SEU ÚLTIMO PEDIDO FOI SER ENTERRADA COM O CADÁVER DA MÃE, FALECIDA A ANOS, MAS QUANDO AS JUNTARAM…

Jovem em fase terminal, que sabia que não teria muito mais tempo de vida, fez último pedido insólito, que fosse enterrada, abraçada ao esqueleto da sua falecida mãe. Mas durante o funeral, quando colocam o esqueleto junto da jovem, o seu pai repara num pormenor chocante que o faz cair de joelhos, gritando: “Parem já este velório! Parem imediatamente, por favor.
Podem trazer o esqueleto da mãe dela”, disse Valmir com a voz embargada pela dor. O silêncio que se seguiu foi sepulcral. Todos os presentes se entreolharam atónitos, sem acreditar no que acabavam de ouvir. O clima do velório, que já era carregado, ficou ainda mais densa, como se algo invisível tivesse descido sobre aquele lugar e sufocado o ar.
Valmir, o pai da jovem falecida, caminhou lentamente até ao caixão. Com as mãos trémulas, tocou suavemente o rosto pálido e frio do seu filha. Luma tinha apenas 20 anos. Era demasiado nova para estar ali deitada eternamente. Os cabelos escuros emolduravam o rosto que um dia fora cheio de vida, alegria e brilho. Agora estava imóvel, sem cor, sem aquele sorriso que iluminava tudo em redor, principalmente o coração do pai.
Minha princesa”, murmurou ele com a voz quase a desvanecer enquanto lhe acariciava o rosto com o dorso da mão. “Porquê tão cedo? Porque é que você também, meu Deus?”, sussurrou, erguendo os olhos marejados para o tecto, como se implorasse por uma resposta que nunca chegava. Dois anos antes, já tinha sido despedaçado com a morte da esposa Catarina.
Agora era como se a vida lhe tivesse arrancado o pouco que restava. Catarina se fora em um acidente terrível. E agora Luma era levada por uma enfermidade cruel. Valmir sentia-se um homem esvaziado, andando por entre ruínas. Foi então que dois homens da agência funerária entraram no espaço. Carregavam com um cuidado quase ritualístico o que restava de Catarina.
O seu esqueleto envolto num lençol branco como a neve, seguro com reverência, como se cada osso ainda guardasse um pedaço da alma dela. Ao ver aquela cena, todos os olhares se viraram para eles. Era impossível desviar o olhar. Era perturbador, sombrio e completamente inesperado. Clarinha, a filha mais nova de Valmir, com apenas 12 anos, deu dois passos à frente.
Os seus olhos arregalados fitaram o embrulho com inquietação. Ela então apontou, hesitante e perguntou num fio de voz: “Papá, esta é a mamã?” Valmir agachou-se diante da menina e a puxou para perto. Os seus olhos estavam vermelhos. A voz embargada. É sim, filha. É a sua mãe. Agora ela vai dormir ao lado da Luma. As duas vão ficarem juntinhas para sempre.
A Clarinha assentiu lentamente. Não parecia compreender bem, mas também não questionou. O seu olhar, no entanto, estava confuso, como o de quem sente que há algo de estranho, muito estranho, acontecendo. Mas no meio da tristeza, não havia espaço para compreender, apenas aceitar. A médica Valéria, que acompanhou Luma durante os últimos anos da enfermidade e tornara-se quase da família, aproximou-se com passos lentos.
Ela observava aquele lençol branco que ocultava os restos de Catarina com um misto de apreensão e calafrios. Valmir, disse ela, hesitante. Tem a certeza de que isso é mesmo necessário? Os seus braços estavam arrepiados. Aquilo ultrapassava os limites do comum. Era uma cena que nunca imaginou presenciar, ainda que numa cerimónia fúnebre.
Valmir fechou os olhos e respirou fundo. A dor estava esculpida em cada linha do seu rosto. Foi um pedido dela, da Valéria, respondeu com voz embargada. Foi o último desejo da minha filha e eu prometi que atenderia. Valéria engoliu em seco, ainda a olhar para o esqueleto da mulher, que anos antes ela também fora a sua paciente.
Talvez, talvez fosse melhor colocá-las em túmulos ao lado, cada um com o seu espaço para descansar. Mas Valmir limitou-se a abanar a cabeça firme. Não, doutora. A Catarina e a Luma eram inseparáveis. A Luma piorou muito depois que perdeu a mãe. A verdade é o que matou mesmo o corpo da minha menina foi a saudade.
Ela dizia que não suportava mais a distância e quando viu que ia para partir, pediu para dormir junto da mãe para descansar abraçada a ela no mesmo caixão. Valéria silenciou. Perante tamanha dor, era impossível argumentar. Não havia lógica no luto. Só havia promessas. memórias e desespero. Os dois os agentes funerários aproximaram-se com o esqueleto envolvido no lençol.
Era algo surreal de se ver. Alguns presentes desviaram o olhar, outros não conseguiram. Era como estar perante uma cena de outro mundo, um ritual perdido no tempo, macabro para uns, sagrado para os outros. Valmir olhou para o que um dia foi sua esposa, por um momento que ninguém compreenderia. Ele viu ali o brilho dela, Catarina, o seu grande amor, a mulher que o fez sonhar, que construiu aquela família ao lado dele.
Viu o sorriso, sentiu o perfume, ouviu o riso dela, mesmo que por apenas um segundo dentro da memória. Com as mãos trémulas, esticou os braços e ajudou os agentes a colocarem o esqueleto dentro do caixão. A movimentação foi lenta, silenciosa, como se algo sagrado estivesse a ser realizado. Quando finalmente posicionaram o corpo esquelético ao lado de Luma, ajeitou os braços da filha de modo a que parecessem abraçar os restos da mãe.
O silêncio naquela sala era absoluto. Só se ouvia a respiração pesada de algumas pessoas e os soluços contidos de outras. Valmira deu então dois passos para trás. O seu rosto molhado de lágrimas tentava esboçar um sorriso. Um sorriso pequeno, torto, triste. Um sorriso que era mais uma recordação do que uma expressão de alegria. Era o reflexo de alguém que viu tudo o que adorava partir e ainda assim tentava acreditar que estava a fazer a coisa certa.
Raul, um dos agentes funerários, pigarreou discretamente. Ele tinha visto muitas coisas na sua carreira, mas nada como aquilo. Todos nós neste momento! começou ele com a voz firme e respeitosa. Precisamos de nos lembrar o quanto esta mãe e esta filha foram especiais e que agora, finalmente, estão unidas de novo, no mesmo abraço, no mesmo descanso eterno.
As suas palavras ecoaram no ambiente como um manto. Alguns olhos marejaram, outros fecharam-se em oração silenciosa. Valmir permaneceu imóvel junto do caixão. A Clarinha, a pequena irmã, segurava-lhe a mão com força. Os seus olhos estavam fixos naquela imagem que nunca esqueceria. Luma, a sua querida irmã, deitada com um semblante sereno, abraçada ao que restava da sua mãe.
Ela já não se lembrava do sorriso da mãe, não se recordava da voz. O velório continuava em silêncio quase absoluto. O tempo parecia ter parado. A dor ali presente era quase tocável, como se preenchesse cada centímetro daquele salão escuro e frio. Os discursos fúnebres foram-se sucedendo um após o outro, cada palavra carregada de tristeza e pesar.
Era impossível não se emocionar ao olhar para aquele caixão aberto, onde jazia Luma, deitada, abraçada ao esqueleto da própria mãe. Amigos e familiares tentavam encontrar palavras para nos consolarmos uns aos outros. Mas o que poderia ser dito perante tamanha tragédia? Valmir era um homem destroçado e a Clarinha, mesmo tão nova, com apenas 12 anos, já conhecia bem o gosto da perda.
Primeiro a mãe, agora a irmã. Era dor a mais para um coração tão pequeno. Os olhares cruzavam-se, muitos ainda confusos, desconfortáveis. Alguns coxixavam entre si, claramente impactados pela decisão invulgar de enterrar mãe e filha no mesmo caixão, especialmente com o esqueleto da falecida Catarina. Aquilo parecia demasiado estranho, inadequado até, mas ninguém tinha coragem de contestar.
A dor daquela família era tão grande que o silêncio era a única resposta possível. Até que Raul, o agente funerário, se posicionou perante todos. Sua expressão era grave, solene. Ele respirou fundo antes de anunciar. Vamos dar início à despedida final. Aqueles que quiserem, por favor, aproximem-se para se despedir de Luma e também de Catarina, de certa forma.
Em seguida, fecharemos o caixão. Um a um, os presentes foram-se aproximando, cabes baixos. Alguns murmuravam palavras de carinho, outros apenas observavam em silêncio, com os olhos marejados. Mãos trémulas tocaram o rosto inerte de Luma, como se pudessem de alguma forma alcançar a sua alma uma última vez. E restaram então apenas os dois, Valmir e Clarinha.
A menina deu um passo à frente. Os seus olhos infantis e maduros, ao mesmo tempo encararam o esqueleto, que um dia fora sua mãe. Com a voz firme, ela sussurrou: “Cuida da Luma no céu, mamã! Valmir desabou em lágrimas. As suas mãos cobriam o rosto, mas as lágrimas escapavam por entre os dedos. “Eu dia eu encontro-vos, meus amores,”, disse, chorando como nunca havia chorado na vida.
Raul e outro agente funerário se aproximaram. Com delicadeza, colocaram a tampa do caixão. A imagem de Luma desapareceu sob a madeira escura e nesse instante o som do mundo pareceu desaparecer. Um silêncio opressor tomou conta da sala. Alguns homens da família e amigos se posicionaram em redor, seguraram as pegas laterais do caixão e junto a Valmir começaram a levá-lo até à cova.
Valmir caminhava como se arrastasse o peso de uma vida inteira. Ao seu lado, A Clarinha caminhava com os passos pequenos, mas decididos. Era uma menina, mas naquele momento parecia carregar o coração de uma mulher que já tinha vivido demais. Outra vez aquele homem fazia aquele percurso, mas agora não era apenas Catarina ali dentro, era também Luma, as duas lado a lado na escuridão do caixão.
E ele do lado de fora, completamente impotente. Ao chegarem à beira da cova, os homens posicionaram o caixão com cuidado sobre as pegas que o desceriam. A Clarinha, com um gesto delicado, retirou uma flor do pequeno ramo de rosas brancas que trouxe consigo e colocou-a sobre a tampa. “Adeus, mamã. Adeus, Luma”, sussurrou ela com os olhos fixos no caixão.
Outros também se aproximaram, depositando flores em cima da madeira, até que apenas restou Valmir. O homem se adiantou, segurando uma única rosa branca entre os dedos. Era a flor preferida da filha. Ele curvou-se prestes a depositá-la quando ouviu algo. Mãe! A palavra sussurrada cortou o ar como lâmina. Ele congelou. Os seus olhos se arregalaram. A rosa caiu-lhe da mão.
Um arrepio percorreu-lhe a espinha. Alguém, mais alguém ouviu isto? disse ele, dando um passo atrás, visivelmente assustado. Valéria aproximou-se, preocupada com a expressão dele. “O que se passa, Valmir?”, perguntou ela. Eu ouvi alguém dizer mãe disse levando a mão ao peito. Deve ter sido alguma criança. Tem bastante famílias aqui.
A Luma era muito amada, sugeriu a Valéria, tentando acalmá-lo. Mas Valmir negou com a cabeça, ofegante. Não, não veio de cá de fora. voz veio do caixão, veio de dentro dele. A médica hesitou. Aquilo não fazia sentido. Ela conhecia os efeitos do luto e da dor prolongada. Sabia como a mente podia pregar partidas. Está sofrendo muito? Pode ter sido a sua mente, Valmir.
É tempo de deixar a Luma descansar. Vou pedir parar descer o caixão. Mas ele parecia não ouvir. Se aproximou lentamente da cova, debruçou-se sobre o caixão, ali posicionado, prestes a ser enterrado. E então ele escutou novamente. Mãe a voz abafada, mas claramente reconhecível. Era a Luma. Ele tinha certeza. Parem já este velório! gritou em desespero.
Parem imediatamente, por favor, a minha filha, ouvi a voz da minha filha. Todos se viraram para ele, alguns assustados, outros confusos. O Raul correu até o homem. Valmir, eu sei que é difícil, mas Luma se foi. A sua filha está num lugar melhor agora. Precisa de ser forte. Precisamos de seguir com o funeral.
Não, não, não vamos seguir com nada. Eu ouvi a voz dela. Ela está viva. Minha filha está viva! Gritava, cada vez mais alterado. Valéria tentava contê-lo. Por favor, Valmir, não estás bem. O que está a dizer não tem lógica. Infelizmente, a sua filha partiu e agora precisamos de dar um enterro decente para ela.
Mas ele não cedia. Não, juro, não foi a minha mente. Eu sei o que ouvi. Foi a voz da minha Luma. A Clarinha, assustada, olhava o pai em silêncio. Até que, movida pela curiosidade e pela dúvida, ela se aproximou-se do caixão, ajoelhou-se ao lado da estrutura e encostou o ouvido à madeira. fechou os olhos e depois ouviu.
Mas não era a voz da irmã, era uma voz suave, doce, familiar. A sua hora ainda não chegou. Acorda, minha filha. Clarinha afastou-se bruscamente. Seus olhos ficaram arregalados e a sua respiração entrecortada entregavam o choque. Elas Elas estão a falar disse apavorada. A mamã falou com a Luma. Eu ouvi. A como foi geral.
Valmir caiu de joelhos, completamente tomado pelo desespero. Abram, este caixão agora. Berrou. Abrão. Valéria tentou acalmá-lo uma última vez, mas já era tarde. Ele próprio se jogou sobre a estrutura e começou a desbloquear as pegas laterais. Raul, vendo que não havia mais como impedi-lo, aproximou-se para ajudar.
A médica, embora relutante, assentiu com a cabeça. “Vamos abrir, mas depois disso o senhor precisa de deixá-la ir”, disse Valéria, completamente cética. Removeram o caixão da estrutura que o levaria à cova. Valmir desbloqueou a lateral com mãos trêmulas. Raul e o outro agente levantaram a tampa. Quando o interior do caixão foi novamente revelado, um o silêncio absoluto abateu-se sobre todos.
Valmir caiu de joelhos. Sem ar, Clarinha apontava para o centro do caixão. Seus olhos arregalados, a boca entreaberta. Todos os presentes, sem exceção, levaram as mãos à boca. O que ali viram não fazia o mínimo sentido. Era algo que nunca ninguém conseguiria explicar. Mas para perceber o que realmente estava a acontecer naquele funeral, era preciso voltar atrás no tempo, voltar a um momento em que não havia dor lágrimas, mas apenas alegria, gargalhadas e amor naquela família. A noite estava calma. Clarinha,
a filha mais nova, brincava com Valmir na sala de estar. Os dois estavam sentados no tapete, entretidos num jogo de memória. A menina estava feliz. concentrada, tentando vencer o pai. A cada par de cartas que encontrava, comemorava batendo palmas, como se tivesse ganho um campeonato. De repente, uma brisa gelada passou pela janela entreaberta e percorreu o ambiente, arrepiando a pele da rapariga.
“Pai, está muito frio aqui”, disse ela, abraçando os próprios braços. Acho que vou para o quarto. Já ganhei demais do senhor. Valmir sorriu passando a mão pelos cabelos da filha. Tudo bem, meu amor. Vai aquecer-se lá, respondeu ele com aquele carinho típico de pai protetor. A Clarinha juntou então as cartas do jogo com cuidado e correu em direção ao corredor.
Enquanto corria, apercebeu-se de algo familiar. A porta do quarto dos seus pais estava entreaberta. Ela sabia muito bem o que aquilo significava. A Catarina, sua mãe, sempre escondia-se ali nos dias mais frios, enrolada nos cobertores, como uma criança. Curiosa, Clarinha empurrou a porta com as pontas dos dedos e deu uma espreitava, mas o que viu fê-la parar no meio do passo.
Ali, deitada sob o cobertor grosso, estava a sua mãe, abraçada à Luma. As duas dormiam coladinhas. A cena era bonita, mas a mais nova não conseguiu conter o ciúme. Ah, bonito, hein? Resmongou ela, cruzando os braços. Eu que sou a mais nova e tu que pegas no colo da mamã. Luma abriu os olhos lentamente, riu-se da reação da irmã e provocou com um sorrisinho.
Catarina, por sua vez, se ajeitou-se na cama e abriu espaço entre os dois corpos. Há lugar para ti também, minha pequena”, – disse a mãe, estendendo o braço. “Vem cá, vem aquecer com a gente.” A Clarinha saltou para a cama sem pensar duas vezes, enfiou-se entre as duas, enrolando-se toda no cobertor. As três começaram a rir, abraçadas, aquecidas não só pelo cobertor, mas pelo amor que sentiam umas pelas outras.
Minutos depois, Valmir apareceu à porta com cara de espanto. Ué, e ninguém me chamou? Brincou ele entrando no quarto com os braços abertos. Eu também quero aquecer-me. Luma riu-se. Mas pai, vocês estão a puxar todo o cobertor? Eu estou a ficar com frio aqui. Então vem cá, Luma. Vamos dar mais abraço em grupo.
Assim todos se aquece, disse a Catarina dando gargalhadas. E assim os quatro enroscaram-se na cama como uma família feliz. As gargalhadas ecoavam por toda a casa, atravessando paredes e enchendo cada canto com alegria. Mal sabiam eles que aquela seria a última noite em que ririam juntos. Na manhã seguinte, ainda antes do sol nascer, Catarina acordou primeiro, levantou-se sem fazer barulho, vestiu-se com cuidado e foi até à cozinha.
preparar o café da manhã. Pouco depois, Valmir também despertou. Ao descer, encontrou a esposa já pronta, com a mala ao ombro. Amor, onde vais tão cedo? Perguntou surpreendido. A Catarina se aproximou-se e respondeu com doçura. Vou à cidade vizinha buscar os medicamentos da Luma. Melhor garantir antes que venha esta frente fria que estão por falar na TV, chegue com tudo.
Luma tinha sido diagnosticada há poucos meses com sarcoma de Ewing, um tipo de cancro ósseo extremamente agressivo. Desde então, a rotina da família tinha alterado drasticamente. Catarina e Valmir travavam uma batalha diária para garantir que a filha tivesse o melhor tratamento possível. A cada dia procuravam uma nova esperança, uma nova oportunidade, uma forma de conter o avanço da doença.
Ao ouvir que a esposa ia buscar mais medicamentos, Valmir franziu o sobrolho. Mas ainda temos remédio para uns dias, não tem? Temos, mas disseram que vai nevar muito forte esta semana. Vai que a estrada fica bloqueada. Não podemos correr o risco de faltar medicação. Você sabe que é primordial para o tratamento da Luma. Quer que vá?”, ofereceu.
“Podes ficar com as meninas, eu dou conta”. Mas Catarina abanou a cabeça com firmeza e segurou-lhe a mão. “Já trabalhou tanto esta semana? Descansa um pouco. Deixa que eu vou. Já estou arranjada e também vai ser bom conduzir um pouco.” Deu um beijo ao marido e antes de sair passou pela porta do quarto.
As meninas ainda dormiam abraçadas. A Catarina ficou ali parada por alguns segundos, olhando para elas com um sorriso sereno no rosto e os olhos ligeiramente marejados, como se no fundo soubesse que aquele seria o seu último adeus. Duas longas horas se passaram até que o telefone tocou. Valmir atendeu sem imaginar que a sua vida mudaria para sempre.
Do outro lado da linha, uma voz fria e direta, era um policial. A notícia foi dada sem qualquer sensibilidade. A Catarina havia perdeu o controlo do carro na estrada de volta e não resistiu. Ao ouvir que a sua esposa estava sem vida, Valmir deixou cair o telefone ao chão. Um grito rasgou-lhe a garganta e ecoou por toda a casa.
Um grito que Clarinha e Luma jamais esqueceriam. Um grito de dor, de perda, de desespero. O mundo desmoronou-se. A dor foi insuportável. A Clarinha, ainda pequena, refugiou-se no colo do pai, mas Luma, a Luma estava em pedaços. Para ela, Catarina era mais do que mãe. Era sua heroína, a sua melhor amiga, a sua âncora. E perdê-la daquela maneira era como ser lançado no meio de um oceano revolto, sem saber nadar.
No velório, Luma chorava sem parar. Estava inconsolável. Ao se aproximar do caixão da mãe, ajoelhou-se e tocou na madeira fria com as duas mãos. Perdoa-me, mãe, por favor, perdoa-me. Implorava a soluçar. Se eu não tivesse adoecido, a senhora não teria saído de casa. Você estaria viva. Foi culpa minha. A senhora foi buscar os meus medicamentos, por isso que faleceu.
Valmir aproximou-se devagar, com os olhos inchados de tanto chorar, se ajoelhou-se ao lado da filha e colocou a mão no seu ombro. Não diga isso, minha filha. Não foi sua culpa. Foi uma fatalidade. Isto podia ter acontecido a qualquer um, em qualquer lugar. A culpa não é sua, nunca foi. Mas, por dentro, ele próprio estava despedaçado.
Sentia-se vazio, impotente, esmagado pela perda. Se perguntava o tempo todo porque Deus tinha levado a mulher da sua vida. E mal sabia ele que a vida ainda lhe reservaria uma dor ainda maior. Quase do anos havia-se passado desde a morte de Catarina. A dor ainda pesava naquela família. Era um fardo silencioso presente em cada canto da casa.
Mas mesmo assim tentavam viver, tentavam seguir a vida como dava, mesmo que difícil. Valmir desdobra-se entre o trabalho como carpinteiro ali mesmo no quintal de casa, onde havia montado o seu pequeno espaço de marcenaria. E para além do trabalho, dividia o seu tempo com os cuidados das duas filhas, principalmente com o Luma. A verdade é que a situação estava quase que completamente insustentável.
A doença da jovem avançava de dia para dia, silenciosa, cruel. A rapariga, antes tão cheia de energia, estava agora numa cadeira de rodas. As suas forças iam desaparecendo lentamente, a mobilidade escapando entre os dedos. A Clarinha já estava com quase 12 anos, mas agia como se tivesse o dobro da idade.
Ajudava o pai em tudo o que podia. Assumiu sem querer um papel que nunca deveria ser dela. Não era mais apenas uma criança, era quase uma mulher adulta, a cuidar da casa, do pai e da irmã. Preparava as refeições com frequência, organizava tudo com zelo, tentando preencher os espaços deixados pelo que a vida levou.
Naquela tarde, enquanto Valmir martelava tábuas na marcenaria, Clarinha empenhou-se na cozinha. Fez sozinha um bolo de chocolate com uma cobertura abundante de brigadeiro por cima. Orgulhosa, colocou um pedaço num prato e encheu um copo de sumo de morango, equilibrando tudo cuidadosamente nas mãos. Correu até ao pai com um sorriso no rosto.
Os olhos brilhavam de satisfação. Ficou maravilhoso, pai. Você precisa provar. Desta vez acertei a massa direitinho”, disse ela, animada, estendendo o prato. Valmir engoliu em seco, pegou no pedaço de bolo com carinho e levou à boca. Mastigou lentamente, tentando segurar o emoção que brotava no peito. Depois sorriu. “Está perfeito, de verdade”, disse com a voz embargada.
“Vai ser uma grande chefe de cozinha um dia, Clarinha”. Mas depois baixou um pouco a cabeça e completou com sinceridade. Mas não quero ver-te a cozinhar para mim. Se quiser bolo de chocolate, pode pedir, eu compro-lhe. A Clarinha não hesitou, respondeu com maturidade surpreendente. Pai, eu sei como as coisas estão difíceis.
Sei que o senhor não tem muito dinheiro. É mais barato fazer do que comprar. Temos que guardar o que pode para as coisas que a Luma precisa. Valmir sentiu um aperto no peito, baixou até ficar à altura da filha e olhou-a nos olhos. Ali estavam os olhos de Catarina. A mesma doçura, a mesma luz. Filha, o teu lugar é a brincar, se divertindo. Você ainda é muito nova.
Não devia estar cuidar de ninguém. Eu que tenho de cuidar de vocês as duas. Eu que tenho de cozinhar. Clarinha sorriu colocando a mão no ombro do pai com carinho. Mas estou a brincar, pai. Brincando de cozinhar. É a minha brincadeira preferida. E antes que pudesse responder, saiu correndo em direção à casa. Vou levar um pedaço à Luma.
Valmir ficou parado durante alguns segundos, observando a filha afastar-se. Então olhou para o céu com os olhos marejados. Deste à luz dois anjos, Catarina”, sussurrou com a voz embargada. A Clarinha entrou no quarto da irmã devagar. Encontrou Luma sentada na cadeira de rodas, quase que abraçada a um retrato da mãe.
A moldura estava ligeiramente gasta, mas a imagem de Catarina ainda brilhava. A menina se aproximou-se e sentou-se na cama, perto da cadeira de rodas da irmã. Eu também sinto muito a falta dela”, – disse a Clarinha, olhando para o retrato. Luma esboçou um pequeno sorriso. Os seus olhos encheram-se de lágrimas, mas ela tentou disfarçar.
Virou-se para a irmã e antes que dissesse qualquer coisa, a Clarinha já estendia o prato com o pedaço de bolo. “O papá adorou”, disse ela entusiasmada. “Vai amar também?” Luma pegou no prato com certa dificuldade. Os seus movimentos estavam lentos, pesados, mas ela conseguiu. Deu a primeira dentada e sorriu. Está perfeito. A Clarinha sorriu feliz, mas a Luna logo voltou o olhar para o retrato da mãe.
Os seus olhos pareciam perdidos, distantes. “Queria ir ao cemitério”, disse ela pensativa. “Será que o pai nos levava lá?” “Claro que sim. respondeu a Clarinha prontamente. Vou falar com ele agora. Mas antes que a menina se levantasse, Luma levantou um pouco a voz. Não, Clarinha, espera. Melhor não. O pai está cheio de trabalho.
Não vamos incomodá-lo. A Clarinha cruzou os braços com firmeza. Ele ia ficar mesmo incomodado se soubesse que queria ver a mamã e eu não disse nada. Sem perder tempo, correu novamente até ao quintal. Valmir largou o martelo assim que ouviu o pedido. Claro que levo. Com todo o cuidado, carregou a filha mais velha até ao carro.
A Clarinha ajudou com os cintos de segurança, cuidando da irmã, com o carinho de quem entende que cada gesto importa. E então os três seguiram em direção ao cemitério. Poucos minutos depois estavam diante do túmulo de Catarina. A Luma estava com os olhos marejados, encostou a cabeça no ombro do pai e murmurou: “Ela faz uma falta do caraças.
” Valmira sentiu. A Catarina era incrível. Clarinha permaneceu em silêncio, apenas observando. Não precisava de dizer nada. O seu olhar já dizia tudo. Então Luma quebrou o silêncio. Em breve vou estar junto dela. Valmir arrepiou-se por inteiro. Aquela frase bateu como um trovão na sua mente. Virou-se para a filha assustado.
Porque é que estás a dizer isso, minha filha? Luma olhou-o nos olhos e com lágrimas escorrendo lentamente respondeu: “Porque eu estou a morrer, pai, e tu sabe?” Arrasado, ao pai levou um choque tão grande que chegou a cambalear um passo para trás. A dor daquelas palavras era devastadora. Valmir olhou a filha nos olhos e, com a voz embargada implorou: “Não digas isso, minha filha.
Nunca mais fala isso. Nunca diga que está a morrer, porque isso isso não é verdade. Mas Luma, com o rosto sério, duro e os olhos marejados, retorquiu com firmeza. Havia revolta na sua voz. Olha para mim, pai”, disse ela com dificuldade, abrindo os braços com dificuldade, como se exibisse o próprio sofrimento. Estou numa cadeira de rodas com menos de 20 anos, com dores nos ossos o tempo todo, sem me conseguir mexer direito.
Você não vê? Eu vou morrendo aos poucos. Minha vida está a ir embora. A Clarinha, que ouvia tudo de perto, não aguentou. Os seus olhos também começaram a encher-se de lágrimas. Ela aproximou-se da irmã, ajoelhou-se ao lado da cadeira de rodas e segurou-lhe a mão com força. Não penses assim, mana disse com a voz embargada.
Você tá se tratando? Está a fazer tudo certinho. Vai dar certo. A gente não pode perder a esperança. Luma olhou profundamente nos olhos da irmã. Havia ali amor, mas também uma dor intensa. Mas o tratamento ele não está a funcionar, Clarinha. A verdade, a única verdade é que vou partir. Ela voltou os olhos para o túmulo da mãe logo à frente.
Ficou alguns segundos em silêncio, como se conversasse com aquela lápide fria. Quando a mamã ainda era viva, eu ainda tinha esperança, sabe? continuou com a sua voz a sair num fio. Sentia-me mais forte, mais viva, mas depois, depois de ela ter ido embora, parece que o meu corpo começou a desistir junto.
Cada dia que passava, uma parte de mim morria também. Eu insisti demais. Fui burra. Devia ter parado, parado de lutar há muito tempo. Só piorei. Valmir respirava fundo, tentando segurar o choro. Com os olhos marejados, ele baixou na altura da filha, apoiando uma das mãos no encosto da cadeira de rodas. O seu rosto estava próximo ao dela.
Ele queria reverter aquele pensamento. Queria salvá-la, nem que fosse só com palavras. Mas Luma não parava. Eu sou um estorvo, pai. Eu sei disso. Mata-se de trabalhar, vive se sacrificando-me para comprar os meus medicamentos. E a Clarinha, olhou para a irmã com ternura e culpa. Ela está a perder a infância dela.
Vai perder a juventude também só para cuidar de mim. Isto, isto não é justo para vocês. O melhor, o melhor é eu ir já ficar com a mamã. Valmir sentiu o coração partir-se em mil pedaços. Ficou em silêncio durante alguns segundos, tentando reunir forças para responder, mas só conseguiu uma frase dita com a voz mais fraca que alguma vez saiu de a sua boca.
Se partir também, eu não vou aguentar. Mas Luma, com os olhos sérios, abanou a cabeça lentamente. O senhor vai sim. Tem que aguentar, porque ainda há a Clarinha. Ela precisa do Senhor. E então, nesse preciso instante, Luma desmaiou. Foi como se o mundo parasse por um segundo. Luma, Luma! Gritou Valmir, sacudindo a filha com desespero.
Filha, acorda, por amor de Deus! A Clarinha também entrou em pânico, mas tentando manter a calma, correu para o lado da irmã, ajoelhou-se e rapidamente encostou os dedos ao pulso dela. Ela ainda tem pulso, papá. A gente precisa de a levar para o hospital agora. Sem perder mais um segundo, Valmira pegou ao colo com força, como um pai que carrega o mundo nos braços.
Enquanto isso, Clarinha, correndo à frente tentava colocar a cadeira de rodas no bagageira do carro, com mãos trémulas e olhos em pranto. A correria foi intensa. Os dois agiram com tudo o que tinham e, em poucos minutos estavam na frente do hospital mais próximo. Valmir saltou do carro, ainda com a filha nos braços, correu pela porta da urgência, gritando: “Alguém me ajuda, a minha filha, ela desmaiou. Ela não responde.
O desespero rasgava a alma. A voz dele ecoava pelos corredores. E foi precisamente naquele instante, por uma ironia cruel, ou talvez um milagre do destino, que Valéria entrava no hospital para iniciar o seu turno. Valéria era uma médica conceituada, especialista. Ela acompanhava o caso de Luma há anos e antes disso fora amiga de Catarina.
sabia de cada pormenor daquela família. Ao ouvir os gritos de Valmir, correu para ele. “Rápido, tragam já uma maca”, gritou ela para a equipa sem hesitar. “Rápido, vamos!” Assim que a Maca chegou, a Valéria ajudou a colocar Luma cuidadosamente sobre a estrutura e começou a empurrá-la pelos corredores em direção à sala de emergência. Mas antes que ela desaparecesse pelas portas, Valmira segurou-o pelo braço por um instante.
Por favor, por favor, Valéria, não deixes a minha filha morrer. Não deixa mais uma parte de mim ser levada. Eu não vou aguentar. Valéria parou, olhou-o nos olhos e, mesmo com o coração apertado, respondeu com firmeza: “Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance, tudo. Mas agora preciso de ir. e desapareceu com a maçã.
Enquanto isso, A Clarinha e o Valmir ficaram na recepção. A menina encolheu-se nos braços do pai. Chorava baixinho, mas a sua voz tentava consolar. Vai correr tudo bem, pai. A Luma é forte. Ela vai sair desta. Valmira abraçou-a com força. Queria acreditar, mas algo dentro dele dizia que aquela noite seria um divisor de águas. e infelizmente estava certo.
Alguns minutos depois, a Valéria voltou. A expressão no rosto dela estava tensa, carregada. Ela respirou fundo e depois falou: “Luma, acabou por apanhar muito sol”. A a exposição prolongada provocou uma reação intensa da doença. Foi isso que causou o desmaio. Valmir cerrou os punhos, mas ela continuou. Ela está apenas a dormir agora.
O corpo tá reagindo. Em breve ela vai acordar. O carpinteiro tentou sorrir. Clarinha também. Era uma boa notícia, ou pelo menos parecia ser. Mas naquele instante, tanto o pai como a filha mais nova repararam em algo estranho, uma expressão no rosto de Valéria, algo que não combinava com as palavras de conforto, algo que talvez ainda estivesse para vir.
Vendo que o pai tinha medo de perguntar, Clarinha, sem perder tempo, ergueu os olhos para a médica e perguntou com firmeza: “O que aconteceu? A senhora tem mais alguma coisa para falar?” Valéria respirou fundo. Havia um peso em o seu olhar, um aviso silencioso de que algo difícil viria a seguir. Ela hesitou por um instante, mas depois voltou os olhos para Valmir, como que a pedir autorização para seguir.
Valmir entendeu o recado, levantou um pouco a cabeça e com a voz firme respondeu: “Pode falar, doutora. Seja o que for, pode falar perto da Clarinha”. Ela acompanhou tudo desde o início. Sempre esteve ao lado da irmã. Não tem por esconder nada dela agora. Valéria sentiu-a e depois, com um suspiro profundo e uma tristeza evidente no rosto, revelou: “Lamento, mas depois do desmaio da Luma, decidimos fazer novos exames, exames mais completos, para avaliar como a doença estava a comportar-se e, infelizmente, a enfermidade progrediu.”
Por um instante, o tempo pareceu parar. O silêncio que se abateu sobre aquele corredor hospitalar era quase tocável. Valmir franziu o sobrolho, tentando compreender o que aquilo significava. Engoliu em seco e perguntou, quase que numa súplica disfarçada: “Como assim progrediu, mas tem algum outro tratamento, não é? Alguma coisa nova que possamos tentar?” A pergunta soou mais como um apelo desesperado do que como dúvida.
Mas Valéria apenas abanou a cabeça em negação. O cancro alastrou, Valmir, já tomou boa parte do organismo dela e, infelizmente, dificilmente qualquer medicação vai surtir efeito neste estágio. A única coisa que podemos fazer agora é garantir o conforto, dar início aos cuidados paliativos. O chão pareceu desaparecer sobir.
Ele compreendeu perfeitamente o que aquilo significava. Não havia mais nada a fazer. A sua filha, sua primogénita, estava mesmo a ir embora. Ajoelhou-se no meio do corredor. As suas mãos foram ao rosto e um grito rasgado saiu de dentro da sua alma. Não foi um não forte, cheio de dor. O tipo de grito que só quem está a ter o coração arrancado sente vontade de dar.
Um não que ecoou por todo o hospital, como se o próprio mundo precisasse de ouvir a sua revolta. A Clarinha levou a mão à boca. Os seus olhos se encheram de lágrimas imediatamente. Mas mesmo tão pequena, respirou fundo. Tentou ser forte. Abaixou-se ao lado do pai e abraçou-o, envolvendo os seus braços no pescoço dele.
Vai correr tudo bem, pai, sussurrou ela, mesmo sabendo que não ia. Estou aqui com o senhor. Valmira abraçou-a de volta, apertando forte, como se ela fosse a única coisa que ainda o mantinha de pé. Entre lágrimas, murmurou com a voz embargada: “O que é que eu fiz, meu Deus? O que é que eu fiz para merecer isto?” A Valéria assistia àquela cena com os olhos marejados.
Sentia-se impotente, mas respeitou o momento. Deixou que Valmir chorasse, que desabasse. Algumas horas se passaram. Quando finalmente permitiram a entrada no quarto, Valmir e Clarinha foram ter com Luma. A jovem estava deitada na cama de hospital, pálida, com o corpo praticamente imóvel. Nem mesmo o braço conseguia mais levantar.
O pai entrou devagar, forçando um sorriso. Precisava de ser forte por ela. Precisava esconder o desespero que o consumia por dentro. “Olá, meu amor”, disse ele com a voz suave. “Vamos ficar aqui por um tempo, tá? Vão cuidar bem de si, mas em breve a gente vai voltar para casa. Ainda vamos encontrar uma cura.
Eu prometo, vais ficar bem, meu amor. Mas Luma limitou-se a acenar com a cabeça levemente com um pequeno sorriso nos lábios. Pai, murmurou, o senhor não tem de tentar proteger-me da verdade. Ela olhou para o seu próprio corpo, fraco, sem reação, e depois, com os olhos nos olhos do pai, perguntou: “A doença alastrou, não foi?” A Clarinha sentou-se na beira da cama.
As suas mãos tocaram de leve os cabelos da irmã, como que acariciando recordações. Valmir demorou a responder. Respirou fundo, sentiu o peso das palavras que teria de dizer e então falou: “Sim”, espalhou-se quase por todo o corpo. Luma fechou os olhos por momentos, depois disse com um fio de voz: “Portanto, sempre foi só uma questão de tempo, não é?” O Valmir quis negar, quis gritar que não, que ainda havia esperança, mas quando abriu a boca, a voz falhou-lhe, tentou disfarçar.
A gente ainda pode lutar, ainda tem alguma hipótese. Eu vou sair daqui e já correr atrás de novos tratamentos, mesmo que preciso de vender a casa para pagar. Mas Luma apenas sorriu, um sorriso sereno, cheio de paz. O seu olhar tinha uma espiritualidade incomum para alguém tão jovem. Pai, não quero lutar mais.
Não quero mais continuar a sofrer, passando por esses tratamentos que só me deixam mais fraca. E também não quero que tu e a Clarinha se abdique de mais nada por minha causa. Está na hora de descansar e eu estou pronta. Ela virou então o rosto com um pouco de esforço e olhou para a Clarinha. Posso pedir-te uma coisa, irmãzinha? A Clarinha assentiu.
Claro que pode. Pede o que quiseres. A Luma respirou com dificuldade e disse: “Quando eu for, quero que vivas de verdade. Quero que sejas a criança que não está a poder ser agora. E quando crescer, que aproveite a juventude, que encontre um amor, que viva intensamente, que viaje, que sonhe, que se ria muito e acima de tudo ela sorriu.
Que puxe a orelha ao nosso pai, porque sabe como ele é teimoso, só pensa em cuidar de nós e ele precisa de ser feliz também. Ela olhou então nos olhos da irmã com carinho. Você promete? Promete que vai seguir em frente? A Clarinha engoliu o choro. Queria dizer o mesmo que o pai tinha dito antes, que tudo correria bem, que ainda havia tempo, mas no fundo sabia que mentir não ajudaria em nada.
Eu prometo mana. Vou ser muito feliz por mim e por ti. As duas abraçaram-se. A Clarinha sentiu o corpo da irmã mais quente do que esperava, cheio de emoção. Luma, com os olhos marejados, olhou para o pai e fez um gesto com a cabeça. Valmir se aproximou-se e os três uniram-se num abraço silencioso, apertado, comprido, um daqueles que parecem tentar prender o tempo.
Pouco depois, a Luma disse que queria conversar a sós com o pai. Clarinha compreendeu e retirou-se, secando os olhos com as costas das mãos. Sozinhos, Luma olhou para o Valmir e disse em voz baixa: “Pai, tenho um pedido especial, mas não pode negar”. O homem aproximou-se da cama e pegou no mão dela com carinho.
Qualquer coisa, filha, qualquer coisa. E foi então que Luma falou com serenidade, mas também com intensidade. Quando eu morrer, quero ser enterrada junto da mamã no mesmo caixão, abraçada ao esqueleto dela. Mas antes de continuar e saber o final emocionante desta história, já clique no botão de gosto, ative o sininho das notificações e subscreva o canal.
Só assim o YouTube avisa sempre que sair uma nova história. Agora diga-me, você pensa que quando a pessoa falece, ela deve ser sepultada no mesmo túmulo que um ente querido que já partiu antes? Ou cada um deve ter a sua própria sepultura? Aproveita e diz-me se acreditas em vida após a morte, que vou marcar todos os os comentários que responderem a esta pergunta com um lindo coração.
Agora, voltando à nossa história, por um momento, Valmir ficou em choque, completamente paralisado. Era como se o tempo tivesse congelado ali naquela pequena frase, naquele pedido que atravessava qualquer compreensão. Ele gaguejou, a boca tremia, os olhos perdiam em busca de palavras. Mas antes que qualquer som escapasse aos seus lábios, Luma interrompeu-o com doçura.
Pai, senta-te aqui ao meu lado. A jovem apontou para a cadeira ao lado da cama. A voz dela era fraca, mas firme. Valmir, ainda atordoado, apenas obedeceu. Sentou-se lentamente, sem conseguir formular uma resposta. O coração pesava. O silêncio era quase insuportável. Luma, com muito esforço, esticou o braço e levou a mão à do pai, colocando-a sobre a dele.
O toque era leve, frágil, mas carregado de sentimento. Era como se tentasse ancorá-lo no agora, antes que ele se perdesse no pânico do que estava por vir. Pai, começou ela com um sorriso sereno nos lábios. Recorda os momentos bons da gente e todo mundo junto? Tu, a mamã, a Clarinha e eu? Valmira encarou-o, os olhos já marejados. Lembro-me de tudo, filha.
Luma respirou fundo com um certo esforço e continuou. Houve aquele dia, aquele friozinho saboroso, lembra-se? Quando nós os quatro nos encolhemo-nos na mesma cama. A mamã me abraçava e a Clarinha apareceu fazendo drama porque queria o colo também. No fim, vocês os dois também entraram debaixo do cobertor. A gente riu tanto.
Valmir sorriu mesmo no meio da dor. Foi a última vez que rimos todos juntos, murmurou ele. Luma sentiu-a com um ligeiro movimento da cabeça. Mas antes disso, quando estava só eu e o mamã, ela contou-me histórias, falou das coisas da infância dela, riu-se comigo, fez-me cafuné. Foi um dia especial, um dia só nosso.
E sinto-me pronta para reencontrá-la. Ela olhou então fixamente para o pai com um olhar que atravessava qualquer resistência. Sei que me vão enterrar no mesmo túmulo dela, mas porque não mesmo caixão? Porque é que a gente não pode ficar juntinhas, abraçadas como antes? Valmir sentiu o coração apertar. Cada palavra da filha parecia arrancar um pedaço da sua alma, mas ele não respondeu. Estava paralisado.
Pai, insistiu Luma com as lágrimas a formarem-se nos olhos. Quando forem tirar os restos dela, coloca o esqueleto dela ao meu lado. Deixa-me ir para ela mais depressa. Do outro lado do paraíso. Promete que para mim? Valmir sentia um nó na garganta. Os olhos encheram-se de lágrimas que ele não conseguiu conter.
Pegou na mão da filha com mais força, apertando com carinho, com desespero, com dor. Eu prometo, filha, eu prometo. E foi nessa mesma noite, a Luma fechou os olhos e não os abriu mais. Clarinha e Valmir estavam no quarto em silêncio quando o som do monitor cardíaco mudou. O bip contínuo invadiu a sala como um trovão, um som frio, um som que quebrava a esperança.
O coração de Luma tinha parado. “Não, não!”, gritou o Valmir, correndo para a cama. Ele debruçou-se sobre o corpo da filha, chorando compulsivamente. “A minha filha, não. Por favor, não pode deixar-me. Você é muito nova. Não, não assim.” As lágrimas escorriam sem controlo. O seu corpo tremia. A dor era insuportável, cortante, avassaladora.
A Clarinha também chorava, mas de forma diferente. Parecia mais serena, como se de algum modo já estivesse preparada para aquilo. Os seus olhos estavam vermelhos, mas o seu corpo permanecia firme. Valéria, a médica, aproximou-se. O olhar dela confirmou o que o monitor já dizia. A jovem tinha partido. A Clarinha aproximou-se da irmã, curvou-se sobre o corpo imóvel e sussurrou no ouvido de Luma.
Quando encontrares a mamã, diz para ela que eu a amo muito. E então, algo inacreditável aconteceu. Aquele quarto de hospital encheu-se de luz. Um clarão tomou conta do ambiente. Era como se o tempo e o espaço tivessem se dissolvido por um instante. Tudo ficou branco, puro, brilhante. Luma abriu os olhos lentamente e o que viu à à sua frente foi a imagem de uma mulher com um vestido branco, cabelo solto e um sorriso que iluminava tudo em redor.
Ela pestanejou duas vezes, tentando perceber o que via. E depois, com a voz embargada de emoção, sussurrou: “Mãe!” Catarina sorriu e estendeu uma das mãos. Luma sentiu o corpo leve, tão leve que parecia flutuar. Não havia dor, não havia peso. Ela levantou-se com facilidade, caminhou em direção à figura à sua frente, deu um passo, depois outro e mais um.
A cada passo sentia-se mais livre. Catarina continuava a sorrir com os olhos a brilhar de amor. Luma então olhou para trás por um instante e viu. Viu-se deitada na cama do hospital. Viu o pai desabado sobre o corpo. Viu a Clarinha de pé com os olhos cheios de lágrimas. Tudo ao redor parecia passar em câmara lenta. Uma aura branca envolvia o ambiente.
Luma se voltou para a mãe. Eu morri. A Catarina não respondeu com palavras. Em vez disso, a cena transformou-se. Luma foi envolvida por uma luz e, de repente, estava noutro lugar. Um campo verde, vasto, encantador. Árvores, flores, brisa suave. Tudo era mágico, celestial. A Catarina estava ali, abriu os braços. Luma correu para ela, abraçou-a com força.
Tinha tantas saudades do seu abraço e eu de ti, minha princesa, respondeu a Catarina emocionada. Luma olhou em redor, maravilhada. Aqui é o paraíso. É apenas uma parte dele? respondeu Catarina a sorrir. Por isso quero conhecer tudo com você. Mas, nesse momento, Catarina mudou a expressão, tocou no ombro da filha com carinho e disse: “Ainda não chegou a hora”.
Luma franziu o sobrolho, confusa. Como assim? Eu morri? Não, minha filha. O seu coração ainda pulsa, mesmo que fraco. E a sua missão ainda não acabou. Ela está só a começar. Levou a mão ao peito de Luma, tocando com carinho. Precisa de acordar, precisa de voltar. As lágrimas começaram a escorrer pelos olhos da jovem.
Não, mãe, por favor. Eu não quero mais sofrer. Não aguento mais de dor. Não aguento mais estar naquela cadeira de rodas. Quero ficar aqui contigo. Catarina segurou o rosto da filha, olhou dentro dos seus olhos e disse com ternura: “O seu tempo vai chegar, mas não agora. Agora precisa de se levantar, minha princesa.
” Nesse momento, a Catarina apertou o Luma em mais um abraço apertado, terno, silencioso. E depois, com a voz suave e profunda, sussurrou ao ouvido da filha: “Eu só te queria entregar uma coisa. Algo que fui buscar há dois anos. Luma franziu o sobrolho, confusa. Buscar? Procurar o quê, mãe? Mas antes que pudesse completar a pergunta, algo de estranho começou a acontecer.
O corpo da mãe começou a desfazer diante dos seus olhos. Primeiro, os contornos ficaram enevoados. Depois ela começou a desaparecer lentamente, como uma poeira dourada levada pelo vento. “Mãe”, perguntou a Luma assustada. Catarina sorriu serena, e olhou nos olhos da filha com uma ternura infinita. “A Clarinha, ela disse que me amava.
Diga-lhe que também a amo. Amo vocês. Amo-vos a todos. E depois, com um brilho intenso em redor do corpo, Catarina desapareceu por completo. Tornou-se uma aura cintilante, brilhante, e desapareceu entre os raios de luz daquele lugar mágico. Luma sentiu as lágrimas escorrerem pelo rosto. Olhou ao redor.
Aquele lugar, antes tão encantador, parecia aos poucos ir-se desfazendo. As cores suaves tornavam-se mais pálidas e a luz mais distante. Ela fechou os olhos e quando os abriu novamente estava num lugar frio. O ar parecia parado. O cheiro era diferente. Sentia algo duro debaixo das costas. Sua mão tocou em algo áspero, rígido. Aos poucos, ela foi recuperando a consciência e compreendeu.
Ela estava deitada dentro de um caixão. O susto foi tão grande que o seu corpo enrijeceu. O seu peito arfava, os seus olhos arregalaram-se. Por um segundo, a Luma achou que ainda estivesse presa num pesadelo, mas não era real. E foi então que voltámos ao início desta história. No momento exato em que Valmir, tomado pelo desespero, exigiu que abrissem o caixão do seu filha.
Ele não ligava aos olhares incrédulos, nem para os comentários coxixados. Todos diziam que era uma loucura, que tinha enlouquecido de dor. Mas ele sentia algo. Ele ouviu a voz da filha e não podia ignorar. Quando a tampa foi finalmente removida, o impossível aconteceu. Dentro do caixão, diante de todos, estava Luma. Mas algo estava diferente, muito diferente.
Seus olhos estavam abertos, arregalados, um olhar de quem acabava de acordar de um pesadelo sem fim. Ela olhava em redor, confusa, atordoada, como se tentasse perceber o que estava ali a fazer. Pai, sussurrou ela com voz rouca. O que está a acontecer? Onde estou? Valmir caiu de joelhos em lágrimas, estendeu os braços e abraçou a filha com força, como se quisesse impedi-la de desaparecer de novo.
“Voltou, filha? Voltou para mim?”, disse completamente emocionado. Valéria, que estava ao lado, simplesmente congelou. Os seus olhos não piscavam. A médica, que acompanhou o caso de Luma durante anos, não conseguia processar o que via. Assim como ela, todos os presentes estavam em choque. Ninguém conseguia dizer uma palavra.
Como alguém com a doença avançada que Luma tinha, podia simplesmente acordar? E ainda mais, como ela conseguia sentar-se? ficar de pé. A Clarinha não pensou duas vezes, correu e atirou-se para os braços da irmã. As duas abraçaram-se forte, chorando. Voltaste, mana? Você voltou? Repetia Clarinha em lágrimas.
Foi então que Raul, o agente funerário, arregalou os olhos ao aperceber-se de algo. Algo completamente inacreditável. A ossada”, murmurou. “Asada desapareceu.” Todos se viraram para olhar para dentro do caixão. O esqueleto de Catarina, os restos mortais da ex-mulher de Valmir, estavam simplesmente desaparecidos. Nada, nenhum osso, nenhum fragmento, nada. Procuraram pelo compartimento.
Examinaram as laterais, o fundo, os panos. Procuraram pelo chão, pela sala, nada. Era como se nunca tivesse estado ali. Ainda nessa tarde, Valéria providenciou o transporte de Luma para o hospital, mas ela foi andando, andando com os próprios pés. Os olhos dos funcionários e doentes se arregalaram ao vê-la entrar R andando pelos corredores.
Muitos conheciam a sua história, sabiam que ela deveria estar morta. Foram feitos todos os exames, tomografias, ressonâncias magnéticas, exames, amostras e depois o resultado. Não havia mais nada, nenhum vestígio, nenhuma célula cancerígena, nenhuma sombra de doença. O O corpo de Luma estava completamente saudável.
Os médicos tentaram encontrar alguma explicação científica, mas não havia. Era impossível, inexplicável. Valéria segurava o processo clínico, lendo e relendo os relatórios, sem conseguir acreditar. Foi quando a Clarinha, de pé ao lado da cama da irmã, olhou nos olhos dela e disse com um sorriso leve: “Foi a mamã.
Foi ela que te levou por um instante. Foi lá só para te curar”. Valéria olhou para a menina sem saber o que dizer. Mas Luma, Luma apenas franziu a testa. Ela não se lembrava. Eu só Lembro-me de quando desmaiei no cemitério e depois de acordar no caixão. Só isso. Valmir, ouvindo aquilo, sentiu um arrepio.
O pedido, a promessa, a filha não se lembrava de nada do que tinha pedido antes de partir. O esqueleto de Catarina nunca foi encontrado. procuraram por dias, nada, nenhuma pista, nenhuma explicação. O caso tornou-se um mistério, mas para aquela família a verdade era outra. Eles sabiam. Algo maior havia acontecido, algo que nenhuma ciência explicaria, porque uma coisa era certa, aquele último abraço de mãe tinha curado aquela filha e Luma podia agora, finalmente, viver.
Aos poucos, as dores foram desaparecendo. A alegria voltou àquela casa. As risadas voltaram a preencher os cantos, os dias voltaram a ter cor e por vezes, só por vezes vezes, quando Clarinha, Valmir e Luma estavam juntos a rir por alguma parvoíce, sentiam algo, uma brisa leve, um arrepio saboroso, uma presença.
Era como se alguém mais estivesse ali. Alguém que sorria mesmo sem ser vista. Não muito longe dali, envolta em luz, uma mulher de branco observava a família que tanto amava. Sorrindo. Catarina, comentar: “Mãe é para sempre, para eu saber que chegou até ao final dessa história e marcar o seu comentário com um lindo coração.
E assim como a história da Luma, tenho mais uma história emocionante para partilhar consigo. Basta clicar no vídeo que está aparecendo agora no seu ecrã e embarcar comigo em mais uma narrativa emocionante.
News
O MILIONÁRIO FINGIU QUE IA VIAJAR MAS DESCOBRIU — O QUE A BABÁ FAZIA COM SEUS FILHOS
O MILIONÁRIO FINGIU QUE IA VIAJAR MAS DESCOBRIU — O QUE A BABÁ FAZIA COM SEUS FILHOS Dr. Osvaldo, Dr. Osvaldo, aguarde. Osvaldo Vilarim parou no meio do passeio ao escutar os gritos de Carmen, a recepcionista do edifício. Os seus sapatos italianos rangeram contra o mármore do lobby enquanto se virava irritado pela interrupção. […]
O MILIONÁRIO FINGIU QUE IA VIAJAR MAS DESCOBRIU — O QUE A BABÁ FAZIA COM SEUS FILHOS – Part 2
A Vanessa continuou com uma calma que contrastava dramaticamente com o caos emocional que a rodeava. Foi amor puro, foi ligação humana genuína, foi vida. Vanessa fez uma pausa, organizando mentalmente as suas palavras finais. Essas as crianças têm fome, Senr. Osvaldo, e não é fome de alimentos importados, nem de brinquedos caros feitos na […]
O Milionário não sabia mais o que fazer com suas Gêmeas… a Babá fez algo que ninguém esperava
O Milionário não sabia mais o que fazer com suas Gêmeas… a Babá fez algo que ninguém esperava Dia 23 de outubro. Vanessa Santos sobe às escadas de mármore da mansão Vilarim, respirando fundo para se preparar para mais um dia de guerra. Aos 26 anos, ela enfrenta o maior desafio da sua carreira. Sofia […]
O Milionário não sabia mais o que fazer com suas Gêmeas… a Babá fez algo que ninguém esperava – Part 2
Todas as as crianças brincam ao faz de conta. é completamente normal e saudável. Normal para crianças comuns. As minhas netas são especiais e têm responsabilidades. Exato. E exatamente por isso merecem viver a infância delas em total paz. Outras mães começam a chegar gradualmente e presenciam a discussão tensa. “O que está a acontecer […]
PATRÃO FEZ A FAXINEIRA CHORAR — O ABRAÇO DA FILHA DELA REVELOU A VERDADE
PATRÃO FEZ A FAXINEIRA CHORAR — O ABRAÇO DA FILHA DELA REVELOU A VERDADE Foi preciso uma bebé de dois anos para fazer o impossível, quebrar o homem mais frio da cidade. Henrique Ferraz entrou na cozinha como uma tempestade e, em segundos, destruiu a empregada de limpeza Fernanda com uma única frase fria, cortante, […]
PATRÃO FINGIU DESACORDAR PARA TESTAR A BABÁ — O QUE ELA DISSE O DEIXOU CHOCADO
PATRÃO FINGIU DESACORDAR PARA TESTAR A BABÁ — O QUE ELA DISSE O DEIXOU CHOCADO Dante Moura pensava que nada no mundo poderia abalá-lo. Milionário, implacável e inacessível. Vivia como se sentimentos fossem fraqueza. Mas naquela manhã tudo mudou. A queda na escada foi dura, mas não foi o que mais o marcou. O que […]
End of content
No more pages to load















