Durante AUTÓPSIA de FREIRA, Médico nota MARCA ESTRANHA no corpo e se ASSUSTA ao descobrir o que é!

A meio da autópsia de uma freira, médico legista nota um pormenor muito estranho no corpo. Uma tatuagem com um recado sinistro nas suas costas. Não faça a autópsia, por favor. Espere 2 horas. Minutos depois, quando o necrotério é invadido e o corpo da freira desaparece misteriosamente, o médico entra em pânico ao aperceber-se do que realmente estava a acontecer.
Mas o que é isto aqui? Isto é uma tatuagem. O que é aquilo no corpo dela, Dr. Afonso? perguntou o Camilo, dando passos apressados para trás, como se algo o tivesse empurrado. Os seus olhos estavam fixos no corpo imóvel, sobre a maca metálica, e o tom da sua voz tremia de incerteza. Do outro lado da sala fria, rodeada de azulejos brancos e instrumentos cirúrgicos, o médico médico legista mais experiente ali presente, o O médico legista Dr.
Fonseca, que acabara de abrir um armário à procura de bisturis e pinças, voltou-se com a expressão franzida. “Como assim, tatuagem? O que viste, Dr. Camilo?”, perguntou claramente intrigado, enquanto se aproximava com passos lentos. Estendido sobre a maca de aço inoxidável, repousava algo que não se via todos os dias naquele necrotério, o corpo de uma freira.
Ela ainda usava o hábito preto, bem ajustado ao corpo jovem e delicado. O rosto, pálido e angelical, parecia mais o de alguém que dormia profundamente do que o de alguém sem vida, mas ela estava morta e não havia explicação clara para o seu falecimento. Camilo, o médico legista mais novo dos dois, permaneceu calado durante alguns segundos.
esperou que o colega se aproximasse, tentando encontrar as palavras certas para o que acabara de ver. “Viste uma tatuagem nela, Camilo? É isso?”, repetiu o médico legista mais velho, tentando perceber o que tanto incomodava o parceiro. Eu estava a dar uma olhada e notei um vão no hábito dela. Parece parece ter uma tatuagem nas costas.
Não sei ao certo”, respondeu ele, ainda visivelmente perturbado. Fonseca, com a calma de quem já tinha muitos anos naquela função, cruzou os braços e refletiu. Pode ser apenas a sua impressão, ou talvez seja mesmo uma tatuagem”, disse, fazendo uma breve pausa antes de continuar. “Nem todos seguem o caminho da fé desde jovem.
Por vezes a pessoa vive o mundo, se marca. E só depois se entrega à vida religiosa. Pode ser uma recordação do passado, nada de mais. Camilo respirou fundo, olhou para o colega e perguntou algo que talvez estivesse a remoer por dentro desde o início desse turno. Em todos estes anos aqui, já fez autópsia a uma freira? Fonseca, que já tinha mais de uma década de trabalho naquele necrotério, ergueu as sobrancelhas.
Para ser sincero, nunca, nem em sonho. Fiquei surpreendido quando o delegado mandou o corpo para aqui. Sabe, quando tem autópsia é porque há suspeita de crime e um assassinato num convento. Isso soa quase absurdo. Surreal ou não? disse Camilo com um tom mais grave. Estamos perante uma freira e confesso que ainda estou bem intrigado com essa tal tatuagem.
Fonseca assentiu com a cabeça. Parecia compreender a inquietação do colega. Começaram então a preparar-se para o procedimento. Mas antes que pudessem dar início à autópsia, um vento gelado invadiu a sala abruptamente, fazendo com que o janela escancarar-se com um estrondo. Os papéis sobre a mesa voavam, instrumentos tilintaram. Camilo estremeceu.
O seu corpo reagiu com um arrepio intenso. Ele virou-se imediatamente para o corpo sobre a maca e depois, com um nó na garganta, perguntou: “Achas mesmo que deveríamos fazer isso, doutor? Mexer, mexer com uma freira, com alguém tão sagrado?” Fonseca não respondeu de imediato, apenas soltou um longo suspiro. Seus olhos estavam fixos no corpo da religiosa e também sentia o mesmo arrepio.
Algo no ambiente tinha mudado, mas mesmo assim falou com firmeza. Ess é o nosso trabalho, Camilo. Seja quem for, precisamos de encontrar respostas. Precisamos de saber a causa da morte. Fez uma pausa e completou. Por vezes a vida coloca-nos diante de coisas que parecem erradas, mas que são necessárias. O jovem médico, ainda hesitante, assentiu com a cabeça.
Os dois respiraram fundo. O veterano tomou então a frente. Vamos continuar. Onde é que disse que viu algo? Nas costas? Respondeu o Camilo. Pelo vão do hábito. Tem ali qualquer coisa. Parece. Fonseca aproximou-se da maca e examinou com atenção. Deixa-me ver. Aproximando-se, inclinou-se sobre o corpo.
De facto, no tecido do hábito preto, havia um pequeno rasgão e por ele era possível ver um pedaço de pele. E ali algo de estranho, um traço escuro, pequeno, mas visível. O médico legista depois olhou para Camilo. Os dois trocaram um breve olhar de confirmação. Era o suficiente. Ajuda-me a virar ela! Pediu Fonseca.
Com cuidado e respeito, os dois médicos rodaram o corpo da freira, posicionando-a de barriga para baixo sobre o maca gelada. Antes de começar, Fonseca fechou os olhos por um instante, respirou fundo e murmurou uma prece. pediu perdão a Deus, pois mesmo sendo o seu ofício, meter-se com alguém consagrado daquela forma fazia-o sentir um peso no peito.
“Dá-me uma tesoura”, pediu ele. Camilo estendeu o instrumento e Fonseca começou a cortar cuidadosamente a parte traseira do hábito, mas bastou alguns centímetros para que os seus olhos se arregalassem. O que ali viu não era uma simples tatuagem, era uma inscrição, algo escrito. “Tem mesmo alguma coisa?”, murmurou Fonseca entre o choque e a curiosidade.
“Eu disse, há ali alguma coisa, alguma coisa escrita?”, exclamou Camilo, aproximando-se ainda mais. Movido por uma ânsia urgente de entender, Fonseca acelerou os movimentos, revelando por completo as costas da freira. E depois, como se o tempo tivesse parado, os dois médicos congelaram.
Os olhos de ambos ficaram arregalados, os rostos pálidos. As palavras lhes faltaram por um instante. Nenhum deles ousava pestanejar. O silêncio tomou conta da sala, como se o próprio necrotério tivesse sustido a respiração juntamente com eles. É isso mesmo que estou a ler, doutor. Eu não estou a imaginar coisas. Estou, perguntou Camilo, a voz embargada de medo.
Fonseca, ainda com a tesoura na mão, agora trémulas, respondeu sem tirar os olhos da inscrição. Se está a imaginar qualquer coisa, então eu também estou. como se precisasse de ter a certeza do que via, como se os olhos não fossem suficientes. O experiente Dr. Fonseca estendeu a mão trémula e passou delicadamente o dedo indicador sobre o escrita.
Os seus lábios se moveram lentamente, enquanto lia, em voz baixa, as palavras marcadas nas costas da jovem freira. Não façam autópsia ao meu corpo, por favor. Aguarde duas horas. O que precisam está no bolso do meu hábito. O silêncio que se seguiu foi quase tão perturbador como a mensagem. Fonseca, ainda inclinado sobre o corpo, permaneceu estático durante alguns segundos, como se estivesse a tentar processar aquilo.
Era absurdo, inexplicável, inédito. Camilo, tomado por uma inquietação quase juvenil, não esperou por mais orientações. Deu alguns passos à frente, curvando-se diante da freira. passou rapidamente os olhos pela lateral do hábito preto até identificar dois bolsos discretos costurados no tecido. No primeiro, nada. Mas ao enfiar os dedos no segundo, sentiu algo.
Seus olhos se arregalaram. Dr. Fonseca, há aqui qualquer coisa. Parece pequeno. Parece um. Ele puxou o objeto devagar e depois completou a frase com a voz embargada de espanto. Um pen drive. Foi como se o tempo congelasse por um momento. Camilo ficou imóvel com o pequeno dispositivo USB nas mãos, enquanto Fonseca se aproximava lentamente.
O mais velho pegou no objeto e rodou-o entre os dedos. Era de plástico preto, comum, aparentemente inofensivo, mas a sensação que o envolvia era tudo menos tranquilizadora. “O que será que está aqui dentro?”, perguntou o Camilo, agora com a voz mais firme. Apesar do nervosismo visível. Fonseca analisou o pen drive por mais alguns segundos, depois levantou os olhos para o colega.
Se aquela mensagem é verdadeira, se foi mesmo ela que deixou isso, então este Pendrive pode ter alguma prova, alguma resposta sobre o que se passou com esta freira. Fez uma breve pausa e continuou. É estranho a polícia não ter encontrado isso. Talvez não tenham examinado com cuidados, mas agora que está nas nossas mãos, vamos descobrir juntos o que aconteceu.
Com a pen drive nas mãos, Fonseca caminhou rapidamente até à sala ao lado. O Camilo veio logo atrás, com o coração batendo mais forte a cada passo. Sentaram-se em frente ao computador, ligaram o equipamento e aguardaram em silêncio enquanto o sistema operativo carregava. A tensão no ar era quase insuportável.
O silêncio entre eles era pesado, quebrado apenas pelo zumbido do ventilador do computador e pelo clique nervoso dos dedos de Camilo sobre a mesa. Quando finalmente o sistema abriu, Fonseca inseriu a pen drive e esperou. A ecrã piscou. Em segundos, apareceu uma única pasta. Camilo apontou para o monitor. É, é um vídeo.
Tem um ficheiro de vídeo ali. Fonseca confirmou com um ligeiro aceno de cabeça. Os seus olhos estavam fixos na tela. Está pronto? Perguntou ele. Sim, pode abrir, respondeu o Camilo, quase sem respirar. O médico legista experiente clicou no ficheiro, a imagem carregou e o que viram a seguir fez o estômago de ambos revirar. No vídeo aparecia a mesma freira.
O seu rosto estava abatido, pálido e os olhos cheios de medo. Estava sentada à beira de uma cama num quarto simples, com uma cruz na parede e uma janela ao fundo. Era noite. A luz era fraca, mas suficiente para ver a sua expressão de aflição. Se está a ver este vídeo, é porque o meu corpo está num necrotério pronto para ser submetido a uma autópsia.
Ou talvez tive um destino ainda pior”, dizia ela com a respiração ofegante. Eu não tenho muito tempo. E depois, como se o destino quisesse confirmar isso, batidas fortes ecoaram à porta do quarto. A freira olhou desesperada para o lado. Não confiem na madre superior a Úrsula. Ela não é quem todos pensam. Não confiem nela, por amor de Deus.
Antes que pudesse continuar, o vídeo foi abruptamente encerrado. Camilo levou as mãos à cabeça, os seus olhos arregalaram-se e ele murmurou: “Foi a madre? A madre fez-lhe isso. Fonseca engoliu em seco. Estava visivelmente abalado. Eu não sei, mas a polícia precisa de ver isso imediatamente.
De alguma forma, a madre do convento está envolvida, esta é claro. Ambos assistiram novamente ao vídeo, procuravam pormenores, qualquer pista adicional. Repararam que o vídeo tinha sido gravado pela webcam de um computador portátil. A iluminação fraca dificultava a análise do ambiente, mas não havia dúvidas. Era o mesmo rosto, a mesma mulher deitada naquele momento na fria maca da sala ao lado.
Tentaram identificar sombras, reflexos, qualquer indício de que alguém mais estivesse no quarto. Mas não havia nada, apenas a voz desesperada da freira e as pancadas na porta. estavam assistindo pela terceira vez, atentos, concentrados, quando foram interrompidos. Um som repentino fê-los estremecer, batidas, mas desta vez não vinham do vídeo.
“Ouviste isso?”, perguntou Camilo, virando-se para trás. Fonseca levantou-se da cadeira, com os olhos fixos na porta que dava para o corredor da morgue. As batidas continuavam. Três toques secos, insistentes, uma pausa e mais três toques. Fica aqui, vê se descobres mais alguma coisa. Eu vou atender”, disse Fonseca enquanto caminhava com passos rápidos em direção à porta.
O corredor estava mergulhado na penumbra, com as luzes frias a piscar ocasionalmente. As batidas insistiam e um calafrio percorreu a espinha do médico. Já vai. gritou, a voz rouca, tentando parecer firme. Ao aproximar-se da porta principal da morgue, esticou a mão e rodou a maçaneta devagar.
Quando a abriu, o impacto quase derrubou-o para trás. Ali, de pé, envolta por um véu branco, com o rosto sereno e um sorriso doce nos lábios, estava uma senhora de expressão gentil. Usava um hábito escuro, impecavelmente alinhado. Um crucifixo pendia do pescoço. Fonseca demorou um segundo para reconhecê-la. Era a madre superior à Úrsula.
Durante alguns segundos, Fonseca simplesmente paralisou. Era como se o tempo à sua volta tivesse desacelerado. A religiosa diante dele, parada à porta do necrotério, sorria com a sua avidade. O rosto era sereno, o olhar fixo e penetrante. Madre, o que faz aqui? Gaguejou ele, ainda tentando acreditar no que via. A senhora, com aproximadamente 60 anos, manteve o sorriso calmo e respondeu com uma voz doce, quase melodiosa.
Boa noite, meu filho. Sei que tem uma de nós consigo, a irmã Gabriela. Aquele nome ecuou na mente do médico. Gabriela. Pensou por um instante, ligando o nome ao corpo da freira, que ainda estava estendido sobre a maca metálica no interior da sala gelada. Sim, o corpo está aqui. Eu, sinto muito pela sua perda”, disse com uma expressão pesarosa.
A madre suspirou, o peito erguendo-se ligeiramente sob o hábito escuro. Está a ser muito difícil. A Gabriela era uma jovem cheia de vida, com um espírito tão puro, vai fazer uma grande falta no convento. Fonseca apenas assentiu com a cabeça. Internamente ainda se perguntava o que ela estava ali a fazer tão tarde da noite.
A visita era no mínimo, inusitada. A madre prosseguiu então com um olhar mais atento. A autópsia já fizeram? O médico estranhou o tom direto daquela pergunta. mas respondeu com sinceridade. Vamos dar início ao procedimento em alguns minutos. Por quê? A madre relaxou os ombros, demonstrando um certo alívio. Um novo sorriso se formou no seu rosto, ainda mais largo que o anterior.
Sabes o que é, meu filho? Eu estava em outra parte da cidade quando tudo aconteceu. Fui fazer umas compras para o convento. Infelizmente não tive a oportunidade de me despedir da irmã Gabriela. Ela fez uma breve pausa e depois pediu. Gostaria de saber se é possível vê-la uma última vez. No instante em que Fonseca encarou novamente os olhos da madre, sentiu algo estranho.
Um arrepio súbito percorreu todo o seu corpo, desde a nuca até à espinha. Era um arrepio diferente, um sinal. Apesar de ser um homem de ciência, Fonseca também transportava uma fé discreta. acreditava em Deus, fazia as suas preces silenciosas nos corredores do necrotério e também rezava para que as almas do que lá chegavam encontrassem o reino de Deus.
Ele já tinha estado na presença daquela madre outras vezes, sempre a considerou uma figura de paz. Mas agora, agora havia algo de diferente, algo desconfortável, algo errado. Foi nesse instante que tudo à sua volta pareceu apagar-se. A realidade se dissolveu-se por momentos e Fonseca viu, como numa visão, um quarto simples, com paredes claras e uma pequena cruz sobre a cama.
No centro da cena, Gabriela, a freira falecida, surgiu caminhando lentamente até ele. Ela pousou as mãos sobre os seus ombros, fitando-o nos olhos, e sussurrou com angústia: “Não confie na madre superiora, por favor, não confie nela.” Num pescar de olhos, a visão desapareceu. Ele estava de volta à entrada da morgue diante da madre, que o observava com o mesmo sorriso sereno.
Meu filho! Chamou-a, tentando trazê-lo de volta do trans. Fonseca abanou a cabeça ligeiramente e piscou, tentando se recompor. O calafrio voltou intenso e mesmo que tudo parecesse normal aos olhos de quem visse de fora, uma voz ecoava dentro da sua mente. Não confie na madre. Não confie na madre. Respirando fundo, o médico endireitou-se e respondeu: “Desculpe, madre, mas só as pessoas autorizadas podem entrar na sala de autópsia. É um protocolo muito sério.
Lamento, mas não vou poder permitir que a senhora veja agora o corpo. A Úrsula, ainda com o sorriso nos lábios, inclinou ligeiramente a cabeça. Mas meu filho, eu preciso de me despedir da irmã Gabriela. Preciso de fazer uma última oração para que ela parta com Deus. Ela falava com ternura, quase implorando, mas Fonseca não conseguia afastar o desconforto que sentia.
O coração batia mais rápido. Cada palavra da madre parecia vir com um peso escondido, como se houvesse algo não dito atrás daquele pedido. Madre, peço desculpa, mas realmente não posso permitir. São regras. Se eu desrespeitar isso, posso perder o meu emprego. A mulher deu um passo em frente com a voz mais baixa, carregada de súplica.
Por favor, ninguém precisa de saber. Só uma última oração. Fonseca abanou a cabeça. Eu não posso mesmo. Sei que a senhora vai conseguir rezar pela alma desta jovem no velório. Tenho a certeza que Deus vai ouvir as suas preces. Foi então que viu por uma fracção de segundo, a expressão da madre alterou-se subtilmente.
Os seus olhos pareceram escurecer e o sorriso desapareceu por um breve instante. Fonseca não sabia dizer se imaginou aquilo ou se realmente viu o rosto dela se transformar, mesmo que por um segundo. Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, um grito cortou o ar vindo do interior do necrotério. Doutor Fonseca. Dr.
Fonseca, corra aqui, anda, é urgente. A voz era de Camilo e o tom de desespero era impossível de ignorar. Fonseca olhou rapidamente para a madre. “Desculpe, preciso de ir”, disse, virando-se e fechando a porta atrás de si à pressa, partindo em disparada em direção ao chamamento do colega. Mas não reparou num pormenor. A madre, com movimentos rápidos, havia colocado o pé sob a porta antes de esta se fechasse por completo.
Sem esforço, empurrou a entrada para trás e entrou discretamente no necrotério. Seus passos, suaves, quase silenciosos, atravessaram o corredor. Fonseca, mais à frente corria pelos corredores frios, atento apenas aos gritos de Camilo, que não cessavam. Doutor, por amor de Deus, venha depressa. Precisa de ver isso.
O médico correu com o coração acelerado e a mente fervilhando de perguntas, mas mal sabia ele que a madre também estava ali poucos passos atrás. Observando tudo, Fonseca continuou a correr o mais rápido que pôde. As suas passadas ecoavam pelos corredores frios e silenciosos do necrotério. Quando virou o último canto, deu de caras com Camilo.
O jovem médico estava parado à porta da sala de autópsia, os olhos arregalados, suando em bicas, com o rosto pálido e uma expressão que roçava o pânico. Fonseca parou em frente a ele, ainda ofegante pela corrida, e perguntou: “O que é, Camilo? O que é que aconteceu que deixou-te assim?” Camilo mal conseguia falar.
Respirou fundo, tentando controlar o tremor nas mãos e respondeu: “O senhor precisa de ver com os próprios olhos. Vem.” Sem dizer mais nada, Camilo moveu-se para o lado, abrindo espaço para que Fonseca passasse. O médico mais experiente deu um passo hesitante, sentindo um arrepio a percorrer a espinha. Algo no olhar do jovem dizia que o que o esperava ali dentro não era nada comum.
Fonseca aproximou-se lentamente da entrada da sala, com o coração a bater acelerado. Quando finalmente chegou à porta aberta e olhou para dentro, levou a mão à boca em choque. “Onde está? Onde está ela?”, perguntou a voz saindo num sussurro angustiado. Camilo virou o rosto para ele, confirmando com um ligeiro movimento de cabeça.
“É por isso que eu estou assim, Doutor Fonseca. O corpo da freira, o corpo dela desapareceu. Desapareceu sem deixar rasto. Antes que Fonseca pudesse reagir, outro voz ecuou atrás deles. Uma voz feminina, firme e repentina. O quê? Como assim o corpo da irmã A Gabriela desapareceu? Ambos se viraram ao mesmo tempo.
Era a madre. Úrsula tinha entrado sorrateiramente no necrotério sem que ninguém a visse e agora fitava-os com um olhar carregado de tensão. “Não, isso não pode acontecer”, murmurou ela, atravessando a porta lentamente. “Como se perde um corpo na morgue, a não ser que Não, não pode ser”. Fonseca deu um passo em frente, a voz mais firme.
Eu disse que a senhora não podia entrar. Mas a madre não respondeu. Ignorou completamente a repreensão. Continuou caminhando, com os olhos fixos na sala agora vazia, até parar alguns passos à frente. Depois, murmurou uma única palavra com os dentes cerrados. maldita. O som daquela palavra, vinda da boca de uma mulher que sempre se mostrou pacífica e devota, causou calafrios imediatos nos dois médicos.
Era como se algo invisível tivesse gelado o ar ali dentro. Estava claro, aquela senhora escondia algo, mas para compreender o que realmente estava a acontecer, saber por o corpo da irmã Gabriela tinha desaparecido, porque ela tinha deixado uma gravação a pedir que não confiassem na madre. Era preciso voltar no tempo.
Mais cedo, nessa mesma semana, numa noite aparentemente comum, no convento de Santa Bárbara, a jovem freira Gabriela finalizava as suas tarefas na cozinha. Como de costume, tinha preparado alguns bolos para o café da manhã do dia seguinte. Era uma das coisas que mais gostava de fazer, cuidar das irmãs com pequenas delicadezas. Antes de ir para o seu quarto, cortou um pedaço ainda quente de bolo, pegou num copo de sumo e seguiu em direção à sala da madre superior àsula.
Admirava aquela mulher profundamente. Via nela um exemplo de fé e dedicação. Chegando à porta, bateu duas vezes. Lá de dentro veio a resposta calma e familiar. Entre. A Gabriela abriu a porta com delicadeza. tinha um sorriso no rosto e um brilho nos olhos. Com licença, madre Úrsula. Trouxe um pedacinho de bolo e um copo de sumo para a senhora. Um lanche antes de dormir.
O bolo está quentinho, como a senhora gosta. Disse enquanto se dirigia para a mesa e colocava o prato e o copo. Úrsula sorriu. Ah, Gabriela, és mesmo perfeita, irmã, mas vai acabar por me deixar gorda desse jeito. Falou com bom humor, soltando uma gargalhada leve enquanto já levava o garfo à boca para provar. Fico feliz que tenha gostado, madre.
respondeu Gabriela com sinceridade. É o mínimo que posso fazer. A senhora faz tanto por nós. É um prazer servir a senhora e servir a Deus. Após uma breve troca de palavras, o jovem freira despediu-se e deixou a sala. Seguiu em direção ao seu quarto com passos serenos, sentou-se no seu cama e abriu o livro.
Fazia parte da sua rotina ler um pouco antes de dormir. Leu durante alguns minutos, já com as pálpebras pesadas de sono. Quando sentiu que o cansaço começava a vencer, fechou o livro, fez uma breve oração e deitou-se, sorrindo, sentindo-se em paz por ter feito mais um dia de boas ações. Estava quase adormecendo quando um som repentino fê-la saltar para a cama.
um ruído agudo, como um grito abafado. Assustada, levou a mão ao peito. O que foi? Murmurou, tentando perceber se aquilo tinha mesmo acontecido ou se estava apenas sonhando. Tentou afastar o pensamento. Devo ter imaginado. Talvez tenha sido apenas um sonho. Deitou-se novamente, ajeitando o almofada, tentando convencer a si mesma de que não havia qualquer perigo.
Mas a inquietação crescia. Os seus pés começaram a mover-se nervosamente e a sua mente não conseguia acalmar-se. E se foi mesmo um grito? E se alguma das irmãs está a precisar de ajuda? Tomada pela dúvida, levantou-se da cama, abriu a porta do quarto com cuidado. O corredor estava escuro, nenhuma luz acesa, tudo em silêncio.
As outras freiras provavelmente já dormiam. Pois, deve ter sido só coisa da minha cabeça, murmurou, pronta para regressar. Mas então o estômago roncou. Ela sorriu sozinha. Já que estou de pé, vou aproveitar e fazer um lanchinho. Começou a caminhar pelo corredor em direção ao refeitório. Estava tudo quieto, até que ao dobrar um canto, parou de súbito.
A cozinha estava iluminada. Alguém estava lá. Mas antes de continuar, já clique no botão de gostei, subscreva o canal e ative o sininho das notificações. Só assim o O YouTube avisa-o sempre que sair um novo vídeo no canal. Agora diga-me: você é a favor ou contra a autópsia? Acredita que deve realmente mexer em alguém que já faleceu para descobrir a causa da morte? ou independentemente da forma como a pessoa se foi, ela deve apenas ser velada.
Me conta nos comentários. Aproveita e me fala de que cidade está a assistir este vídeo, que vou marcar o seu comentário com um coração lindo. Agora, voltando à nossa história, Gabriela permaneceu parada no corredor durante alguns segundos, observando as luzes acesas do cozinha lá à frente. Franziu o senho e murmurou baixinho para si.
Mas quem será que está lá? As freiras não tinham o costume de circular pelo convento durante a madrugada. Após as orações finais, cada uma recolhia-se aos seus aposentos e raramente alguém quebrava esta rotina. Pelos quartos por onde passara, todas as portas estavam fechadas, o que indicava que todas já deveriam estar a dormir.
Movida por uma sensação estranha no peito, uma inquietação que ia para além da curiosidade, Gabriela começou a caminhar em direção à cozinha. Os seus passos eram lentos, silenciosos, e o som dos seus pés nos azulejos frios ecoava suavemente pelo corredor. Ao chegar à entrada da cozinha, a cena diante dos seus olhos a fez arquear as sobrancelhas com surpresa.
Sentada numa cadeira próxima ao frigorífico, devorando um bom pedaço de bolo com bastante gula e bebendo o sumo diretamente da jarra, não estava ninguém menos que a madre superiora Úrsula. Madre”, soltou a jovem freira, confusa com o que via. Úrsula sobressaltou-se ligeiramente, mas logo sorriu tentando disfarçar. Ah, irmã, acreditas que acordei com fome? Tive de vir a saltar o frigorífico? Deus que me perdoe.
Ela deu uma pequena gargalhada de canto de boca e completou. Mas alguém assaltou antes de mim. O bolo já estava cortado. Gabriela semicerrou os olhos desconfiada. Foi o bolo que levei à senhora antes de dormir. Não se lembra? Claro, claro que me lembro, irmã. Tá vendo? Estava tão bom que vim comer mais, respondeu a madre enquanto enfiava mais um pedaço de bolo na boca com visível avidez.
Em seguida, levantou-se e começou a procurar mais coisas para comer. A Gabriela observava com atenção. O hábito da madre estava desalinhado, o cabelo um pouco fora do sítio. Havia algo de estranho na sua aparência, algo que não se coadunava com a postura que costumava manter. A senhora está bem, madre? perguntou ainda mais atenta. Claro, estou sim, só com um bocadinho de fome mesmo, mas está tudo certo, respondeu ela, pegando num pedaço de pão com as mãos trémulas.
E você, o que faz acordada uma hora dessas, irmã? Eu pensei ter ouvido um barulho, alguém a gritar. Vim ver o que era, explicou Gabriela, cruzando os braços, ainda desconfortável com o que via. Ao ouvir isto, Úrsula pousou o pão na mesa com uma certa brusquidão. Barulho? O que ouviu necessariamente? Na verdade, nem sei bem.
Parecia um grito, mas deve ter sido coisa da minha cabeça. A madre pareceu aliviar-se visivelmente, relaxou os ombros e disse: “Sim, é coisa da sua cabeça”. Gabriela, ainda recea, pediu autorização para se sentar e lanchar também. Claro, irmã. Sente-se, respondeu Úrsula, voltando a mastigar. As duas ficaram ali alguns minutos.
Comeram em silêncio, trocando apenas pequenos olhares, até que a madre disse: “Bom, agora vou deitar-me um pouco. Você acompanha-me até ao meu quarto, irmã?” “Claro, madre.” Assentiu Gabriela, levantando-se. As duas seguiram juntas pelos corredores do convento, iluminados apenas pela luz branda da lua.
que entrava pelas janelas. Gabriela caminhava à frente e a madre vinha logo atrás, olhando discretamente para os lados, como se estivesse a verificar algo. Pararam em frente a uma porta. A madre pareceu meio confusa por um instante. É este? Quer dizer, obrigada, irmã. De nada, respondeu Gabriela, sorrindo levemente. Boa noite, madre.
Ela afastou-se e voltou para o seu próprio quarto, mas o seu mente não descansava. Ao deitar-se, ficou a olhar para o teto por um tempo pensativa. A madre, ela parecia um pouco diferente”, sussurrou para si mesma antes de fechar os olhos. Na manhã seguinte, Gabriela acordou cedo, como de costume, vestiu-se rapidamente, prendeu os cabelos e foi diretamente para a cozinha.
tinha planos de cozer alguns pães de queijo para o café da manhã. Depois, com a ajuda de outros irmãs, organizou a mesa no refeitório. A maioria das freiras já estava sentada, prontas para iniciar a refeição, mas havia uma ausência notável. A madre superiora ainda não tinha aparecido. A freira de meia idade, a irmã Susana, virou-se para a Gabriela e perguntou: “Já viu a madre? Será que ela não levantou-se ainda?” Gabriela franziu a testa.
Ausência da madre era de facto incomum. Normalmente era a primeira a despertar e fazia questão de liderar as orações antes de cada refeição. Vou verificar no quarto dela! Respondeu Gabriela, dirigindo-se já para o corredor. Apesar de não ser uma das freiras mais novas, tinha proximidade com Úrsula o suficiente para bater a sua porta.
caminhou com passos firmes até ao quarto da madre. Quando chegou, bateu uma vez. Nada. Bateu uma segunda. Silêncio. Uma terceira batida. Ainda nenhum som. Madre, a senhora está aí? Chamou com a voz ligeiramente elevada. Estava prestes a virar-se e voltar quando ouviu o clique da fechadura. A porta abriu-se lentamente e o que Gabriela viu deixá-la sem reação por alguns segundos.
Úrsula estava ali, mas completamente diferente. O seu cabelo estava despenteado, os olhos inchados de sono, o rosto pálido e cansado. E havia mais. Um cheiro estranho, um cheiro forte, cheiro a cigarro. Gabriela torciu involuntariamente, tapando parcialmente o nariz com a mão. Madre, a senhora estava a dormir até agora? A madre superiora olhou rapidamente para o relógio velho no seu pulso, levantando a manga do hábito.
“Mas ainda nem são 8 da manhã. É muito cedo”, murmurou. Gabriela franziu o sobrolho. Cedo? Úrsula pareceu aperceber-se do deslize. Apressou-se a corrigir. Desculpe, acabei por ter uma noite mal dormida. Demorei a adormecer depois de ter comido muito ontem. Mas já vou arranjar-me. Onde temos mesmo de ir, irmã? Eu esqueci-me.
E qual é o seu nome? A jovem freira pestanejou. Surpresa. É a Gabriela. E vamos tomar o nosso café da manhã em conjunto, como sempre. Madre, a senhora está bem? esquecendo o meu nome, vemo-nos todos os dias. Desculpe, irmã Gabriela. Estou bem, sim. Só tive uma noite mal dormida, mas já vou-me aprontar. E claro que me lembro do o seu nome, só deu um branco. Foi isso.
Gabriela sentiu-a devagar, ainda desconfiada. O seu olhar vagou para dentro do quarto e ela resolveu então perguntar: “E este cheiro? A senhora está a sentir? É cigarro. A madre superiora fechou rapidamente a porta do quarto com um gesto quase brusco e respondeu com um sorriso desconcertado. Ah, minha filha, é que eu acendi um incenso. Não é cigarro, não.
Fez uma curta pausa antes de completar. Agora vou-me trocar e já vou até ao refeitório. Peça às outras freiras que esperem por mim. Mas claro, madre. respondeu a Gabriela, tentando soar natural, mas o olhar carregava desconfiança. Enquanto caminhava de volta para o refeitório, os seus pensamentos martelavam. Aquilo, aquilo não era incenso, não tem como ser.
Respirou fundo e tentou acalmar-se. Calma, Gabriela. Só deve estar imaginando coisas. Dentro do quarto, a madre superiora foi até à janela. Os seus dedos seguravam com firmeza um cigarro ainda aceso. Ela o atirado para fora como quem se livra de um segredo perigoso. Preciso de ter mais cautela ou vou acabar sendo descoberta”, murmurou.
Pouco depois, Úrsula apareceu no refeitório. O hábito ainda estava ligeiramente desarrumado, mas ninguém ousou comentar. Todas as freiras já estavam reunidas, de mãos dadas, aguardando. Ela olhou em redor e perguntou: “Estão à espera de algo?” A Irmã Susana, sempre a mais prestável, deu um passo em frente. A oração, madre.
A senhora puxa sempre a oração. De repente, a madre torciu, levando a mão à garganta. A sua voz saiu mais áspera. Ah, claro. Sim. Sabe o que é? Acordei hoje com a garganta má. Portanto, a irmã Gabriela vai fazer a oração da manhã de hoje. Virou o olhar diretamente a Gabriela. Surpresa, Gabriela demorou alguns segundos a reagir, mas perante o silêncio geral, tomou a dianteira.
Iniciou a oração do dia e todas repetiram em couro. Assim que terminaram, sentaram-se para comer. A madre, como na noite anterior, comeu com voracidade. Cada garfada era apressada, quase exagerada. A Gabriela reparou e percebeu que não era a única. Outras freiras também trocavam olhares discretos, incomodadas com aquele comportamento fora do comum.
Quando o pequeno-almoço terminou, Úrsula chamou Gabriela de lado. A sua voz estava baixa, quase conspirativa. Como estou indisposta, com a garganta mau, hoje ficará responsável por administrar o convento. Eu só observarei. Gabriela sentiu-a, mas a estranheza crescia dentro dela. Aquilo não era normal.
A madre sempre fez questão de estar à frente de tudo, de controlar cada pormenor do convento. Ainda assim, respondeu: “Sim, madre”. Ao final do dia, a inquietação já não cabia mais dentro dela. Procurou pela irmã Susana e falou quase num desabafo. “Irmã, há algo de errado com a madre. Desde ontem à noite, ela está estranha.” Susana franziu o senho.
Realmente senti-a diferente, mas não acha que isso pode ser apenas por ela estar doente? Gabriela cruzou os braços. Não sei. Mas mesmo doente, a madre nunca foi assim. Sempre quis estar à frente de tudo. Bem, deve ser só impressão minha, mas que estou com um sentimento estranho. Isso eu estou. Susana pousou a mão no ombro dela.
Mantenha-se calma. A madre deve apenas ter acordado num dia ruim. Gabriela tentou convencer-se disso. Antes de se recolher, preparou um pequeno lanche e levou-o até ao quarto de Úrsula, como de costume. Obrigada. Agora dê-me licença que tenho algumas coisas para resolver. Respondeu a madre de forma seca, muito diferente do tom acolhedor da noite anterior.
Claro, madre. Boa noite, disse a Gabriela. Mas a madre nem respondeu, apenas a deixou sair, fechando a porta atrás de si. De volta ao quarto, a Gabriela demorou a adormecer. Virava-se na cama, inquieta, repassando cada detalhe estranho dos últimos dois dias. tentou afastar os pensamentos e se convencer de que tudo era fruto da sua imaginação.
Na manhã seguinte, a madre apareceu mais cedo, fez uma breve oração, trocou algumas palavras de fé com as irmãs. Parecia um pouco mais animada, mas algo no olhar deixava ainda Gabriela em alerta. Por momentos, pensou que talvez a Susana tivesse razão. Talvez tivesse sido apenas um dia mau. Essa impressão, porém, começou a ruir quando chegou a hora da missa no convento.
Úrsula estava à frente da capela com todas reunidas quando anunciou: “Minhas irmãs, hoje teremos um novo padre a ministrar a missa no nosso convento, o padre Eustácio.” Um senhor de expressão gentil e batina verde entrou acenando timidamente, mas logo nos primeiros minutos, Gabriela apercebeu-se de algo estranho.
Ele era completamente desastrado. Se atrapalhava com os paramentos, esquecia a ordem dos ritos e não fez homilia. Simplesmente terminou com um aceno apressado. E assim terminamos a nossa missa. E saiu sem mais cerimónias. A jovem freira ficou sentada durante alguns segundos, confusa. Aquilo estava errado. Um padre não se comportava assim, muito menos durante a primeira missa num convento.
Os dias seguintes só aumentaram as suas suspeitas. Pequenos detalhes no comportamento de Úrsula e A Eustácio chamavam a sua atenção. O padre começou a frequentar o convento com frequência incomum. aparecia a qualquer hora do dia e passava longos períodos na sala da madre superiora, a portas fechadas. Era estranho. Com outros padres, reuniões assim eram raras e rápidas, mas com Eustácio parecia haver sempre algo a ser tratado e longe dos ouvidos das outras irmãs.
Há algo de errado com eles. Eu sei que tem, murmurava Gabriela para si mesma. Sempre que conversava com Susana, repetia as suas preocupações, mas a amiga apenas abanava a cabeça e dizia: “Acho que isso é falta de oração, irmã Gabriela. Está a ver coisa onde não há? A madre continua a ser a mesma e o padre Eustácio pode ser um pouco atrapalhado, de facto, mas deve ser coisa da velice.
Ele é um amor de pessoa. As palavras de Susana soavam como tentativa de tranquilizar, mas para Gabriela só serviam para reforçar que estava sozinha naquela desconfiança. Como ninguém parecia levar a sério as suas desconfianças, a jovem freira decidiu que investigaria sozinha. precisava saber de uma vez por todas se havia ou não algo de errado com a madre superiora.
Nos últimos dias, ela vinha notando-se barulhos estranhos durante a madrugada, passos, portas, ruídos abafados, sempre quando todas as freiras já deveriam estar a dormir. E naquela noite não foi diferente. Um som metálico ecoava pelo convento, o portão principal abrindo-se. Sem pensar duas vezes, A Gabriela saiu do quarto apressada, com os pés descalços para não fazer barulho.
seguiu pelo corredor escuro, guiando-se apenas pela luz ténue da lua que entrava pelas janelas. Foi então que viu do lado de fora do convento, a madre superiora estava de pé vestindo apenas uma camisola. À sua frente, o padre Eustácio, mas vestido com roupas comuns, nada de batina.
A cena já seria estranha por si só, mas o que ouviu a seguir fez com que o seu coração acelerar. Eu chamei-te porque ela está muito agressiva. Não conseguiria segurá-la sozinha”, – disse Úrsula, com a voz carregada de tensão. “Acho que está a perder tempo com ela. Devia deixar morrer lá”, respondeu Eustácio com frieza. Gabriela, escondida à sombra de uma coluna, arregalou os olhos.
Não conseguia compreender de quem estavam a falar e como podia um padre dizer algo tão cruel. A madre superior retorquiu-a. Está louco? Ela é minha irmã. Eu posso não prestar, mas nunca faria algo do tipo com a minha irmã. Gabriela sentiu um arrepio na espinha. Irmã, como assim, irmã? A madre tem uma irmã? Pensou atónita.
Os dois começaram a caminhar e a jovem freira, movida por puro instinto, decidiu segui-los. Seus passos eram leves, calculados, para não chamar a atenção. Manteve-se próxima o suficiente para ouvir qualquer conversa, mas suficientemente distante para não ser vista. Chegaram à capela. A porta rangeu ligeiramente quando Úrsula e Eustácio entraram.
Gabriela apressou o passo e, ao atravessar a entrada apercebeu-se de algo inquietante. O ambiente estava completamente vazio. Ué, para onde é que eles foram? Sussurrou para si mesma. Com cautela, começou a observar cada detalhe. Tudo parecia em ordem, mas depois os seus olhos pousaram em algo atrás do altar. Uma das tábuas do soalho de madeira estava ligeiramente deslocada.
Mas o que é isto aqui?”, murmurou, ajoelhou-se e com esforço, puxou a madeira para cima. A surpresa foi imediata. Havia uma abertura no chão, uma passagem secreta. O coração da religiosa disparou. Só podem ter ido para lá, mas o que está a acontecer, meu Deus? Durante alguns segundos, hesitou. Entrar naquele lugar significava arriscar demais.
Mas a curiosidade e uma estranha sensação de que precisava de ver com os próprios olhos a empurraram para a frente. Respirou fundo e desceu. Encontrou-se em um túnel estreito de paredes húmidas. O ar ali era mais pesado e um ligeiro cheiro de bolor misturava-se com algo indefinível. Ao longe, uma luz ténue iluminava o fundo do corredor.
Do lado direito, parecia haver uma divisão. Gabriela caminhou lentamente, cuidando para não tropeçar. Quando se aproximou, a visão que teve quase a fez cair para trás. Dentro do quarto estavam Eustácio e a madre superiora, ou pelo menos quem acreditava ser, a madre superiora. Mas havia mais alguém, outra mulher, também usando hábito, embora amassado e sujo, com a expressão cansada e abatida.
O mais chocante era idêntico à Úrsula. Idêntica. A mulher estava amarrada a uma cadeira. A sua voz era fraca, mas carregada de desespero. Por amor de Deus, Luciana, tira-me daqui. Eu não aguento mais estar neste lugar. A suposta madre, agora chamada de Luciana pela prisioneira, respondeu com frieza: “Úrsula, minha irmã querida, sinto muito, mas não te posso soltar.
Infelizmente, agora sou a nova madre. Vai ter que ficar aqui.” A verdadeira madre, chorando implorou: “Não, não me podes deixar presa nesse lugar, Luciana. Solta-me, por favor, solta-me. Eu ajudo-te a fugir. Não conto a ninguém. Só me solta. Eustácio interveio com a voz carregada de desprezo. Tem que agradecer que a sua irmã ainda tem o coração mole.
Por mim, eu acabava contigo com um tiro. Foi nesse instante que tudo fez sentido para Gabriela. A mulher que comandava o convento nos últimos dias não era Úrsula, era Luciana, a sua irmã. E A Eustácio, provavelmente não era padre coisa nenhuma. Assustada, deu um passo para trás. Um estalido seco ecoou pelo túnel. A Gabriela olhou para o chão.
Havia pisado num pedaço de plástico que denunciava agora a sua presença. Luciana franziu o sobrolho. Está aqui mais alguém? O barulho vinha do túnel”, afirmou Eustácio, já a virar-se. A verdadeira madre aproveitou o momento para gritar: “Socorro! Ajudem-me! Eu sou a verdadeira madre superiora. Por favor, ajude-me.
” Gabriela gelou por um segundo com o coração disparado, até que Luciana saiu do quarto e viu-a. Ah, é você? Mas você é muito enxerida mesmo, Gabriela. Eustácio surgiu logo atrás com um sorriso sombrio. Ah, freirinha, agora vais para o caixão. Quem mandou ser curiosa? Desesperada, Gabriela ouviu novamente o voz aflita da verdadeira Úrsula.
Foge, Gabriela. Corre, tranca a saída. Corre, quando sai, encontra ajuda. Corre, por amor de Deus. Gabriela hesitou. Uma parte dela queria ajudar de imediato, mas ao ver Eustácio colocar a mão na cintura, provavelmente para sacar de uma arma, o instinto de sobrevivência falou mais alto. Virou-se e correu.
O túnel ecoava o som dos seus passos apressados. Atrás, os gritos e ameaças de Luciana e Eustácio a perseguiam. Chegada à saída, Gabriela apressou-se e trancou a passagem por fora com as mãos trémulas. Lá debaixo, A Luciana gritava: “Abre isso, sua maldita! Abre já!” Eustácio berrou logo de seguida. “Nós vamos apanhar-te, não vais escapar”.
Gabriela empurrou com força um móvel pesado para cima da saída secreta, bloqueando a passagem. O barulho ecoou pela pequena capela silenciosa do convento e ela saiu a correr com o coração acelerado e as pernas a tremer. Ao chegar ao próprio quarto, bateu com o porta com força, trancando-a por dentro. Encostou-se à madeira, arfando, sentindo o suor frio escorrer pela nuca.
O que faço? Meu Deus, o que é que eu faço? Murmurava sozinha com a respiração irregular. pensou em acordar as outras freiras, mas sabia que explicar tudo levaria tempo. Tempo que não tinha. O homem que até poucas horas ela acreditava ser um padre transportava uma arma. E a madre superiora não era a madre.
A verdadeira estava amarrada, prisioneira. O que poderia fazer contra dois impostores armados? E quem acreditaria naquela história? andou de um lado para o outro no quarto, sentindo a aflição crescer. A madre, a verdadeira madre, eu não posso deixá-la assim. Eu preciso fazer alguma coisa. Mas como? Foi então que, ao olhar para a mesa à sua frente, algo lhe chamou a atenção.
Lá estava o seu pequeno portátil que mantinha para os estudos. Ao lado dele, um pen drive ligado. Próximo, uma caneta preta de tinta forte, presente que ganhara anos antes do pai, e alguns comprimidos para dormir, guardados para as noites de insónia. Uma ideia absurda começou a formar-se na sua mente, louca, mas possivelmente eficaz.
Sem perder tempo, Gabriela pegou na caneta e saiu correndo para o quarto ao lado onde dormia a irmã Susana. Bateu com força. Susana, abre essa porta, é urgente. Abre, por favor. Do outro lado, a irmã levantou-se num sobressalto. Meu Deus, Gabriela, mas o que está a acontecer? Gabriela não respondeu de imediato. Virou-se de costas para Susana e entregou-lhe a caneta.
Eu não tenho como explicar agora. Só preciso que faça uma coisa para mim, irmã. E, por favor, acredita na mim. Então pediu-lhe que escrevesse nas suas costas: “Não façam a autópsia, por favor, esperem duas horas”. Susana ficou confusa. Gabriela, explica-me o que está acontecendo. Mas Gabriela abanou a cabeça. Eu não posso dizer nada ou vou-te colocar em risco.
O que posso dizer é que não se pode confiar no padre Austácio e na madre superiora de jeito nenhum. Não pode confiar neles. Não pode. Respirou fundo antes de continuar. Você vai fazer o seguinte. Vai até à sala do telefone e liga para a polícia. Faz uma chamada anónima dizendo que ocorreu um crime aqui no convento.
Depois, Depois esconde-se, irmã Susana. Não deixa ninguém te ver. Por amor de Deus. A Susana tentou argumentar. Gabriela, eu não estou a perceber. Só preciso que faça o que pedi, Susana. Por amor de Deus, há algo muito grave a acontecer neste convento, mas só te posso contar a verdade se tudo correr bem. Aconteça o que acontecer, fique de bico calado.
E se eu não voltar, saiba que nunca pode confiar na madre. Na primeira oportunidade, fuja deste lugar”, disse a jovem freira com firmeza. fez uma breve pausa, olhando em redor, nervosa. Agora preciso de voltar para o meu quarto. Eles estão a vir e eu não tenho muito tempo. A Susana, mesmo sem compreender, obedeceu. Saiu apressada em direção à sala do telefone, com o coração aos saltos, pegou o aparelho e fez a chamada, falando rapidamente sobre um crime no convento.
Entretanto, ouviu passos pesados ecuando pelo corredor. Respirou fundo e abriu o frasco dos comprimidos para dormir. Eu eu espero que isto dê certo. Essa é a única forma de realmente conseguir sair daqui e desmascarar estes impostores. Sentou-se diante do portátil, ligou o pen drive e iniciou a gravação pela câmara. A sua voz saiu firme.
Não confiem na madre superiora. Antes que pudesse dizer mais, ouviu batidas fortes na porta. Desligou rapidamente o computador, retirou a pen drive e prendeu-o com uma cordinha no bolso do hábito. Do lado de fora, Luciana berrava. Abre logo esse quarto, Gabriela. Abre ou será pior. Eustácio interveio com a voz carregada de ameaça.
Ela não vai abrir, mas não vai fugir também. A Gabriela ouviu o som metálico de algo sendo manipulado na fechadura. Eustácio tinha encontrado um grampo velho e tentava forçar a tranca. Ela não vai conseguir escapar. Ah, mas não vai mesmo, disse determinado. A fechadura cedeu com um estalido seco. A porta abriu-se.
O que viram deixou-os atónitos. Caída no chão, com comprimidos espalhados ao redor, estava Gabriela imóvel. O seu rosto estava pálido e os olhos fechados. Luciana levou a mão à boca. Será que ela ela tomou esses medicamentos? E ajoelhou-se ao lado dela, encostando-se dois dedos no pescoço em busca de um pulso.
Após alguns segundos, ergueu o olhar e abanou a cabeça. Ela tá morta. De seguida, soltou uma gargalhada. baixa e cruel. Foi melhor assim. Luciana, porém, parecia inquieta. Eu não sei. Isto pode dar mau se ela avisou alguém. Eustácio mostrou-se tranquilo. Esta freirinha não avisou ninguém. É claro que não. Saiu a correr com medo, trancou-nos lá atrás e toda apavorada tomou os comprimidos. Já era.
Menos uma para nos preocupar. Luciana observou o corpo imóvel de Gabriela por mais uns segundos, com o olhar carregado de desconfiança, mas não disse mais nada. Eustácio, ainda agachado perto do corpo imóvel de Gabriela, deu uma gargalhada seca e com desdém. Estas mulheres deste lugar não têm família, não tem nada.
A gente só precisa de se livrar do corpo. Ninguém vai desconfiar de nada. Mas exatamente nesse momento, um som inesperado ecoou pelo convento. Fortes batidas no portão principal. A Luciana se levantou-se num salto, colocou rapidamente o hábito e correu em direção à entrada. Ao abrir, deparou-se com vários policiais.
O que parecia ser o chefe da operação, um delegado de expressão firme, falou sem rodeios. Soubemos que houve um crime neste convento. Recebemos uma denúncia. Vamos ter de entrar e investigar. O rosto da falsa madre empalideceu. O seu coração disparou, mas pensou depressa. Se ela está morta, preciso de a usar. Eles precisam de encontrar o corpo de Gabriela logo, antes que descubram o que realmente está a acontecer aqui.
Sem hesitar, começou a chorar teatralmente, cobrindo o rosto com as mãos. A nossa Gabriela, nossa querida Gabriela. Encontrei-a morta neste momento. Não sei, não sei o que aconteceu, seu agente policial. Eu acho, eu acho que ela tomou demasiados medicamentos. Entre lágrimas falsas, conduziu os polícias até ao quarto onde o corpo estava.
Eustácio, apercebendo-se do risco, já tinha-se afastado, escondendo-se em outro ponto do convento. Foi quando o delegado notou algo que Luciana não tinha visto, um papel caído no chão junto à cama. A mensagem escrita em letras firmes dizia: “Uma autópsia precisa de ser feita para saber o que me aconteceu”. O delegado tremeu, franzindo o sobrolho.
A Luciana também leu e o seu semblante denunciou o desconforto imediato. Tentou intervir, mas ele foi taxativo. Eu não quero mais ninguém a entrar neste quarto, madre. Precisamos de saber o que realmente aconteceu e mesmo sendo uma freira, vamos ter de levar o corpo da irmã Gabriela para a análise. Sem alternativas, a falsa madre apenas assentiu, mordendo os lábios com força.
O corpo de Gabriela foi retirado cuidadosamente do quarto e colocado sob responsabilidade dos oficiais. Em seguida, a Luciana encontrou o Eustácio, que esperava escondido, ansioso. Assim que a viu, correu para ela. O que está a acontecer? Por que razão a polícia está aqui? Luciana respondeu em voz baixa, mas com raiva.
Alguém denunciou a morte da Gabriela. Não sei se foi ela própria antes de de morrer, mas há algo de errado nesta história. Querem fazer uma autópsia nela. Antes que pudessem continuar a conversa, Susana apareceu a correr com os olhos marejados de lágrimas. Madre, padre Eustácio, que bom que encontrei-vos. A Gabriela, ela.
Luciana interrompeu, fingindo soluçar. Ela foi-se embora, Susana. Ela está morta. Mas Susana, na sua inocência, acabou dizendo mais do que devia. Ela ela sabia que isto ia acontecer. Eu não sei como, mas ela sabia. Luciana arqueou a sobrancelha desconfiada. Susana, tem alguma coisa a ver com essa história? O que a Gabriela disse para você? Eu eu só fiz o que ela pediu, respondeu a Susana, nervosa.
Ela disse para não confiar na senhora, mas não sei o motivo. E assim, Susana, acreditando veementemente na falsa madre, contou tudo. Luciana, por sua vez, estreitou os olhos, mas rapidamente mudou de tom. Forçou um sorriso e colocou as mãos nos ombros da freira. Percebi, minha filha. Obrigada por confiares em mim, mas por favor não conte nada disto a ninguém.
Precisa de entender o que está a acontecer antes de espalharmos algo. Susana assentiu sem imaginar o perigo em que se colocava. Assim que ela se afastou-se, Luciana virou-se para Eustácio e a sua máscara de doçura foi desaparecendo. Há algo a cheirar muito mal nessa história. Precisamos de ir para o necrotério agora, imediatamente.
Pouco tempo depois, já na morgue, Luciana entrou na sala gelada acompanhada por Eustáciio. Os dois médicos-legistas, Fonseca e Camilo, estavam lá. ainda atónitos com tudo o que vinha acontecendo. Ao ver o espaço vazio, Luciana deixou escapar uma palavra carregada de ódio. Maldita. Fonseca, nervoso, deu alguns passos à frente.
Ainda acreditando estar perante da verdadeira madre, falou: “Madre, a senhora não devia estar aqui?” Não mesmo. Eu já disse que não podia entrar aqui sem autorização. Preciso que se retire imediatamente. Luciana virou-se bruscamente. Do hábito. Puxou de uma arma. A expressão de doçura tinha desaparecido por completo. Só vou sair quando souber onde está aquela freirinha.
Onde está a Gabriela? Os olhos dos dois médicos se arregalaram. Camilo tentou dar um passo para trás, levantando as mãos. Calma, calma, não precisa disso. Nesse momento, Eustácio surgiu atrás deles, também armado. Não ouviram? Onde está a irmã Gabriela? Ela está viva, não está? Fonseca gaguejou apavorado. O que está a acontecer aqui? Nós nós não estamos a perceber nada.
Luciana apontou-lhe a arma com a voz firme e fria. Não precisam de entender. Só quero a irmã Gabriela, seja o corpo ou seja ela, onde vocês colocaram-na? Eustácio aproximou-se ainda mais com a arma na mão e o olhar fixo. O silêncio na sala era insuportável. Então, uma voz ecoou pelo corredor. Eu estou aqui. Todos se viraram.
Ali estava Gabriela, de pé, firme, com os olhos fixos nos impostores. Vocês querem-me a mim? Só soltem os dois. Não têm nada a ver com isso. Sou eu quem vocês querem. Os médicos legistas entreolharam-se sem acreditar no que viam. Luciana e Eustácio, por sua vez, ficaram tensos, avançando lentamente em direção à Gabriela.
Luciana gritou, tomada pela fúria. Sua maldita, estragaste tudo, mas agora, agora vai pagar. Ela levantou a arma, mas antes que pudesse disparar, vozes ecoaram atrás de Gabriela. Baixem as armas imediatamente. Os dois estão presos. berrou o delegado, surgindo com vários polícias armados. Luciana e A Eustácio viraram-se em choque.
Atrás deles, mais polícias surgiram, cercando-os completamente. O cerco estava formado. Sem saída, largaram as armas e renderam-se. Não, outra vez, não. Falou a falsa madre. Enquanto eram algemados, uma figura entrou na sala. Era a verdadeira madre Úrsula. caminhou lentamente até Luciana, a sua irmã gémea, criminosa, e apenas abanou a cabeça em silêncio, desiludida.
Depois, abriu os braços e abraçou Gabriela com força. Camilo e Fonseca se aproximaram-se ainda confusos. Fonseca perguntou hesitante: “Podemos saber o que aconteceu?” A verdade veio finalmente ao de cima. A madre superiora tinha uma irmã gémea, Luciana. Enquanto Úrsula dedicou a sua vida a Deus, Luciana seguiu o caminho do crime.
Passou anos presa, envolvida em delitos e num relacionamento de longa data com Eustácio, que nunca fora padre, apenas um parceiro criminoso. Quando ele saiu da prisão, ajudou Luciana a fugir também. Juntos decidiram assumir uma nova identidade. E foi então que Luciana arquitetou o plano mais ousado, roubar o lugar da própria irmã, disfarçando-se como madre superiora do convento, e assim ver-se livre das grades para sempre.
No entanto, o plano de Luciana e Eustácio não saiu como imaginavam, já que Gabriela acabou por descobrir toda a verdade. Fonseca, ainda impressionado, perguntou: “Mas como como é que foi parar a uma mesa de autópsia?” A Gabriela explicou com calma. Sempre gostei de estudar sobre medicina, inclusive sobre autópsias. Eu sabia que se fosse levada como morta, o meu corpo seria verificado.
Precisava de provas contra a madre. Também tomei os comprimidos ciente do risco, mas confiando que pareceria morta durante algumas horas e acordaria depois. Por isso, pedi que a Irmã Susana escrevesse a mensagem nas minhas costas. Tive de sair parecendo morta do convento para se manter viva. Enquanto tudo acontecia no convento, A Luciana e o Eustácio não se aperceberam que tinham deixado a entrada secreta da capela aberta.
Foi aí que Susana, ao ir rezar, encontrou a verdadeira madre Úrsula. Ao saber do que ocorrera com Gabriela, a madre reuniu a polícia e foram ao necrotério, chegando exatamente no momento em que Gabriela despertava da Maca sonolenta, armando assim o flagrante delito contra a falsa madre e o falso padre.
No final, Luciana e Eustácio foram presos. Gabriela, a verdadeira madre, e Susana, regressaram ao convento, retomando as suas vidas de oração e fé. Úrsula ainda tentou visitar a irmã na prisão, tentando convencê-la a mudar de vida, mas cedo percebeu que Luciana nunca deixaria o caminho da perdição. Camilo e Fonseca, por sua vez, seguiram a trabalhar no necrotério, mas sabiam, com a certeza absoluta que jamais voltariam a presenciar algo tão estranho e absurdo em toda a carreira.
Comente, irmã Gabriela, para eu saber que chegou até ao final deste vídeo e marcar o seu comentário com um lindo coração. E se gostou desta história, tenho outra muito mais emocionante para partilhar consigo. Basta clicar no vídeo que está aparecendo agora no seu ecrã, que te conto tudo.
Um grande beijinho e até a próxima história emocionante.
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