fora.
Quando estivessem sozinhos, comeriam algo seguro. E foi isso que fizeram. Durante os dias seguintes, Kauan fingia estar cada vez mais fraco, enquanto o seu corpo se ia recuperando. As dores desapareciam, a energia regressava aos poucos, mas sempre em segredo. Já não há dúvida, mano? Disse Kauan numa conversa com o irmão. Elas estão a fazer alguma coisa comigo ou pelo menos estavam a tentar.
Foi então que Ka Cauê teve uma ideia. Vamos confirmar. Vou chamar a Coralina aqui no quarto e pedir para ela fazer aquele bolo de chocolate que só ela sabe fazer, aquele que adoramos. Depois vamos ficar de olho. Se elas tentarem algo, apanharemos em flagrante. Kauan assentiu entrando na personagem. Vou dizer que estou com vontade, que talvez o carinho dela no bolo me faça melhorar.
A Coralina foi chamada e, claro, apareceu com o seu falso sorriso. “Claro que faço, meus amores”, disse ela animada. “E vou preparar um pedaço muito especial para ti, Kauan.” Assim que a vilã saiu do quarto, os meninos entreolharam-se. Sem perder tempo, saíram de fininho e seguiram-na até à cozinha.
esconderam-se atrás de uma divisória e espreitaram tudo. Coralina começou a preparar o bolo. Misturava a massa enquanto trauteava uma música. Patrícia apareceu na cozinha irritada, batendo os pés. O que é, minha filha? Está stressada? Perguntou a Coralina. Patrícia bufou. Este miúdo nojento, mãe. Ele não morre nunca.
Parece que esse seu veneno parou de funcionar. Ele já nem parece doente. Não aguento mais isto. Escondidos, os gémeos quase deixaram escapar um grito. Levaram as mãos à boca, apavorados. Mas Coralina continuou. Calma, minha filha. Hoje ele vai comer este bolo com bastantes gotinhas do nosso tempero especial. E à noite damos o toque final.
Vai ser o último jantar do miúdo. Depois dele partimos para o outro. Aproximou-se da filha e disse com voz de serpente: “Tudo vai ser teu, minha princesa. Toda a a fortuna, nenhuma criança para atrapalhar.” Os irmãos correram de volta para o quarto em completo desespero. “Elas vão-me matar, Cauê. Estão a me envenenando”, disse Kauan ofegante.
Cauê, em choque respondeu: “E depois vão fazer a mesma coisa comigo”. Ambos pensaram em contar tudo ao pai, mas lembraram-se da forma como Patrícia e Coralina comportaram-se nos últimos meses. Tinham sido perfeitas, boas demais para parecerem culpadas. Márcio não acreditaria neles sem uma prova concreta. Precisamos de um plano”, disse o Caué.
Kauan pensou durante alguns segundos. Depois, os seus olhos brilharam com uma ideia. O calmante da bruxa, o calmante da Coralina. É isso. A gente troca o veneno pelo calmante e engana-as. Fingimos que o veneno resultou e mostramos quem são de verdade. Mas antes de continuar e saber o que realmente aconteceu, se o plano dos rapazes deu certo ou se realmente acabaram por falecer, já clique no botão de gostei, subscreva o canal e ative o sininho das notificações.
Na nossa história, vimos que os gémeos adoram bolo de chocolate. E você, qual é a a sua comida preferida? Aproveita e me fala de que cidade está a assistir este vídeo, que vou marcar o seu comentário com um coração lindo. Agora, voltando à nossa história. E assim, os dois irmãos deram início ao plano que vinham arquitetando.
Cauan e Cauê estavam certos de que, fingindo estarem mortos, conseguiriam provar ao Pai a verdade sobre as víboras que tinham dentro de casa. sabiam que não seria fácil, mas não podiam mais correr riscos. A vida deles estava por um fio, ou pelo menos era isso que a Coralina e a Patrícia pensavam. Nessa noite, quando Coralina entrou no quarto com um sorriso rasgado no rosto e um tabuleiro nas mãos, fingindo estar cheia de carinho, Kauan fingiu estar animado.
Recebeu o pedaço de bolo de chocolate que ela dizia ter feito especialmente para ele. “Come tudo, meu amor, está quentinho”, disse ela, acariciando os cabelos do menino. Assim que ela saiu do quarto, Kauan foi logo para a casa de banho. Com o coração acelerado e as mãos a tremer, abriu a privada e despejou ali cada pedacinho do bolo envenenado.
Já estava ficando mestre em fingir que comia. Logo depois, os irmãos aproveitaram um momento em que a bruxa Coralina se distraía a conversar com o Márcio para revirar as coisas dela. Vasculharam gavetas, caixas e no fundo de uma necesser castanho encontraram o frasco. Era pequeno, de vidro grosso, com um líquido viscoso e sem cheiro.
Cauê segurou o frasco entre os dedos e sussurrou: “Então é com isto que ela te estava matando. velha paga-me”, disse Kauan, com os olhos a arder de raiva, tirando o frasco das mãos do irmão. Sem perder tempo, os meninos colocaram em prática o plano final. Com cuidado, passaram o conteúdo do frasco verdadeiro para um potinho mais pequeno e fizeram o mesmo com o calmante da mãe de Patrícia.
Depois lavaram muito bem os recipientes, como tinham combinado. Quando tudo estava limpo e seco, mudaram os líquidos, colocaram o veneno no frasco do calmante de coralina e no frasco do veneno colocaram apenas o forte calmante que a senhora tomava antes de dormir. Kauan olhou para o irmão com desconfiança. Será que vai resultar? Tem que dar, respondeu Cauê, confiante.
A gente lavou os frascos, trocou direitinho. Quando ela tentar te envenenar, só vai dormir. Mas quando ela for tomar o seu calmante, aí vai sentir o mesmo que sentiu. E depois, como previsto, na noite seguinte, a Patrícia e a Coralina apareceram no quarto com um lanche especial. Mais uma vez, disfarçadas de boas madrastas e avó carinhosa, colocaram gotas do que acreditavam ser veneno na refeição de Kauan, só que desta vez era apenas um calmante, bastante forte, mas inofensivo.
O Cauê também comeu um pouco do lanche, fazendo parte do plano para parecer que os dois irmãos tinham sido vítimas ao mesmo tempo. E em poucos minutos o efeito começou. Os dois adormeceram profundo, um sono tão intenso que os seus batimentos cardíacos abrandaram. Seus corpos ficaram frios e os seus rostos pálidos. Pareciam mortos.
O Márcio entrou no quarto logo a seguir e ao ver os filhos deitados daquela forma, entrou em desespero. Se atirou sobre as camas dos miúdos, tentando acordá-los, sacudindo os seus ombros, chamando pelos seus nomes, mas nada. Nenhuma resposta, nenhum movimento. Atrás dele, Coralina e Patrícia chegaram, fingiram choque, fingiram tristeza, mas por dentro estavam a comemorar.
Coralina, inclusive inclinou-se e sussurrou ao ouvido da filha. Era para ser só um, mas já que foram os dois, é porque Deus assim o quis. Vamos comemorar. Mas foi neste momento de euforia que o erro aconteceu. Coralina, enquanto se ajeitava e dava palmadas falsas nas costas de Márcio, em sinal de consolo, deixou cair da bolsa o frasco que achava contêm veneno, mas que, na verdade, estava cheio de calmante.
Márcio, devastado, chorava sobre os corpos dos filhos. Passados alguns minutos, se levantou-se, ainda com lágrimas nos olhos, pegou no telemóvel e começou a discar. Foi quando a Patrícia se aproximou e perguntou com a voz tensa: “O que estás a fazer, amor?” O Márcio, com o rosto vermelho e os olhos marejados, respondeu: “Isto não é normal.
Os meus dois filhos mortos assim do nada. Isto não pode ser coincidência. Eu vou chamar a polícia. Vou pedir uma investigação completa. Coralina, tentando manter a pose, falou com a voz mais doce que conseguiu fingir. Márcio, um já estava doente. O outro pode ter adoecido e ninguém ter visto. Gémeos têm uma ligação forte.
Pode ter sido o destino. Estão juntos agora no céu, num lugar melhor. Mas o pai dos meninos abanava a cabeça em negação. Não há algo errado. Não estou a dizer que foram vocês, mas aqui entra muita gente, funcionários, técnicos, pessoas da escola. Alguém fez alguma coisa? Foi então que os seus olhos caíram sobre algo no chão.
Ali, mesmo no canto do quarto, junto à cama de Kaauan, estava o frasco. O mesmo frasco que Coralina tinha derrubado minutos antes. Márcio baixou-se lentamente, pegou no objeto e rodou-o entre os dedos. “Mas o que é isto?”, murmurou. O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Patrícia e Coralina empalideceram.
O sangue pareceu desaparecer dos seus rostos. Antes que pudessem inventar qualquer desculpa, a campainha da casa tocou. Era a polícia e junto deles o dr. Frederico, o mesmo médico-legista de confiança da família. O Márcio saiu do quarto e foi logo recebê-los. Encontrei isto no quarto dos meus filhos, perto dos corpos.
Eu quero saber o que está aqui dentro. Quero uma autópsia. Quero a verdade. Sem discutir, a equipa policial recolheu o frasco. Em seguida, levaram os corpos das crianças até à morgue, sob orientação do Dr. Frederico. E então voltamos para onde tudo começou. Ali, no morgue, o médico legista e a jovem Cristina debruçavam-se sobre os corpos das duas crianças.
Foi aí, naquele momento de suposta dor, que tudo mudou. Cristina ouviu risos. Frederico sentiu o coração do menino a bater. Os dois estavam vivos. Pouco tempo depois, a polícia chegou ao necrotério para buscar respostas. O delegado, que já tinha visto os corpos das crianças algumas horas antes, arregalou os olhos ao vê-los vivos, a respirar, a mexer-se.
O choque foi tão grande que ele não conseguia falar. E foi aí que o Dr. Frederico olhou para o delegado com um sorriso surpreendido no rosto e disse: “Espera até te contarem o que aconteceu. Aí sim vai cair para trás”. De regresso à mansão, Patrícia caminhava de um lado para o outro feito uma leoa em jaula.
Estava nervosa, a suar frio e com A respiração cada vez mais descompassada. Mãe, eles vão descobrir tudo”, dizia ela desesperada. Levaram o frasco. Tem as nossas impressões digitais. Vão descobrir que foi a gente quem matou os miúdos infelizes e vamos perder tudo. Coralina, diferente de outros momentos em que mantinha a frieza, agora também estava visivelmente abalada.
Pela primeira vez, o medo tomou conta do seu rosto. Ela apoiou-se na penteadeira, tentando respirar fundo, mas o pânico era evidente. Mas que raio! Como aquele maldito frasco foi lá parar?”, murmurou, cerrando os punhos. “Temos que arranjar dinheiro, minha filha. Precisamos de subornar o legista. Precisamos de o subornar agora.
” As duas já se dirigiam para sair de casa. iam vender todas as jóias de Patrícia e depois seguir para o necrotério. Mas, de repente, a campainha tocou. O som cortou o silêncio como uma lâmina. Ambas congelaram. Patrícia correu para a janela do quarto, puxou o cortina com violência e arregalou os olhos. O quê? Sussurrou ela, empalidecendo.
Ali, mesmo diante da mansão, estavam os dois meninos vivos. Ao lado deles, o Dr. Frederico, uma outra médica e a polícia. A Patrícia tapou a boca com as mãos, recuando alguns passos. Coralina, com os olhos arregalados, parecia ter visto um fantasma. Na sala, o Márcio abriu a porta com os olhos marejados e sem compreender absolutamente nada.
Os filhos correram até ele e abraçaram-no com força. Márcio caiu de joelhos, desabando emoção. “Mas, mas como?”, perguntou ele a voz trémula. Kauan olhou nos olhos do pai e respondeu com firmeza: “Vamos explicar, mas a Patrícia e a Coralina, precisam de estar aqui também. Chama-as.” O Márcio, sem desconfiar de nada, gritou pelos nomes das duas.
Patrícia e Coralina entreolharam-se no topo da escada. Coralina estava prestes a desmaiar, mas Patrícia tentou manter a postura. Se os meninos não estão mortos, não houve crime, disse ela, tentando convencer-se. Ninguém vai desconfiar de nós, mamã. Vai correr tudo bem. A gente só precisa fingir que está feliz por eles estarem vivos.
E depois, depois pensamos em como matá-los de verdade. Agora vamos. Finge como a senhora sempre diz. Coralina, com as mãos trémulas, tatiou dentro da bolsa desesperadamente. Onde está o meu calmante? Eu preciso do meu calmante, resmungava. em desespero, encontrou o frasco, o mesmo frasco que horas antes os meninos tinham trocado.
Sem pensar, levou o conteúdo à boca e tomou quase tudo de uma vez, acreditando que aquilo a faria acalmar. Mas ali não havia acalmante, era veneno. Momentos depois, as duas desceram as escadas tentando disfarçar. A Coralina andava com dificuldade, mas tentou sorrir. Patrícia abriu os braços e obrigou a voz a sair carinhosa.
Meus amores, que bom que estão vivos, meus lindos filhos. Mas Cauê deu um passo em frente, encarando as duas com fúria. Meus amores, nada. Vocês são duas falsas. Márcio virou-se confuso. Cauê? Como assim, filho? Kauan também avançou. Foram elas, pai. Elas é que me tentaram matar e depois iam fazer o mesmo com o Cauê.
A sua esposa e a mãe dela são duas bruxas. A Patrícia deu um passo em frente com o rosto pálido. Isso é mentira, meu amor. As crianças estão a brincar, inventando. Jamais faríamos algo do género. Eu amo estes meninos, não é, mamã? Coralina, já a sentir um desconforto forte no estômago, tentou sustentar a farsa. Claro, nós amamos estes dois mais que tudo nesta vida.
Mas Kauan foi direto. Ama tanto que me estava a envenenar. Cauê confirmou. Isso mesmo. A gente ouviu-vos a falar tudo e o meu irmão só está vivo porque a pessoas trocaram o líquido do frasco. Trocámos o veneno pelo calmante da bruxa da Coralina, disse, apontando para a mãe de Patrícia. O Dr.
Frederico deu então um passo em frente, revelando a verdade diante de todos. Realmente, o frasco que foi entregue a mim continha apenas calmante. Foi por isto que os dois pareciam mortos. A dose foi tão elevada que induziu um estado profundo de sono, mas estavam vivos o tempo todo. Foi nesse momento que Coralina sentiu a verdade afundar-se no seu estômago.
A mulher levou a mão à boca. O que quer dizer que se vocês tomaram o calmante, então o que tomei foi Ela não conseguiu terminar a frase. Com um grunhido engasgado, Coralina cambaleou para trás. O seu rosto perdeu a cor completamente, começou a transpirar. Seus olhos rodaram nas órbitas. Um fio de baba escorreu-lhe pelo canto da boca e depois ela caiu no chão, convulsionando violentamente, espumava pela boca.
“Não, mãe, mãe, não me deixes”, gritou a Patrícia, atirando-se sobre o corpo da mulher. Mas era tarde demais. Coralina tinha tomado do próprio veneno. A mesma arma que usou contra os rapazes foi o que lhe tirou a vida. A polícia se aproximou-se rapidamente, afastando Patrícia do corpo da mãe. Um dos oficiais puxou as algemas enquanto ela gritava, chorando, debatendo-se.
Eu sou inocente. Foi ela quem tramou tudo. Foi a minha mãe que fez isso. Eu não não fiz nada. Eu juro. Eu juro. Márcio, tomado pela raiva, avançou e gritou com toda a força do peito: “Levem esta pilantra para a cadeia. Esta mulher nunca mais se vai aproximar dos os meus filhos. Dois polícias seguraram Patrícia pelos braços e levaram-na embora.
Ela debatia-se, urrava, mas já não havia nada que pudesse fazer. O plano tinha falhado, as máscaras tinham caído. Márcio ajoelhou-se ao lado dos filhos, abraçou-os com força e chorou. Perdoem-me. Perdoem-me por não ter protegido-vos. Está tudo bem, pai. disse o Cauê com a voz embargada. A gente também acreditou nelas, também fomos enganados, continuou Kauan.
No final, Coralina foi enterrada sem homenagens. Patrícia perdeu toda a sua mordomia e passou a dormir no chão frio de uma cela, longe do luxo e da farça que construiu. O Márcio, agora mais maduro e atento, reconstruiu a sua vida com os filhos. Eles formaram uma verdadeira família. de afeto e confiança. E algum tempo depois, o destino apresentou-lhe alguém especial, Cristina, a jovem médica que, sem saber ajudou a salvar os seus meninos.
Cristina manteve a sua profissão e agora, mais do que nunca, estava decidida a lutar pela justiça dos que não podiam lutar por si próprios. Comentário Gémeos vivos para eu saber que chegou até ao final desse vídeo e marcar o seu comentário com um lindo coração. E se gostou desta história, tenho outra muito mais emocionante para partilhar consigo.
Basta clicar no vídeo que está aparecendo agora no seu ecrã, que te conto tudo. Um grande beijinho e até a próxima história emocionante. [Música]
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