Mulher é CONDENADA a FORCA, mas quando MORADOR DE RUA Aparece mostrando 1 DETALHE nela… 

Jovem é arrastada para a forca, acusada de crime [música] e deiondo contra o rei. Eu não fiz nada. Eu sou inocente. Me soltem. Porém, a multidão clamava por justiça e gritava: “Queim-a! Justiça ao rei. Não a enfarquem. Quando finalmente [música] ela é posicionada na forca para ser executada, explode uma voz no meio do povo.

Parem já esta execução. Ela é inocente e eu posso provar. E quando o homem tira o capuz, um revelação chocante vem ao de cima e a multidão cai de joelhos, desacreditada daquilo que vê. Por favor, não me ponham na forca. Eu sou inocente. Eu juro. Não fui eu que o matou. Gritou Diana com a voz a falhar enquanto era puxada com brutalidade.

Anda logo, mulher. Deixa de gritar”, rosnou o carrasco, apertando ainda mais o braço dela. A voz desesperada ecoou pela praça de pedra, cortando o ar como um lamento que implorava para ser ouvido. Diana, uma jovem mulher de apenas 24 anos, debatia-se com todas as forças que ainda lhe ram, enquanto era arrastada sem piedade por um guarda do castelo, envergando as vestes sóbrias de carrasco.

 As mãos dela tremiam, os pés escorregavam no chão irregular, e cada passo em direção ao palanque da forca parecia roubar mais um pedaço do seu esperança. Ela implorava por misericórdia, com a voz embargada e os olhos arregalados de puro terror, mas ninguém parecia disposto a ouvir. “Trabalhei honestamente no castelo. Eu cozinhei para todos, implorou Diana, chorando enquanto tropeçava.

Eu nunca faria mal a ninguém. O palanque de madeira, erguido no centro da praça, destacava-se como um símbolo cruel de condenação. Ao redor dele, uma multidão aglomerava-se em alvoroço, gritando, praguejando, apontando dedos sujos de ódio. Os gestos obscenos eram lançados contra a jovem e o desejo de vê-la morta.

 parecia unir aquelas pessoas como se fossem uma única [música] entidade tomada pela fúria. “Solta-a, deixa a miúda falar”, gritou alguém da multidão. “Falar o quê? Confissão de assassina?”, respondeu outro rindo. “Olha para a cara dela, é culpada. Sim.” Berrou uma mulher apontando. Eu nunca teria coragem de magoar alguém.

 “Eu sou inocente, por favor, faça-me soltem”, implorou Diana. Mentirosa! Gritaram várias vozes ao mesmo tempo. Envenenou o rei como teve coragem. Acusou um homem da assistência. Ela sempre foi demasiado quieta. Eu desconfiava”, comentou outro. Aquela mulher não era desconhecida. Ela era Diana, a cozinheira oficial do castelo. [música] Durante anos fora vista entre panelas fumegantes e fogões acesos, preparando os pratos mais incríveis e saborosos de todo o reino.

 Era elogiada por nobres e plebeus, admirada pela sua dedicação silenciosa. Porém, nesse dia, nada disso importava. Agora, a jovem era acusada do crime mais terrível que alguém poderia cometer, o assassinato de um membro da família real. Enquanto a cozinheira era levada como um animal ao abate, num palanque ainda mais alto, acima da multidão, encontrava-se sentado num trono imponente, o recém-coro rei.

O seu nome era Carlos, um jovem monarca de apenas 31 anos. vestia roupas luxuosas, ostentava a coroa com rigidez e observava tudo com um olhar frio, distante, aborrecido. Os pedidos desesperados da jovem não pareciam tocá-lo nem um pouco. O rei falou então novamente com um tom definitivo. Calada, assassina! gritou o Carlos, fazendo silenciar a praça por um instante.

Mataste o meu irmão, o verdadeiro rei, o homem mais justo que este reino já teve. A Diana tentou [música] responder, mas o seu voz saiu fraca. Eu não fiz isso. Eu juro pelo meu pai. Sangue frio interrompeu o rei. Envenenou a comida dele, a comida que você mesma preparou. A multidão reagiu de imediato. Enfoca, assassina, merece morrer.

Carlos respirou fundo, levantando-se lentamente do trono. O meu irmão reinou com humildade, continuou com voz firme. Foi amado por nobres e plebeus. E agora eu levo essa coroa manchada pelo crime que cometeu. Eu não fiz nada, insistiu Diana [música] em prantos. Eu só cozinhei como sempre. Agora sou o rei”, declarou Carlos, ignorando completamente a jovem.

 E como primeiro decreto, vou ouvir o meu povo. Abriu os braços e gritou: “Então, digam o que desejam que seja feito com esta assassina”. A resposta veio como um trovão. Executem ela. “Levem para a Forca! Pelo nosso rei. Não me conhecem?”, gritou Diana, desesperada. Eu cozinhei para os vossos filhos. Isso não apaga o crime”, respondeu alguém.

 “Cadeia é pouco”, gritou outro. Por entre os gritos, uma voz permaneceu [música] em silêncio. Um homem encapudo observava tudo imóvel. “Olha lá, aquele mendigo não grita”, coxixou alguém. “Deve estar com medo da corda também”, troçou o outro. O rei falou então novamente, agora com um tom definitivo. Que a vontade do meu povo seja feita e virou-se ligeiramente.

Carrasco, coloque a corda no pescoço da acusada. Castiel sorriu largamente. Finalmente, disse ele rindo. Eu já estava a ficar entediado. Por favor, soluçou Diana. Olhem para mim. Eu não sou um monstro. Cala a boca!”, gritou alguém da multidão. “Esta forca já esperou demais”. O carrasco puxou Diana com força. “Anda, fica quieta”, – disse Castiel, ajustando o laço.

“Em breve tudo isso acaba”. Quando a corda lhe tocou no pescoço, A Diana entrou em [música] pânico. “Não, tenho um pai, ele vai chegar.” Antes que o carrasco puxasse a alavanca, uma voz fraca, no entanto [música] desesperada, ecoou pela praça. Não executem a minha filha, por favor. Ela é inocente. A multidão virou-se.

Quem é este velho? Tira-o daqui. António avançava com dificuldade. Diana! Gritou ele a chorar. Meu amor, eu estou aqui, pai. respondeu ela [música] em desespero. Castiel bufou. Mas que inferno? Reclamou. Ninguém me deixa trabalhar em paz. Carlos suspirou irritado. O que fazes aqui, velho? Perguntou o rei. Não vê que a sua filha vai morrer? Ela é inocente, insistiu o António, quase caindo.

Eu criei esta menina. Ela não faria isso. Carlos respondeu com frieza. Isso vai acontecer [música] tu quer queira quer não. Fez um gesto de desprezo. Volte para casa. E depois concluiu encarando o velho nos olhos. Haverá sangue? É isso que o povo quer. Tem coragem de ver o sangue da sua própria filha derramado à sua frente? Desesperado, o Senr.

 António ergueu a voz e suplicou diante de todos, sentindo o peito apertar. e o medo tomar conta de cada palavra que lhe saía da boca. Escuta, meu rei, precisas de me ouvir. A minha filha é inocente. Ela sempre foi uma menina muito boa que nunca faria algo deste tipo. Ela sempre ajudou os outros, sempre cuidou de mim, que sou um homem doente.

Algumas pessoas na multidão murmuraram, [música] mas ele continuou. A voz falha, porém firme, tentando alcançar algum resquício de misericórdia no coração do monarca. [música] Carlos, porém, não demonstrou qualquer emoção. O jovem rei respondeu com frieza, deixando claro que a sua decisão já estava tomada.

 Não me interessa se ela [música] cuidava de ti, homem. Não interessa-me se ela já cuidou dos mais necessitados ou [música] se era uma boa menina. Todas as provas apontam para ela como culpada. O rei fez uma breve pausa apenas para reforçar a sua acusação, falando em seguida com ainda mais dureza. O meu irmão foi assassinado por envenenamento na comida.

 A sua filha era a cozinheira do castelo [música] e foi a última pessoa a tocar no alimento que o rei Henrique comeu. Ao ouvir aquilo, Diana sentiu o sangue ferver. O desespero [música] misturou-se à indignação e ela gritou sem conseguir mais se conter. Não é verdade? Eu não fui a última a tocar na comida dele. A ousadia da jovem fez com que a paciência do monarca esgotar-se [música] por completo.

 Carlos gritou com fúria, a voz ecoando pela praça. Eu já disse para fazer silêncio, o seu assassina. Você é que está a ser julgada aqui e decreto que os assassinos não têm o direito [música] de se defender. Aquelas palavras cortaram o ar e antes que Diana pudesse reagir, António gritou [música] com todas as forças que ainda lhe ram. A minha filha não é uma assassina.

Sem saída. Percebendo que [a música] cada segundo era precioso, o pobre senhor se desesperou ao imaginar que perderia a sua filha diante dos seus próprios olhos. Ele respirou fundo, reuniu forças [música] que nem sabia que ainda possuía e, ignorando a dor na perna magoada, correu em direção ao palanque.

 Em poucos instantes, o António já subia às [música] escadas, apoiando-se como podia, sentindo o coração disparar. Enquanto uma chama de esperança crescia no seu peito, pensou para si: “Eu vou conseguir. Eu vou salvar a minha filha de ser executada”. Mas ao alcançar o último degrau, ele torna-se deparou-se com o Castiel.

 O Carrasco o [música] encarou com um sorriso enigmático e declarou com ódio explícito: “Já chega. Estou [música] cansado de ti e dessa ladaainha estúpida. Aqui em cima só há lugar para a executada e para o carrasco. E essa é a minha função, matar. Antes que António pudesse reagir, Castiel avançou e deu uma cabeçada violenta ao velho senhor.

 O impacto foi imediato e António perdeu o equilíbrio, rolando escadas abaixo enquanto gritava de dor e desespero. Ah! Ai! Ai! A minha cabeça! Socorro! Alguém me ajuda! Ao ver o pai a ser atirado ao chão daquela forma, a Diana [música] entrou em completo desespero e gritou com a voz tomada pelo choro. Pai, parem, por favor.

 Vocês podem-me executar se quiserem, mas por favor não magoem o meu pai. Ele é apenas um senhor ferido e não tem nada a ver com a morte do rei. No meio da multidão, o sem-abrigo misterioso sentiu novamente o [música] impulso para agir. O seu corpo se tensionou e a sua mente foi tomada por um único pensamento. Não, preciso de esperar mais um pouco.

Ainda não é o momento certo para agir. Ignorando completamente o pedido da jovem, o carrasco começou a descer lentamente. os degraus do palanque em direção a António, exibindo no rosto aquele sorriso perturbador de sempre. Foi então que o rei Carlos se ergueu mais uma vez, interrompendo a cena com uma ordem firme.

Já chega, Carrasco, deixa esse velho para lá. [música] Ele não é uma ameaça para ninguém, a não ser para ele próprio. Volte para o seu posto e vamos acabar de uma vez com isso. Hora de executar a grande [música] vilã desta história. Castiel parou a meio do caminho, claramente incomodado por não poder concluir o que tinha começado.

 Ele olhou para o António, caído no chão, e falou com desprezo: “Ando sempre com uma corda extra. Se continuar a interromper o meu trabalho, posso enforcá-lo também, e vou adorar fazer. Em seguida, deu meia volta, subiu novamente ao palanque e colocou a mão na alavanca, [música] lançando um olhar ao rei enquanto aguardava o comando final.

Diana olhou em redor, sentiu a garganta queimar, engoliu em seco, murmurando para si mesma: “O mundo não é justo, Diana, mas partirá sabendo que fez a coisa certa, que foi uma boa pessoa enquanto viveu. No meio do público, [música] o morador de rua misterioso tomou finalmente a sua decisão.

 O seu pensamento foi claro e definitivo. Chegou a hora. Vou salvar esta jovem. O rei Carlos iniciou então o discurso [música] da sentença final, levantando-se lentamente do trono enquanto observava a multidão em silêncio [música] absoluto. A sua voz soou firme, carregada de autoridade [música] e frieza. A todos os aqui presentes, peço que assistam atentamente a esta execução, pois esta assassina servirá de exemplo para todos vocês perceberem qual é o destino inevitável para qualquer que atentar contra a família real ou cometer crimes no meu reino.

Diana ouviu aquelas palavras com o coração acelerado. Cada palavra selava o seu destino. A multidão permanecia imóvel. absorvendo o discurso do rei como se fosse uma verdade absoluta. Depois, com um sorriso de satisfação estampado [música] no rosto, Carlos concluiu dando a ordem maldita: “Puxa a alavanca!” Castiel assentiu lentamente com o cabeça.

 Os seus olhos brilharam, pois aquele era o momento que ele mais aguardava. O carrasco segurou a alavanca com força, como se estivesse a segurar a coisa [música] mais importante do seu vida. Os seus dedos fecharam-se ao redor do metal, o corpo enrijeceu e começou a puxar. Foi então que, antes que a alavanca fosse totalmente acionada, [música] o sem-abrigo misterioso atravessou a multidão com urgência, empurrando as pessoas, colocando-se à frente de todos.

 e gritando com todas as forças: “Parem esta execução. Eu posso mudar tudo. Eu tenho uma prova que pode salvar esta mulher e desmascarar os verdadeiros vilões.” O burburinho tomou conta da praça. Os guardas viraram-se. O carrasco congelou o movimento. O rei franziu [música] o senho. Entretanto, aquela história não começara ali.

 Ela tinha começado algumas semanas antes, quando o clima no castelo era muito diferente daquele cenário de ódio e [música] morte. Naqueles dias, tudo seguia um ritmo tranquilo. O castelo despertava lentamente. [música] Criados caminhavam apressados ​​pelos corredores. Guerreiros trocavam de turno na porta principal [música] e da cozinha vinha o cheiro constante a lenha queimando.

 Nesse período, o irmão mais novo do rei [música] ainda não era rei. Era apenas o príncipe Carlos. E nessa manhã caminhava pelos corredores com um entusiasmo exagerado, ensaiado, como se estivesse prestes a revelar algo grandioso. Mal esperou que o criado abrisse completamente as portas do salão principal. Assim que teve espaço, entrou apressado, interrompendo o café do rei.

Majestade, tenho uma novidade especial para lhe apresentar. Quem governava era o rei Henrique. Henrique IV tinha 56 anos, uma longa barba grisalha e o rosto marcado pelos anos [música] de experiência no trono. Ao ouvir a voz do irmão, ergueu os olhos lentamente. Estava cansado, com mais rugas do que gostaria, mas ainda trazia no olhar a doçura de alguém que governava com simpatia.

 O então rei perguntou segurando um leve sorriso. Algo especial a esta hora da manhã. Foi nesse momento que por detrás do príncipe uma jovem mulher deu dois passos [música] tímidos à frente. Era Diana, a nova cozinheira do castelo. [música] Os seus cabelos estavam presos às pressas. As mãos traziam marcas de longas horas de trabalho e os seus olhos [música] brilhavam de esperança.

 Ela segurava contra o peito um caderno de receitas antigo, gasto pelo tempo, preso por um [música] simples fio de tecido. Apercebendo-se do nervosismo da jovem, Carlos abriu um sorriso satisfeito e a apresentou com orgulho. [música] Majestade, esta é a cozinheira de quem lhe falei, Diana. jovem, talentosa e, se [música] permite-me dizer uma promessa para a nossa cozinha real.

 Trouxe-a pessoalmente [música] para que tivesse a honra de cumprimentá-lo. Diana baixou a cabeça, [música] sentindo o coração acelerar, e falou com a voz baixa e respeitosa: “É uma enorme honra estar aqui e conhecer a vossa majestade”. O rei sorriu com sinceridade. Ele observou a jovem por um instante e respondeu com gentileza: “Seja bem-vinda ao castelo.

 A cozinha sempre foi o coração deste lugar e os que nela trabalham merecem tanto respeito como qualquer guerreiro.” Ao ouvir aquilo, os olhos de Diana ficaram encheram-se de lágrimas. Ela respirou fundo e agradeceu com emoção. Obrigada, de verdade. [música] Eu precisava muito deste emprego. Meu pai está doente e precisa de medicação caros.

 [música] Farei tudo o que puder para honrar este castelo. O príncipe Carlos observava a cena em silêncio, satisfeito por [música] perceber que a sua apresentação tinha sido bem recebida. Na manhã seguinte, Diana caminhava em direção ao castelo [música] mesmo antes do sol nascer. O chão ainda estava coberto por uma neblina baixa e o ar tinha aquele típico cheiro frio [música] da madrugada.

 Ela carregava consigo um pequeno saquinho com ervas para preparar o café do rei e um pouco de pão que tinha comprado no caminho. [música] À medida que avançava pela estrada, ouviu passos apressados ​​atrás de si. Logo em [música] seguida, uma voz desesperada chamou: “Menina, menina, por favor, espere!”. Diana virou-se assustada, o coração batendo forte.

 Ao olhar melhor, viu um homem magro, sujo, com [música] o rosto marcado pela fome e pela privação de sono. Vestia farrapos e tinha os [música] olhos atentos, aflitos. Embora tivesse apenas 30 anos, a vida nas ruas fazia-o parecer muito mais velho. O sem-abrigo aproximou-se com cautela, juntando as mãos enquanto falava: “Por favor, a menina parece uma pessoa boa. Ajude-me.

 Eu preciso de entrar no castelo. Preciso de falar com o rei.” Diana abriu a boca, sem saber o que responder. O pedido era perigoso. Os guardas eram rígidos. Ela respirou fundo, pensou por alguns segundos e respondeu então com sinceridade: “Eu não posso fazer isso. O castelo tem guardas. Eu sou apenas uma cozinheira”. O homem deu um passo em frente, [música] visivelmente aflito, e implorou com a voz carregada de urgência: “Tu não entendes.

 Eu chamo-me Cristiano. Eu trabalhava lá dentro como tu. Eu conheço aquelas paredes, [música] conheço aquelas pessoas. Engoliu em seco, o olhar tremendo enquanto continuava o discurso, como se cada palavra fosse um peso difícil de carregar. E uma pessoa que finge ser boa dá-me expulsou quando descobri quem ele realmente era.

 Eu não posso deixar que esta pessoa livre. Eu preciso de entrar e desmascará-lo. A Diana deu [música] um pequeno passo para trás, assustada com a intensidade daquelas palavras. [música] Ainda assim, ao observar melhor o rosto faminto e desesperado daquele homem, os seus [música] olhos suavizaram. Ela respirou fundo antes de responder com cautela.

 Eu acredito que esteja dizendo a verdade, mas não lhe posso ajudar nisso. Eu não tenho autorização para deixar entrar ninguém e preciso muito desse emprego. A jovem suspirou, sentindo o coração apertar e depois [música] completou. Mas tome isto, está com fome. Pelo menos coma algo. Diana abriu a [música] bolsa e retirou o pequeno pão que transportava consigo.

 Não era muito, era, na verdade próprio pequeno-almoço dela. Mesmo assim, estendeu a mão e ofereceu. Cristiano hesitou por alguns segundos, mas acabou aceitando o alimento com gratidão sincera. [música] Obrigado, menina. Obrigado. Que os céus o abençoem. Diana sorriu levemente, acenou com a cabeça e seguiu o seu caminho em direção ao portão do castelo.

 Quando a jovem desapareceu atrás das muralhas, o sem-abrigo desviou o olhar para o lado. Ali, encostada ao muro do castelo, havia uma grande árvore que crescia a cada [música] semana. Uma árvore que em breve seria suficientemente elevada para servir de caminho. O Cristiano observou o tronco, [música] os ramos, calculando mentalmente, e murmurou com os olhos brilhando de determinação.

 [música] Só mais umas semanas e vou voltar lá para dentro, nem que seja a última coisa que eu faça. Algumas semanas se passaram desde que encontro entre Diana e o sem-abrigo. A jovem já estava completamente habituada à rotina do castelo. Acordava antes do sol nascer, acendia [música] o fogão de lenha e preparava as primeiras refeições do dia.

 Trabalhava com dedicação, concentrada e feliz por finalmente conseguir comprar os medicamentos do pai. Enquanto isso, do lado de fora das muralhas, algo também evoluía. A árvore encostada ao muro crescia sem parar e todos [música] os dias Cristiano observava aquele crescimento com atenção, medindo com os olhos, calculando, esperando o momento [música] certo.

 Até que numa noite fria e vazia, ele finalmente tomou [música] sua decisão. É hoje. Chegou o dia de regressar ao interior do castelo. Com dificuldade, o homem aproximou-se da árvore. A fome constante havia enfraquecido o seu corpo, mas não a sua determinação. Agarrou-se ao tronco, [música] apoiou o pé descalço no primeiro ramo mais firme e começou a subir.

 A madeira arranhava-lhe a pele, os galhos balançavam perigosamente, [música] mas Cristiano não pensou em desistir. seguiu subindo até que, com um último [música] esforço, lançou o corpo por cima do muro e caiu do outro lado, produzindo um baque abafado pelas plantas do jardim. A dor foi imediata. Tinha torcido o tornozelo de forma grave.

 Mesmo assim, [a música] conteve o grito e murmurou entre dentes: “Não, agora preciso de avisar alguém. Preciso de salvar o rei antes que seja tarde demais. Coxeando, [música] Cristiano seguiu pelos fundos do castelo. Usava sombras e corredores escondidos que conhecia bem desde a época em que ali trabalhou. Cada passo que dava aumentava [música] a sua dor. Mas ainda assim ele continuou.

Quando estava a poucos metros das cozinhas, ouviu vozes. Três vozes. Eram o príncipe Carlos, a sua esposa Isabel e Castiel. O carrasco do castelo. Isabel, com o jeito revoltado de sempre, falou irritada: “Mas quantas vezes vou ter de explicar, Castiel? A sua ideia é completamente idiota”. O carrasco não se ofendeu, pelo contrário, riu-se enquanto respondia com desprezo.

Eu ainda acho que devemos fazer isso tudo à moda [música] antiga. Uma machadada e pronto, rápido, simples, acabar logo com o rei de uma vez por [música] todas. O príncipe Carlos respondeu imediatamente com a voz fria e calculista: “E já disse que o povo ama o meu irmão. Se ele morrer com um golpe de machado, vão caçar-nos como animais no dia seguinte.

 Isto não é força, é burrice. Escondido atrás de um barril, o morador de rua assistia [música] a toda aquela conversa reveladora com o coração disparado. Carlos continuou então agora sorrindo enquanto explicava o seu plano. Por isso, contratei a ingénua e bondosa cozinheira nova, [música] a querida Diana, tão prestável, tão correta, tão perfeita.

 Todos acreditam [música] nela. Isabel cruzou os braços e completou sem qualquer remorço. E é exatamente isso que faz dela a culpada ideal para este crime. Castiel gargalhou alto, batendo o machado no chão, e perguntou com [música] empolgação sombria: “Então, hoje é o grande dia?” O príncipe Salafrário falou com o tranquilidade de quem comentava o clima, como se não estivesse arquitetando a morte do próprio irmão.

Hoje é o jantar. [música] Vamos chegar na comida antes de esta chegar à mesa. Será rápido, discreto [música] e quando o meu irmão cair morto, todo o reino acreditará que foi Diana quem o serviu. Isabel esboçou um sorriso cruel e completou com evidente prazer. E o povo odiá-la-á tanto quanto ama o rei.

 Carlos sentiu-a lentamente satisfeito com a sua própria inteligência e concluiu com segurança [música] absoluta. Exatamente. E com isto o trono naturalmente será meu, [música] sem protestos, sem suspeitas ou manifestações. Escondido, [música] O Cristiano levou as mãos à boca para abafar o choque da descoberta. O coração dele [música] disparou tão depressa que parecia que ia sair pela boca.

 Ao recuar um passo, o pior aconteceu. Um pedaço de madeira estalou sob os seus pés. O Carrasco foi o primeiro a reagir, já segurando o machado. Vocês ouviram isso? Carlos semicerrou os olhos e sussurrou com a voz baixa e tensa. Eu ouvi. Está aqui alguém. Tomado pelo desespero, com o coração prestes a saltar pela boca, o morador de rua fez a única coisa possível. fugiu.

Correu o mais rápido que conseguiu, ignorando a dor do tornozelo magoado, tropeçando pelos corredores, movido apenas pelo medo. Ao aperceber-se da fuga, o príncipe gritou sem hesitar: “Ladrão, atrás dele, apanhem-no!” Castiel empunhou a sua grande arma afiada [música] e iniciou a perseguição por parte dos corredores do castelo como um lobo farejando a própria presa.

 Passou por portas, colunas e sombras, mas o esguio sem-abrigo parecia desaparecer [música] a cada curva. Até que, ao chegar ao corredor principal, [música] onde estava o quarto do rei, Castiel finalmente o encontrou. Cristiano estava perante a grande porta. A mão já tocava no maçaneta, [música] quando de repente um braço enorme agarrou-o por trás.

 O Carrasco sorriu enquanto arrastava o seu presa para longe e declarou com frieza: “Apanhei-te”. Cristiano gritou, pontapeou, [música] tentou lutar com todas as suas forças pela liberdade que tanto desejava. Larga-me, seu monstro. Seu nojento, solta-me. Mas Castiel arrastou-o [música] para os fundos do castelo, como se fosse apenas um saco de farinha.

 Sob a luz da lua, o carrasco ergueu o machado. A lâmina refletia um brilho [música] mortal enquanto perguntava com um sorriso maldoso. Últimas palavras? Não houve tempo para resposta. [música] O machado desceu com uma força brutal. No último instante, Cristiano atirou-se para o lado. A lâmina atingiu o chão com violência e ficou presa na terra.

 É a A minha chance, pensou o sem-abrigo. Enquanto Castiel lutava para arrancar o machado preso, Cristiano correu, coxeou, tropeçou, caiu, mas conseguiu [música] alcançar a floresta em redor do castelo. Estava ferido, exausto, mas estava vivo. Castiel permaneceu imóvel, olhando para a escuridão.

 Respirou fundo, limpou o suor da testa e aceitou a derrota naquele momento. Pouco depois regressou ao castelo, limpando o machado como se houvesse sangue na espada, e falou calmamente para Carlos e Isabel: “Resolvido, senhor e senhora, o maldito não causará mais problemas”. O príncipe Salafrário [música] sorriu satisfeito e declarou sem qualquer peso na consciência.

Ótimo, está na hora de finalizar o nosso plano. A noite ainda estava longe de terminar e dentro do castelo, aquela seria a mais longa noite da vida de Diana. A cozinha mantinha-se quente, iluminada apenas por candeeiros pendurados. A jovem cozinheira mexia a sopa com paciência, cantarolando baixinho para afastar o sono.

 Era a primeira grande refeição que preparava para o rei e ela queria que tudo fosse perfeito. Enquanto mexia a panela, dizia para si mesma, cheia de esperança, se fizer um bom trabalho, posso ganhar recompensas e comprar os medicamentos do papá este mês. Eu preciso de dar o melhor de mim. Diana sorriu sozinha, acrescentando os temperos com cuidado.

 Quando terminou, como tinha sido combinado, chamou o ajudante para levar os tabuleiros até ao salão principal, mas o ajudante nunca [música] chegou. No corredor, passos ecoaram. Diana não viu, não desconfiou. Carlos, Isabel e Castiel aproximavam-se da cozinha em silêncio, como lobos. O O irmão Pilantra do rei foi o primeiro a falar, utilizando um tom de doçura ensaiada.

“Diana, minha querida, a comida está pronta?” A jovem respondeu de imediato, orgulhosa do seu próprio trabalho. [música] Sim, senhor. Acabei agora mesmo. A sopa está quentinha como o rei gosta. Carlos esboçou um sorriso satisfeito, um sorriso que não chegava aos olhos. Então, falou com uma naturalidade calculada.

Excelente. Bom trabalho, Diana. Pode deixar que eu faço questão de levar a comida para ele esta noite. A princípio, Diana estranhou o pedido. Era raro alguém da realeza [música] realizar qualquer tarefa manual, muito menos carregar tabuleiros. Ainda assim, ela não desconfiou. Afinal, quem estava ali era o próprio irmão do rei.

 Com inocência, respondeu: “Claro, meu senhor, o que achar melhor?” Isabel colocou as mãos sobre os ombros da jovem cozinheira [música] e apertou um pouco mais forte do que o necessário, sorrindo enquanto falava com falsa gentileza. “Fez um trabalho maravilhoso. Deve estar exausta. Porque não vai descansar? Nós tratamos do resto.

Diana sorriu de forma tímida, [música] sem se aperceberem da maldade por trás daquele gesto e respondeu com educação. Obrigada, minha senhora. Eu vou só acabar de limpar a cozinha. Os três entreolharam-se rapidamente. A permanência da cozinheira ali poderia atrapalham os planos, mas eles precisavam de agir com rapidez.

 Assim que Diana [música] afastou-se alguns passos para guardar os utensílios, Isabel não perdeu tempo. Ela abriu um pequeno frasco de vidro e deitou cuidadosamente o conteúdo venenoso dentro da sopa destinada ao rei. Carlos inclinou-se ligeiramente e sussurrou para os comparsas com um tom frio e calculado.

 Com isto, o meu querido irmão não chegará até amanhã [música] com vida. Isabel sorriu de canto e completou, satisfeita com o desfecho que se aproximava. E a culpa cairá perfeitamente na cozinheira ingénua. Castiel soltou uma gargalhada baixa e cruel. Enquanto Carlos pegava no tabuleiro com a sopa. O príncipe caminhou até ao salão com passos leves e confiantes.

 Aquele era o último ato da grande encenação que tinham preparado com [música] tanto cuidado. O rei Henrique, já sentado à mesa, ergueu o olhar ao ver o irmão entrar, trazendo a refeição, e falou com surpresa sincera: “Carlos, meu irmão, estás a trazer a minha comida, mas que honra!” Carlos colocou a sopa diante dele, mantendo um sorriso [música] dissimulado enquanto mentia com naturalidade.

Hoje quis fazer algo [música] especial por ti, meu irmão. Você com certeza merece isso. O Henrique sorriu sem desconfiar de nada e respondeu em tom brincalhão: “Ora, ora, então não vou recusar.” O rei agradeceu, pegou na colher e levou de forma inocente a primeira porção da sopa [música] até à boca.

 À distância, Carlos, Isabel e Castiel observavam atentamente cada movimento. [música] O silêncio entre estavam carregado de expectativa. Não demorou muito tempo para que o momento aguardado chegasse. Alguns instantes depois, o rei começou [música] a torcer. Em seguida, a sua respiração começou a falhar, como se estivesse asfixiado. [música] Os olhos de Henrique arregalaram-se em pânico enquanto tentava apoiar-se na mesa.

 Numa questão de segundos, [música] o corpo do rei enrijeceu e caiu com o rosto afundado no prato de sopa. A missão tinha sido cumprida. Nesse instante, [música] Isabel elevou a voz com uma atuação impecável. Meu Deus, o rei, o rei desmaiou. Dois dos servos [música] mais leais de Henrique correram para o interior do salão, tentando ajudar o seu senhor.

 Enquanto os guerreiros do castelo entravam em pânico, o ambiente transformou-se num verdadeiro caos. Carlos, agora o próximo herdeiro do trono, ajoelhou-se ao lado do irmão e o abraçou, fingindo um total desespero. Levem-no aos médicos, depressa. Os servos carregaram o corpo desacordado do rei para outro aposento, já sem grandes esperanças de salvação.

Mas antes de continuar e saber o desfecho desta história, já clique no botão de gosto. Subscreva o canal e ative o sino das notificações. Só assim o YouTube avisa sempre que sair uma história nova aqui no canal. Na sua opinião, executar alguém em praça pública é um castigo [música] justo? Me conta nos comentários o que farias se estivesse [música] na pele de Diana.

Ah, e não se esqueça de deixar de que cidade está a ver este [música] vídeo, que vou marcar o seu comentário com um lindo coração. Ora, voltando à nossa história, entretanto, na cozinha, Diana ouviu o correria, os gritos e o tumulto se espalhando-se pelo castelo. confusa. Ela saiu para o corredor e viu os criados passando apressados ​​com o corpo do rei inconsciente.

Assustada, murmurou: “Santo Deus! O que aconteceu? Porquê vocês estão a gritar? Mas ao olhar em redor, apercebeu-se de algo ainda mais perturbador. Os guardas e outros funcionários a encaravam com olhares carregados de acusação e julgamento. E rapidamente os murmúrios começaram a espalhar-se. Ela que preparou o jantar do rei.

O chão pareceu desaparecer por baixo. As suas pernas tremeram e ela tentou se explicar desesperadamente. [música] Não, não, não fiz nada. Eu juro, eu nunca faria mal ao rei. Ninguém a quis ouvir. Nesse momento, ao olhar pela janela, Diana viu Carlos. Os seus olhos brilhavam com uma dor falsa enquanto ele apontava diretamente para ela e gritava em acusação.

Foi a cozinheira. Ela envenenou o meu irmão. Não confiem nesta [música] assassina. O desespero tomou conta da jovem. Ela olhou para trás e percebeu que a porta da cozinha ainda estava aberta. Sem pensar duas vezes, Diana correu. O que ela ainda não sabia era que todo o reino já tinha sido instruído [música] a encontrá-la.

 Algumas horas se passaram. Enquanto a fugitiva se escondia na escuridão, o castelo realizava o tradicional velório da família real. A notícia já era oficial. O rei Henrique estava morto e o seu irmão mais novo, Carlos herdaria o trono. Diante do caixão ornamentado, o novo rei apresentava-se aos pés do caixão, com a mão pousada [música] sobre a madeira.

 A sua expressão demonstrava tristeza, mas os seus olhos faiscavam [música] com o sentimento da vitória. Ao seu lado estava Isabel, que ao aperceber-se do grande triunfo do marido, sussurrou-lhe ao ouvido: “Conseguimos, meu amor. Nós seremos finalmente o casal mais poderoso dessas terras.” Sem mexer os lábios, Carlos murmurou em resposta, com frieza contida: “Finalmente livrei-me da maior pedra no o meu sapato.

” Depois ergueu a taça, encarou o caixão fechado do irmão e declarou em tom solene: “Descansa em paz, querido irmão. Obrigado pelo seu reinado. Prometo que a a partir de agora cuidarei tão bem do nosso reino como cuidou. O reino agora pertence-me, mas a sua memória jamais será esquecida.” E sob o olhar atento do povo reunido, o jovem Carlos deixava oficialmente de ser príncipe e tornava-se o grande e poderoso rei daquele reino.

Enquanto os vilões finalmente alcançavam tudo o que sempre desejaram, [música] a situação da pobre jovem era bem diferente. Nesse mesmo momento, Diana ainda fugia. [música] corria pelas estradas que rodeavam a cidade, como se a própria morte estivesse atrás dela. E, de certa forma, realmente estava.

 O coração da jovem batia tão forte que parecia ecoar por todo o bosque. Ela não sabia para onde ir, não sabia em quem confiar. Seus pensamentos [música] misturavam-se em puro desespero. Apenas uma certeza permanecia clara na sua mente. Se permanecesse [música] ali, morreria. Enquanto corria sem parar, pensava: “Preciso de fugir.

 Para todos é claro que eu sou a assassina do rei. Nem mesmo o meu pai vai acreditar em mim agora”. A angústia acumulada no seu peito cresceu a ponto de transbordar. E aquele sentimento [música] encontrou saída na única forma de expressão que Diana conhecia ainda antes de se tornar cozinheira. A música. Corro sem chão, sem lar, sem voz.

[música] A lua vê-me. Mas não fala por nós. Chamam-me monstro criminoso e assassina. Mas [música] o mal que gritam não vive em mim. [música] O meu nome virou medo na rua vazia. Meu rosto é culpado aos olhos do dia. [música] Se paro, morro. Se eu fico, caio. O meu coração bate e eu não falho. [música] Quem me vai ouvir quando eu grito sozinha? Quem acreditará na verdade [música] de uma menina? Eu [música] fujo, choro, canto o meu canto para não me esquecer de quem sou,

para não enlouquecer [música] neste mundo injusto. [música] Quando a cantoria chegou ao fim, Diana já tinha corrido até que as suas pernas não suportassem mais. O corpo [música] cedeu ao cansaço e só então que ela reconheceu o local onde estava. Com a voz fraca, murmurou para si mesma: “Aquela colina, aquela árvore antiga, enorme e com ramos tortos que parece abraçar o céu.

Pela primeira vez em muitas horas de fuga, Diana sabia exatamente onde se encontrava. Aquele sempre fora o seu local preferido desde a infância, o lugar para onde ia quando precisava respirar, pensar ou simplesmente existir longe do caos do povoado. A jovem se atirou-o contra o tronco da árvore e deslizou até ao chão.

 O corpo finalmente [música] colapsou, permitindo que ela descansasse. Entre soluços, repetia para si mesma, sem parar. Eu não fiz nada. Eu não fiz nada. As lágrimas escorriam-lhe pelo rosto [música] enquanto Diana sofria em silêncio, ou pelo menos acreditava estar sozinha. De repente, passos leves e conhecidos começaram a aproximar-se pela mata.

 Assustada, levantou o [música] olhar e gritou ao reconhecer a silhueta. Papai era António o único que a poderia apoiar naquele momento. O homem grisalho, ferido de uma perna, avançava com dificuldade, [música] arrastando o membro ferido, completamente ofegante. Assim que alcançou a filha, abraçou Diana com tanta força que lhe faltou o ar.

 Emocionado, falou entre suspiros: “Filha, graças aos céus, procurei te por toda a parte, mas sabias que a encontraria [música] aqui. O que está a acontecer? O reino inteiro acusa-te de Antes de [música] ele terminar a frase, Diana interrompeu-o, desesperada, tentando explicar: “Pai, o senhor precisa de acreditar em mim. Eu não matei ninguém.

 Eu nunca faria isso. António passou a mão pelos cabelos da filha com carinho, tentando acalmá-la, e respondeu com firmeza: “O que eu digo sempre, filha, não deve jurar nem pelo céu, nem pela terra, pois a palavra de uma pessoa basta. E eu conheço a minha filhota. Sei que jamais faria isso. Eu sei disso, minha filha.

 Eu acredito em si. Diana encolheu-se ainda mais no abraço dele. Chorava agora de alívio. Com a voz embargada, agradeceu. Obrigada, pai. Quando o choro finalmente cessou, António respirou fundo e falou com urgência: “Fujamos deste reino ainda hoje, antes que seja tarde demais. Eu já preparei uma trouxa de mantimentos. Só precisamos de descansar um pouco para apanhar estrada antes do amanhecer.

E foi exatamente isso que fizeram. A noite seguia fria e silenciosa. Mesmo assim estavam juntos. E juntos conseguiram descansar, não importava onde estivessem. Quando o dia começou a clarear, pai e filha ainda dormiam lado a lado, completamente exaustos. Foi depois que passos pesados ​​se aproximaram, como os de um titã [música] solitário.

Um exército de um homem só surgia entre as árvores. Era o Castiel. O carrasco avançava lentamente, arrastando o pesado machado pelo chão. Diana e António acordaram em sobressalto ao ouvir a voz cruel do capanga dos vilões. Eu sabia que para encontrar a rapariga era basta ficar de olho no aleijado. O pai ficou paralisado.

 A culpa tomou [música] conta do seu rosto e ele desabafou com a voz trémula. Peço desculpa, minha filha. Eu trouxe-o até si. Diana tentou puxá-lo para trás, desesperada enquanto dizia: “Pai, não, a culpa não é tua”. Mas Castiel avançou com agressividade, sem dar tempo a qualquer reação. António colocou-se imediatamente à frente da filha, abriu os braços, [música] decidido a protegê-la com o próprio corpo e gritou com todas as forças que ainda possuía.

Corre, Diana, corre. Mas já era tarde demais. O carrasco empurrou o velho senhor com brutalidade, afastando-o como se não fosse nada. Em seguida, agarrou Diana pelos braços com violência. António gritou, lutando como podia, tomado pelo desespero. [música] Solta-a, seu verme. Solte a minha filha.

 Se tiver de levar alguém, me leve no lugar dela. Castiel soltou uma gargalhada cruel ao ver António se [música] lançar contra ele em uma tentativa desesperada de ataque. Sem qualquer esforço, o bandido pontapeou o velho novamente, atirando-o para longe e derrubando-o no chão. Enquanto isso, Diana tentava reagir, debatia-se, gritava, mas tudo era inútil perante a força brutal do Carrasco, um verdadeiro [música] brutamontes.

Mesmo caído, António continuava a gritar, [música] tomado pelo desespero. Parem, por favor, ela é inocente. Pare. Castiel, já se afastando com Diana, lançado sobre os ombros, [música] respondeu friamente, sem sequer olhar para trás: “O reino é que decidirá quem é inocente”. A jovem foi arrastada de volta para o reino como um animal conduzido ao abate.

[música] A cada rua, por onde passavam, portas se abriam, as pessoas saíam das casas, apontavam, julgavam, murmuravam acusações [música] enquanto acompanhavam aquela cena cruel. Com o passar do tempo, o desespero de Diana, que já era enorme, cresceu ainda mais quando, mesmo à distância, ela começou a ouvir gritos, aplausos e ovações provenientes da praça central.

[música] A jovem, conhecedora dos costumes da própria cidade, sentiu um arrepio percorrer o seu corpo e pensou aterrorizada: “Essa não. Serei executada em praça pública. Eles não me vão dar a hipótese de defender-me.” O destino rapidamente confirmou os seus piores medos. O carrasco arrastou-a até a proximidade do palanque da forca, construído mesmo no centro da praça.

 A multidão estava em completo alvoroço, revoltada com a suposta assassina do rei. Diana debatia-se sem parar, implorando com todas as forças que ainda tinha. Por favor, não me ponham na forca. Eu sou inocente, [música] eu juro. Não fui eu que matei o rei. Não fui eu. Sentado [música] num trono, num palanque ainda mais alto, Carlos, o novo rei, reagiu de imediato, [música] gritando com agressividade para silenciá-la.

Calada, assassina, o meu pobre e bondoso irmão, o antigo portador dessa coroa, foi assassinado a sangue frio [música] por envenenamento na comida. Ele sempre reinou com justiça e humildade. Por isso, era amado por todos neste reino, sem exceção. Com um sorriso maldoso estampado no rosto, o pilantra continuou o seu discurso saboreando cada palavra.

Agora cabe-me a mim continuar o legado do meu irmão e reinar sobre estas terras. E como meu primeiro decreto de rei, honrarei os pedidos do meu povo, farei o que eles [música] desejarem. O homem agora coroado levantou-se, abriu os braços diante da [música] multidão e exigiu: “Então, meu povo, dizei a esta assassina o que desejais.

” A resposta veio de imediato. Todas aquelas [música] pessoas demonstraram partilham a mesma opinião, agindo como um único mar de gente enfurecida. Tochas e ansinhos foram erguidos [música] no ar enquanto os gritos ecoavam pela praça. Executem-na. Levem a assassina paraa Forca pelo nosso rei. No meio daquela multidão ensandecida, apenas uma pessoa permanecia [música] em silêncio.

 Um homem misterioso e encapuçado não gritava, não demonstrava ódio e nem sequer parecia desejar a morte da jovem. O seu rosto permanecia oculto, mas os seus olhos [música] atentos acompanhavam cada pormenor da cena. Ele viu quando o sorriso de Carlos alargou-se ainda mais ao ouvir a gritaria. O rei riu-se então elevado e declarou com satisfação: “Que se faça a vontade do meu povo, Carrasco, ponha a corda ao pescoço da acusada”.

Castiel sorriu de volta, claramente entusiasmado, e respondeu com um prazer evidente. Finalmente, um pouco de diversão neste lugar. Eu estava doido por uma matança. Sem perder tempo, o capanga voltou a arrastar Diana em direção à forca. A jovem chorava, debatia-se [música] e implorava novamente com a voz a falhar.

Não, por favor, estão a cometer um erro gravíssimo. O laço da corda foi colocado à volta do pescoço de Diana e foi posicionada exatamente sobre o espaço que seria derrubado caso alguém puxasse a alavanca. O homem misterioso chegou a cogitar, [música] dar um passo em frente. O seu corpo se tensionou. pronto para agir.

 Porém, antes que pudesse fazer alguma coisa, uma nova voz ecoou pela praça. Um senhor de idade avançada [música] surgiu coxeando o mais rápido que conseguia, gritando em desespero: “Não executem a minha filha, por favor. Ela é inocente.” Era António, o pai de Diana, ofegante, arrastando a perna ferida. Ele se [música] aproximava-se do palanque, decidido a defender a filha.

 Diante da enorme injustiça que estava [música] sendo cometida, o carrasco, já com a mão firme sobre a alavanca, franziu o senho ao ver o velho aproximar-se e reclamou irritado. Ora, por que razão toda a gente nesta cidade quer atrapalhar o meu trabalho, hein? Carlos voltou a sentar-se no trono, demonstrando [música] total impaciência com a situação.

 Ele revirou os olhos e falou com desprezo para o velho Senhor: “O que está aqui a fazer, [música] homem? Não vê que estamos prestes a executar a sua filha? Isso vai acontecer, quer se queira [música] ou não. Então é melhor voltar para a sua casa para não ter de presenciar esta cena”. O rei Ma saboreava cada palavra do próprio discurso.

 O seu olhar passeava pela multidão [música] enquanto ele continuava com a voz carregada de crueldade. Haverá sangue, pois é isso que o povo quer. Por acaso tem estômago para ver o sangue derramado da sua filha na sua frente? Tomado pelo desespero, O António voltou [música] a implorar por misericórdia, sentindo o coração a despedaçar a cada segundo que passava.

Escuta, meu rei, precisas de me ouvir. A minha filha é inocente. Ela sempre foi uma menina muito boa que nunca faria algo deste tipo. Ela sempre ajudou os outros, sempre cuidou de mim, que sou um homem doente. Carlos, porém, [música] estava decidido a matá-la. Sem demonstrar qualquer compaixão. Ele apenas bradou com desprezo.

Não me interessa se ela cuidava de si, [música] homem. Não me interessa se ela já cuidou dos mais necessitados ou se era uma boa menina. Todas as provas [música] apontam para ela como culpada. Sem perder tempo, o rei continuou reforçando a acusação com frieza calculada. O meu irmão foi assassinado por envenenamento na comida.

 A sua filha era a cozinheira [música] do castelo e foi a última pessoa a tocar no alimento que o rei Henrique comeu. Diana, que tentava manter-se calma, sentiu o sangue subir à cabeça ao ouvir aquelas mentiras a serem repetidas diante de todos. Incapaz de se conter, ela gritou com revolta: “Não é verdade? Não fui a última a tocar na comida dele.

” A reação do rei foi imediata. A insolência da jovem deixou-o ainda mais irritado, fazendo-o ripostar com ódio. Eu já disse para fazer silêncio, [música] sua assassina. Você é que está sendo aqui julgada e eu decreto que Os assassinos não têm o direito de se defender. [música] Sem aguentar mais, António voltou a gritar, tomado pela dor e pela revolta.

A minha filha não é uma assassina. Completamente sem saída, o pobre senhor [música] desesperou perante a possibilidade de perder a filha por causa de uma injustiça tão cruel. Ele respirou fundo, reuniu toda a força que ainda [música] lhe restava e venceu a dor da perna magoada para correr em direção ao [música] palanque, tentando salvá-la.

Em poucos segundos, o António já subia às escadas do palanque. Por um breve instante, uma chama de esperança [música] acendeu-se no seu peito e ele pensou para si: “Eu vou conseguir. Eu vou salvar a minha filha de ser executada”. Mas assim [música] que superou o último degrau, deu de caras com Castiel. O Carrasco olhou-o com um sorriso de pura maldade [música] e declarou de forma odiosa: “Já chega.

 Estou cansado de ti e desta ladaainha estúpida. Aqui em cima só há lugar para a executada e para o carrasco. E essa é a minha função, [música] matar. Sem hesitar, Castiel avançou e deu [música] uma cabeçada violenta no pobre senhor. O impacto foi imediato. António perdeu o equilíbrio e rolou escadas abaixo, gritando [música] de dor e desespero.

Ai, a minha cabeça, alguém me ajuda, por favor? Socorro! Ao ver aquela cena, [música] Diana entrou em completo desespero e gritou com todas as forças: “Pai, parem, por favor! Podem-me executar se quiserem, mas por favor não magoem o meu pai. Ele é apenas um senhor ferido e não tem nada a ver com a morte do rei.

No meio da multidão, o homem misterioso [música] sentiu mais uma vez o impulso de agir para ajudar aquele senhor. O seu corpo enrijeceu, mas ele conteve o movimento ao pensar consigo mesmo. Não, preciso de esperar mais um pouco. Ainda não é o momento certo para agir. Ignorando completamente o pedido da jovem, [música] Castiel começou a descer os degraus do palanque, lentamente em direção a António, caído no chão.

 Em seu rosto permanecia o sorriso maldoso [música] e psicopático de sempre. Foi então que o rei Pilantra se ergueu novamente e ordenou com autoridade: “Basta, Castiel, deixa esse velho para lá. Ele não é uma ameaça para ninguém, a não ser para ele próprio. Volte para o seu posto e vamos acabar de uma vez com isso.

 Tempo de executar [música] a grande vilã desta história. O carrasco parou a meio do caminho, claramente incomodado por não poder finalizar [música] que estava prestes a fazer. Ele então falou para o António, ainda caído no chão: “Ando sempre com uma corda extra. Se continuar a interromper o meu trabalho, posso enforcá-lo também. E vou adorar fazer.

 Então deu meia volta e subiu novamente ao palanque. Colocou a mão na alavanca e lançou um olhar ao rei, aguardando o comando final. Enquanto isso, Diana olhou em redor, engoliu em seco e murmurou para si mesma, tentando encontrar alguma paz no meio do caos. O mundo não é justo, Diana. Mas você partirá sabendo que fez o que estava certo, que foi uma pessoa boa enquanto viveu.

 O homem misterioso no meio do público finalmente tomou a sua decisão. O olhar dele se firmou e o pensamento veio claro e definitivo. Chegou a hora. Vou salvar esta jovem. Carlos, o novo rei, confiante de que nada mais poderia impedir o desfecho, iniciou o discurso da [música] frase final, levantando a voz para que todos os ouvissem.

A todos os aqui presentes, peço que assistam atentamente a esta execução, pois esta assassina servirá de exemplo para todos vós [música] compreenderem qual é o destino inevitável para qualquer pessoa que atente contra a família real ou cometer crimes no meu reino. Com um sorriso de pura satisfação, ele deu então a ordem maldita.

Puxe a alavanca. Castiel assentiu lentamente com a cabeça e sorriu. Aquele era o momento que ele mais aguardara. O carrasco segurou a alavanca com a força de quem segurava a coisa mais importante da própria vida. Os seus músculos [música] tensionaram-se e começou a puxar. Foi nesse exato instante que a pessoa misteriosa atravessou a multidão, empurrando pessoas, colocando-se à frente de todos os e gritando com [música] toda a força dos pulmões: “Parem esta execução.

 Eu posso mudar tudo. Eu tenho uma prova que pode salvar esta mulher e desmascarar os verdadeiros vilões.” O caos instalou-se novamente. A multidão passou a gritar. praguejar e se revoltar contra aquele homem desconhecido. No meio da confusão, Carlos inclinou-se para a frente e perguntou com desprezo: “Ora, mas quem é você agora?” O homem misterioso [música] levou então as mãos ao capuz e retirou-o lentamente, revelando o seu rosto diante [música] de todos. era cristiano.

 Ele tinha sido o sem-abrigo aquele tempo todo, apenas esperando o momento certo para agir e acabar de vez com a farça do novo rei. Franzino, sujo e a coxear, Cristiano encarou o falso monarca com uma coragem que parecia maior do que ele próprio. Carlos arregalou os olhos indignado e perguntou em voz alta: “Você? Mas eu pensei que estivesse morto.

Cristiano ergueu o queixo, exibiu um sorriso cansado, mas firme, e respondeu, deixando a sua voz ecoar [música] pela praça. Eu estou muito bem vivo e sei o que pode acabar com o seu império de atrocidades. A multidão começou a murmurar, tomada pela confusão. Coxichos espalharam-se como fogo.

 O rei Carlos riu de forma nervosa, tentando forçar uma segurança [música] que já não possuía. Ora, faça-me um favor. Não vê que o povo já sabe quem deve ser punido? Que grande prova é essa que pode ter de mudaria a opinião de todos desta forma? Cristiano não respondeu. Ele não precisava. apenas voltou o olhar para o multidão [música] e sorriu levemente.

As pessoas entreolharam-se ainda mais confusas. Foi então que algo inesperado aconteceu entre o povo. [música] Um movimento estranho se formou. Um corredor começou a abrir-se sozinho, com as pessoas a afastarem-se [música] instintivamente. Do meio daquele espaço, surgiu um outro homem encapuçado, caminhando [música] em segurança, com passos firmes e silenciosos.

O coração de Carlos quase saltou pela boca. O falso rei recuou alguns passos, sentindo o chão desaparecer por baixo. [música] O homem encapuçado subiu calmamente no palanque e parou junto de Cristiano. A praça inteira parecia ter deixado de [música] respirar. Assim, com uma estranha tranquilidade, levou a mão ao capuz e retirou-o.

 A revelação foi imediata e devastadora. Aquele homem era nada mais nada menos que o O próprio rei Henrique, em carne e osso, completamente vivo e melhor do que nunca. A multidão reagiu em choque. Algumas pessoas choraram, outras caíram de joelhos, [música] agradecendo aos céus pelo regresso do verdadeiro rei. Henrique declarou então com a voz firme e inabalável: “Eu sou a prova, irmão, a prova de que tentaste governar este reino [música] com mentiras e farças”.

A praça explodiu em ovações e gritos ensurdecedores. O Carlos permaneceu [música] imóvel, com a boca aberta, incapaz de dizer qualquer coisa. [música] Henrique encarou-o com um misto de desgosto e triunfo e falou com absoluta firmeza: “Surpreendido, Carlos. Achaste mesmo que eu morreria tão facilmente? Guerras e crises [música] não me mataram.

 Não seria você a conseguir?” A sua voz ecoou por toda a praça como um sino de guerra. Porém, para compreender esta reviravolta e a vingança do rei, é necessário voltar ao passado. No momento em que o rei se encontrava nos seus aposentos. Lembrando a partir do momento em que Castiel alcançou o Cristiano diante da porta do quarto do rei, com a mão já na maçaneta, a verdade veio à tona.

 O sem-abrigo não estava tentando entrar no quarto. Na realidade, já tinha entrado e estava [música] saindo quando foi capturado. Cristiano tinha conseguido entrar no quarto do rei e contado absolutamente tudo o que sabia, falando com urgência e respeito. Meu rei, peço perdão pela invasão de privacidade, mas tenho algo muito grave para lhe contar.

 O seu irmão Carlos está de conuio com a esposa e o carrasco para o assassinar e colocar a culpa na nova cozinheira. O rei Henrique IV levantou-se da cama com dificuldade, tomado por uma fúria contida, e bradou com os olhos a arder de determinação. Eu sabia que havia algo de errado com o meu irmão.

 Ele não costuma ser tão prestável, pois se ele acha que se irá livrar de mim, está muito enganado. Eu tenho um plano para o desmascarar na frente de todos. De volta ao momento da execução em praça pública, já sobre o palanque, o verdadeiro rei continuou o seu discurso [música] encarando diretamente o irmão Pilantra diante de todo o povo reunido.

E tudo correu exatamente como planeado. No dia do envenenamento, quando fui levado para fora do salão de jantar, eu não estava morto. Eu já tinha combinado com os meus fiéis servos para me tirarem dali. o mais rápido [música] possível. Henrique sorriu de canto ao recordar de cada detalhe e continuou a explicar [música] com voz firme.

Assim que ficamos longe dos seus olhos, levantei-me, fui até à casa de banho e vomitei toda a sopa envenenada. E o meu velório, é claro que foi encenação. Tudo para o expor para o povo que sempre confiou em mim e que nunca poderia [música] ser enganado. Antes que Carlos pudesse reagir, O Cristiano deu [música] um passo à frente, apontou diretamente para Diana e declarou alto e bom som: “E esta mulher nunca tocou no veneno.

Ela é inocente.” As vozes do povo começaram a crescer, misturando [música] gritos de indignação e choque perante a injustiça que tinham presenciado. Então, ao fim de toda a revelação, o verdadeiro rei daquele povo declarou com autoridade absoluta: “Hoje, meu irmão, és tu que serás julgado”. Os rostos de Carlos, de Isabel e do Carrasco ficaram [música] pálidos, cinzentos, tomados pelo desespero, enquanto a multidão rugia, clamando [música] por justiça.

 Por alguns longos instantes, o falso rei permaneceu imóvel, com [música] o olhar perdido entre o irmão que julgava morto e o povo que agora o encarava [música] como um monstro exposto à luz. Henrique IV voltou a declarar com a voz ecuando pela praça: “Rende-te, Carlos, é tarde demais para esconder-se.” Aquelas palavras atravessaram a multidão [música] e atingiram em cheio o orgulho do irmão traidor. Carlos estremeceu.

 Ainda assim, a rendição não fazia parte dos seus planos. A raiva, o desespero e a humilhação transformaram-se em uma [música] última explosão de fúria. Então o falso rei virou-se para o carrasco e gritou com ódio: “Enforquem esta mulher agora mesmo!” Toda a praça reagiu com protestos. Diana, ainda com o laço da forca ao redor do pescoço, conteve a respiração.

O Cristiano [música] deu um passo à frente, pronto para a proteger com o próprio corpo, se fosse necessário. Castiel, porém, abanou a cabeça, recusando-se a obedecer à ordem do falso rei, e falou com [música] a voz trémula: “Meu Senhor, não vê que não há saída para nós? Eles vão matar-me se eu fizer isso.

 Eu posso ser um excelente executor, matador e servo, mas tenho medo da morte como qualquer pessoa. Carlos arregalou os olhos, tomado por um ódio venenoso, [música] e respondeu aos gritos: “Ai é? Então, puxe a maldita alavanca ou eu próprio te mato. Sem pensar duas vezes, o falso rei arrancou o arco e a flecha das mãos de um dos guerreiros ao lado e apontou diretamente para o carrasco.

 Assustado, Castiel recuou um passo. Estava pálido, sem ter para onde fugir. Ali, pressionado pela ponta da flecha, ele fez exatamente o que o Carlos queria. Puxou a alavanca. O mundo pareceu parar. O pior ainda estava para acontecer, [música] mesmo depois de todos os esforços de Henrique, do Cristiano [música] e do Senr.

 António, ainda que todas as forças do bem tivessem tentado impedir, aquele momento tinha chegado. Com o puxar da alavanca, Diana despenhou-se aos gritos. Ah! Neste momento, algo inesperado aconteceu. [música] Quando o pescoço da jovem foi forçado contra o laço da forca, a corda simplesmente se desfez no ar como poeira. O objeto que deveria selar a sua sentença de morte dissolveu-se [música] como fios antigos que se partiram com um único esticar, sem provocar qualquer ferimento.

 Diana caiu no chão de joelhos, viva, intacta, livre. O rei Henrique sorriu, pois já sabia que que aquilo iria acontecer, e brincou com ironia contida. Não nasceu mesmo para ser rei, Carlos? O monarca cruzou os braços e continuou a sua explicação [música] perante de todos. Achou mesmo que eu não ia pensar nisso? Eu nunca arriscaria a vida da Diana pelo meu plano.

 Por isso, pedi que trocassem a corda por uma falsa que se desfizesse quando esticada. Tudo pela segurança da minha nova dama de honor. A multidão explodiu de alegria. Aplausos, gritos e lágrimas tomaram a praça, enquanto o nome de Diana e do verdadeiro rei ecoava por todos os cantos. Foi então que a realidade finalmente atingiu Carlos com toda a força.

 O falso rei sentiu o chão desaparecer [música] sob os seus pés. Carlos segurou a mão da mulher cúmplice e tentou recuar, tropeçando nas próprias pernas, tomado pelo desespero. [música] Porém, já não adiantava fugir. Dois servos leais do reino avançaram [música] imediatamente, um de cada lado, segurando Carlos e Isabel com firmeza pelos braços.

 O casal de Pilantras [música] começou a espernear e a chorar de forma histérica. O falso rei, [música] em particular, gritava tentando safar-se da punição inevitável. Deixem-me, eu tenho sangue real. Vocês não me podem tocar. Soltem-me os seus vermes. Entretanto, Castiel, o Carrasco, completamente derrotado e finalmente exposto, [música] caiu de joelhos no chão.

 Ele não teve sequer coragem de reagir. O verdadeiro rei, [música] Henrique IV, ergueu a mão de forma imponente. Em resposta, toda a praça se calou-se imediatamente, em absoluto respeito. Quando o silêncio tomou conta do local, o monarca declarou com firmeza: “Tens coragem para matar [música] o próprio irmão, mas até você tem medo do poder do povo, pois chegou a altura de você lidar com esse poder.

 O povo decidirá [música] qual é o destino de vocês.” Sem hesitar, o povo respondeu em uníssono, como se fosse uma só voz e uma única mente. Exílio. nas terras distantes. Henrique assentiu lentamente e proclamou a sentença final. A voz do povo é a voz de Deus. Tu, meu irmão, a tua esposa e o carrasco estão condenados ao exílio nas terras distantes, onde nada cresce, nenhum animal sobrevive e o frio é traiçoeiro.

A sentença estava dada. Restou aos vilões apenas imploram por misericórdia, tomados pelo pânico. Não, exílio, não. Eu prefiro a morte. Por favor, levem-me para a forca. Mas já não eram mais ouvidos e ninguém nunca mais os ouviria. Os servos do rei arrastaram os vilões para longe da praça em direção às terras distantes.

Não havia mais nada que pudessem fazer para mudar aquele [música] destino cruel. Henrique voltou-se então para Diana. A jovem estava com os olhos marejados e as mãos [música] trémulas quando falou, com a voz carregada de emoção. Majestade, nem sei como agradecer. O verdadeiro rei sorriu com amabilidade e apontou para Cristiano, declarando perante todos: [música] “Agradeça naquele homem, pois ele é o verdadeiro herói”.

 Sem pensar duas vezes, Diana correu para junto de Cristiano e abraçou-o com força. O jovem sem-abrigo sorriu envergonhado, mas retribuiu o abraço. Henrique ajudou o Senr. António [música] a reerguer-se e a juntar-se ao abraço da filha com o herói improvável. Observando aquela cena, [música] o rei sorriu com satisfação e declarou em voz alta: “Declaro feriado oficial por toda a extensão das minhas terras, pois hoje o reino reconhece o seu verdadeiro herói.

” Assim, no final daquela história, a justiça tinha sido feita. Os bons conseguiram realizar os seus sonhos. Henrique IV regressou ao trono como o verdadeiro rei, sendo adorado nas suas ações [música] pelos súbditos, que confiavam plenamente nas suas decisões, especialmente depois de contratar os jovens Diana [música] e Cristiano como conselheiros reais.

 O reino prosperou como nunca, unindo a experiência de um rei sábio com a força de vontade de jovens bondosos. E não foi apenas o reino que prosperou. O amor também floresceu dentro do castelo. Diana e Cristiano aproximaram-se, apaixonaram-se e casaram-se em uma linda cerimônia financiada pelo próprio rei. Henrique acolheu também o jovem casal e o senor António, oferecendo ao pai da cozinheira o melhor tratamento de saúde de todo o reino.

 Os únicos que não saíram a ganhar nesta história foram os vilões. O príncipe maldoso, a esposa Mejera e o Carrasco psicótico foram expulsos aos pontapés do reino e lançados à pobreza e [música] à fome nas terras distantes. Comente a verdade aparece-me sempre saber que chegaste [música] até ao final dessa história e marcar o seu comentário com um coração lindo.

 E assim como a história da jovem Diana, tenho outra muito [música] mais emocionante para te contar. Basta clicar no vídeo que está a aparecer agora no seu ecrã, que eu conto-te tudo. Um grande beijinho e até à próxima história [música] emocionante.