GRANDE REVIRAVOLTA! FUX ABSOLVE BOLSONARO!? PLANO FOI EFICAZ! LULA EM DESCONTROL…

Grande reviravolta. Fux absolve Bolsonaro. Plano foi eficaz. Lula em descontrol. Esta foi a manchete que incendiou o país e que em poucos minutos colocou o Supremo Tribunal no centro de uma das maiores tensões políticas dos últimos anos. A notícia se espalhou-se como pólvora. Luiz Fuxs, um dos ministros mais respeitados do tribunal, teria absolvido Jair Bolsonaro num julgamento que até então parecia totalmente controlado por Alexandre de Moraes.
Dentro do plenário, o clima era de expectativa contida. Nenhum dos presentes imaginava o que estava prestes a acontecer. As câmaras já estavam posicionadas. O público acompanhava em silêncio absoluto e Morais lia o seu voto com o tom firme e previsível de quem parecia ter a maioria garantida. O relator defendia a condenação de Bolsonaro por atos antidemocráticos, alegando que o ex-Presidente tinha orquestrado uma tentativa de golpe contra o Estado.
O discurso era longo, técnico e carregado de convicção, mas no rosto de alguns ministros era possível perceber incómodo. Luis Fuxs, sentado à esquerda de Morais, mantinha o olhar fixo, sem mexer um músculo, como quem esperava o momento certo para agir. Quando Morais terminou a leitura do voto, o plenário manteve-se em silêncio durante alguns segundos.
Era o tipo de silêncio pesado que antecede algo imprevisível. Então, Fuxs pediu a palavra. A sua voz saiu firme, sem hesitação. Presidente, antes de prosseguirmos, preciso de fazer algumas observações. O pedido quebrou o protocolo. O presidente do tribunal, Edson Fashim, o observou por alguns instantes, medindo o ambiente, e respondeu de forma contida: “O ministro Fux tem a palavra”.
No mesmo instante, os olhares voltaram-se para ele. Os ministros sabiam que aquilo não era comum. Fux não costumava intervir antes da ordem prevista. E quando ele começou a falar, o tom deixou claro que não seria uma intervenção qualquer. Com todo o respeito pela relatoria, há inconsistências graves neste processo, questões que não podem ser ignoradas.
Sob pena de violarmos os princípios fundamentais do devido processo legal. A frase caiu como uma bomba. Mora levantou o olhar visivelmente surpreendido e ajeitou os papéis à sua frente. O ambiente, que até então parecia previsível, tornou-se tenso e imprevisível. Um murmúrio discreto percorreu a sala e a imprensa, do lado de fora começou a receber as primeiras mensagens dos assessores informando que Fuxs tinha interrompido o decorrer normal da sessão.
Os os jornalistas apressaram-se em atualizar as manchetes sem saber ainda o que viria a seguir. Lá dentro, o ministro prosseguia. O seu discurso era técnico, mas carregado de uma força política que ninguém podia ignorar. Não estamos falando aqui de opiniões pessoais ou preferências ideológicas. Estamos tratando da essência do estado de direito.
Um cidadão, seja ele quem for, não pode ser julgado em condições desiguais. Morais inclinou-se ligeiramente para o microfone e respondeu num tom controlado. O tribunal seguiu todos os procedimentos necessários. Nenhum direito foi violado, mas Fuxs o interrompeu algo raro no ambiente do Supremo. Ministro Morais, permita-me concluir. A Constituição é clara.
Sem ampla defesa não há justiça. E este processo, com todo o respeito, violou este princípio. Fashim tentou intervir para acalmar o clima, mas o plenário já estava mergulhado num confronto silencioso que dividia olhares e intenções. Cada palavra de Fuxs aumentava a atenção. Ele falava de prazos insuficientes para a defesa, de provas apresentadas fora do tempo, de documentos que, segundo ele, não tinham sido devidamente autenticados.
O tom não era político, era jurídico, mas o impacto era devastador. Aos poucos, o que parecia uma simples discordância técnica se transformava numa contestação direta à autoridade de Morais. E o público que acompanhava pela televisão começou a aperceber-se de algo inédito estava a acontecer no Supremo. Quando terminou a sua fala inicial, Fux fez uma pausa, respirou fundo e disse: “Eu não posso compactuar com um juízo que ignora os princípios que sustentam este tribunal.
E, diante disso, apresentarei voto de vencido. As palavras foram ditas com calma, mas o peso delas foi imenso. O ministro, que muitos consideravam um moderado, acabava de abrir uma fissura dentro do tribunal. Faxim ajeitou os óculos, claramente desconfortável. Morais cruzou os braços, encarando o colega em silêncio. O país inteiro, naquele instante prendeu a respiração.
O silêncio no plenário era quase sufocante. Nenhum assessor ousava se mover. Luis Fuxs ajustou o microfone, abriu uma pasta cheia de notas e começou a ler. A sua voz era firme, cortante e sem pressas. A defesa do ex-presidente não teve acesso integral aos ficheiros apreendidos pela Polícia Federal. Estamos a falar de mais de 75 TB de dados e mesmo assim a análise foi exigida em menos de 30 dias.
O murmúrio voltou a percorrer a sala. Os ministros entreolharam-se. Era uma acusação grave. Morais manteve o semblante imóvel, mas o ligeiro movimento da sua mão traía irritação. Fux continuou: “Não é razoável nem proporcional exigir que qualquer advogado tenha condições para construir uma defesa adequada neste prazo.
Isto viola o princípio da ampla defesa e compromete a validade do processo.” Fahim tentou interromper: “Ministro Fuxs, peço apenas que se atenham aos factos processuais, mas ele não se deteve. Estou a ater-me aos factos, presidente. E os factos mostram que este processo nasceu torto. Um suspiro pesado veio do fundo da sala. Um dos assessores de Morais olhou discretamente para o relógio.
Fux virou a página. Há mais. O relator conduziu pessoalmente interrogatórios de testemunhas e participou em audições da Polícia Federal. Isto não é procedimento regular. O mesmo ministro que acusa não pode conduzir à produção de prova. Desta vez o impacto foi visível. Morais levantou as sobrancelhas e apertou os lábios.
O tom de Fux era respeitoso, mas as suas palavras atravessavam como golpes diretos. A plateia de jornalistas do lado de fora já transmitia cada trecho ao vivo. “Fuchs questiona a atuação dos morais”, dizia a legenda na televisão. A atenção subia a cada frase. “Não podemos fechar os olhos ao que está diante de nós”, insistiu Fux. Este tribunal está a julgar um cidadão fora do cargo, com base em atos ocorridos após o termo do seu mandato.
E de acordo com a Constituição, esta competência cabe à primeira instância. Morais inclinou-se para o microfone. Sua voz saiu seca, com evidente controlo. O Supremo está a julgar crimes que ameaçam a estrutura democrática do país. O cargo não é o critério, é a gravidade do ato. Fux não desviou o olhar.
Concordo com vossa excelência quanto à gravidade, mas discordo quanto ao rito, porque quando o forma é violada, o conteúdo perde-se e nenhum crime, por mais grave que seja, justifica o atropelo da lei. Nesse ponto, o ambiente transformou-se num duelo de autoridade. Fashim tentava conter as interrupções, mas mais ninguém prestava atenção ao protocolo.
Era uma disputa aberta. Os olhares entre Morais e Fuxs eram curtos e frios. Cada palavra carregava o peso de um posicionamento que ultrapassava o jurídico. Era político, institucional e simbólico. O ministro André Mendonça, sentado no canto, observava tudo em silêncio. Gilmar Mendes mantinha a cabeça ligeiramente baixada, fazendo anotações rápidas.
Carmen Lúcia observava com atenção, sem expressão, e do lado de fora, nas ruas começavam a surgir reações. Grupos que acompanhavam o julgamento por ecrãs gigantes vibravam ao ouvir as falas de Fux. Ele está enfrentando a moral”, e gritavam alguns. Outros temiam o impacto. “Isso pode dividir o Supremo.” Quando Fux encerrou sua leitura inicial, o ambiente estava irreversivelmente alterado.
Morais recolheu os seus papéis, respirou fundo e respondeu com um tom frio: “O ministro está errado quanto aos factos e interpretações. O Supremo não pode se acovardar perante ataques à democracia. O que está em julgamento é maior do que qualquer formalidade. Fux inclinou-se ligeiramente para a frente, olhando diretamente para o relator.
Não é uma cobardia defender a lei, ministro. Covardia é aceitarmos que o fim justifique os meios. A frase ecoou como um disparo. Fashim fez uma pausa antes de encerrar a sessão preliminar para intervalo. O ruído das cadeiras se misturou com o som dos repórteres apressando-se a noticiar o que acabara de acontecer.
Naquele instante, ninguém tinha mais dúvida. O julgamento havia mudou de rumo, o que seria uma sessão previsível tornar-se uma guerra interna no coração da mais alta corte do país. O intervalo foi curto, mas o suficiente para que a notícia já estivesse em todos os os portais. Fux desafia Morais e pede revisão do julgamento de Bolsonaro.
O plenário voltou a encher-se, mas o clima era outro. Até os seguranças pareciam tensos. Quando os ministros regressaram aos seus lugares, ninguém se olhava diretamente. O ar estava pesado e o som das pastas a serem abertas ecoava como se marcasse o início de um novo capítulo. Fuxo a falar: “Senhores, antes de prosseguir, preciso de deixar claro que o meu posicionamento não é pessoal.
Trata-se de uma defesa institucional do próprio Supremo Tribunal.” Falava lentamente, com controlo absoluto da voz. O que está aqui em causa não é apenas o destino de um ex-Presidente, é o respeito pelas normas que sustentam a legitimidade deste tribunal. As câmaras transmitiam em direto. Do outro lado da ecrã, milhões assistiam em silêncio.
Morais cruzou os braços, o semblante impassível, mas o olhar fixo em fux. Farin, visivelmente desconfortável, pediu que os assessores mantivessem silêncio absoluto. Fux projetou então num ecrã interior trechos do processo. Mostrou datas, assinaturas e meios trocados entre assessores da Polícia Federal e a equipa de Morais.
Aqui, excelências, está a prova de que relatórios foram anexados após a execução das medidas de busca e apreensão. Tal não é admissível. Alguns ministros franziram o senho. Gilmar Mendes levantou a cabeça, apoiou o queixo na mão e observou com atenção. Rosa Webber tomou nota rapidamente. Morais respirou fundo e respondeu: “Ess documentos não alteram o mérito.
Servçar elementos já presentes no processo. Mas Fuxs foi incisivo. Não se trata de mérito, trata-se de validade. Quando a prova é produzida fora do prazo e com assinatura posterior à ação policial, o todo o ato é contaminado. O plenário começou a mover-se em tensão visível. Fachim pediu ordem, mas as interrupções se multiplicavam.
Cada ministro tentava perceber se aquilo era apenas uma divergência jurídica ou o início de uma crise institucional. Fux fez então uma pausa, olhou para o presidente e concluiu: “Perante estas irregularidades, declaro o meu voto pela absolvição de Jair Messias Bolsonaro por entender que o processo carece de validade formal e jurídica”.
O impacto foi imediato. Fastin ficou em silêncio durante alguns segundos, como se precisasse confirmar o que acabara de ouvir. O ministro Luis Fuxs declara voto pela absolvição do arguido Jair Bolsonaro? Perguntou para registo oficial. Sim, presidente, e peço que conste da ata. O murmúrio no plenário cresceu. Morais apertou os lábios, baixou a cabeça e fez algumas anotações sem disfarçar o desconforto.
Do lado de fora, a reação foi instantânea. Grupos favoráveis a Bolsonaro explodiram em aplausos, buzinas e gritos. Nas redes sociais, a notícia espalhou-se com a frase: “O jogo virou”. Do outro lado, aliados do governo reagiam com indignação. Os deputados ligados a Lula acusavam o Supremo de fraquejar perante a pressão. A polarização transbordava novamente, agora com o nome de Fuxs no centro.
No plenário, Moraes pediu a palavra. Com todo o respeito pelo ministro Fuxs, discordo integralmente da sua conclusão. Este tribunal não pode ser refém de tecnicalidades formais quando há crimes que atentam contra a democracia. Fux respondeu sem elevar o tom. Justamente por isso, ministro, precisamos de ser o exemplo de legalidade.
Sem forma não há justiça. O embate entre os dois era o retrato do país em miniatura, dividido, tenso, em disputa constante sobre o que é certo e o que é abuso. Fachin tentou retomar o controlo da sessão. O voto de vencido será registado e encaminhado para análise dos restantes ministros. Suspendo a sessão durante 15 minutos. Mas já não havia clima.
Cada um levantou-se em silêncio, evitando o contacto visual. Naquele instante, o Supremo deixava de ser apenas uma corte. Era um campo de batalha e o nome de Luis Fuxs passava a representar um divisor dentro do tribunal mais poderoso do país. Quando a sessão foi retomada, o ambiente parecia outro.
O público nas galerias tinha sido reduzido por ordem de segurança. Mesmo assim, os sons dos manifestantes ecoavam do lado de fora a gritar o nome de Fux. O ministro, agora mais contido, manteve as mãos cruzadas sobre a mesa. À sua frente, Morais revia papéis com movimentos rápidos e tensos. O contraste era visível. De um lado, a calma estudada de quem sabia o peso das próprias palavras.
Do outro, o controlo forçado de quem acabara de ver o próprio poder desafiado. Faxim iniciou. Retomámos a sessão. Passo a palavra ao relator, ministro Alexandre de Morais, para responder às ponderações do ministro Luiz Fuxs. Morais ajustou o microfone, olhou diretamente para o colega e começou: “Antes de mais, Quero reafirmar o compromisso deste tribunal com a democracia.
O voto do ministro Fuxs, embora respeitável, ignora a gravidade dos factos. Os atos que culminaram no dia 8 de janeiro foram uma tentativa real de ruptura institucional. Aência de formalidade não pode ser utilizada para apagar um atentado. Fux manteve o olhar fixo sem mexer um músculo. Morais prosseguiu.
A Constituição não é uma jaula. Ela é um instrumento vivo e o Supremo tem o dever de a defender mesmo contra aqueles que a tentam destruir. O tom cresceu. Não estamos aqui para discutir prazos ou assinaturas digitais. Estamos aqui para impedir que o Brasil volte a namoriscar com o autoritarismo. Fux esperou que o relator concluísse, depois pediu o microfone.
Com todo o respeito, ministro, ninguém aqui defende autoritarismo, mas aquilo a que o senhor chama de flexibilidade constitucional, eu chamo de abuso. E quando o abuso provém de dentro da própria corte, a democracia corre o mesmo risco que quando atacada por fora. O plenário ficou em silêncio. Fashen olhou para ambos sem intervir.
Mora respondeu agora num tom mais contido, mas com a voz firme. Se o ministro Fuxs entende que houve irregularidade, que apresente provas de máfé, porque até agora o que temos são suposições. Fux levantou ligeiramente a voz. As provas estão nos altos e estão claras. Pegou num documento e ergueu-o. Relatórios assinados dias depois da operação, com metadados que indicam a alteração de data.
Isto não é suposição, é um facto técnico comprovado por perícia. A tensão atingiu o limite. Fim pediu calma, mas já ninguém o ouvia. Dilmar Mendes abanava a cabeça discretamente. A Carmen Lúcia sussurrou algo para Rosa Weber e para o público do lado de fora gritava em uníssono. Fux! Fux! Raposa! Morais respondeu com frieza: “Ministro Fuxs, Vossa Excelência está transformando este plenário num palanque político.
O olhar de Fuxs endureceu. Político é o juízo que ignora as provas e atropela a lei. Eu estou apenas a cumprir o meu dever. O embate já não era técnico, era pessoal e todos sabiam disso. Fim, tentando recuperar a autoridade, bateu com o martelo. Peço que os ministros mantenham a compostura. O país inteiro está acompanhando.
Este tribunal não pode se permitir a desordem. As vozes cessaram por um momento. O clima era de pura tensão. Enquanto isso, as câmaras registavam tudo. Os cortes nos rostos mostravam a divisão clara. Alguns ministros pareciam inclinados a concordar com Fux, outros evitavam demonstrar qualquer reação. Era como assistir a uma fratura a formar-se em tempo real dentro do STF.
Lá fora, nos bastidores políticos, a notícia já causava efeito imediato. Deputados Os governantes pressionavam o Planalto por uma resposta. Os membros da oposição comemoravam o voto de Fuxs como o início de uma viragem histórica. Em Brasília, o rumor era de que Lula tinha sido informado do resultado parcial durante uma reunião e reagido com irritação.
“Isto é uma afronta”, terá dito a assessores, batendo com a mão na mesa. De regresso ao Supremo, Fuxs pediu para concluir a sua manifestação. Não faço parte de blocos nem de estratégias. Faço parte da Constituição. E perante o que vejo neste processo, só me resta reafirmar: o julgamento de Bolsonaro não respeita as garantias fundamentais.
O plenário manteve-se em silêncio absoluto. Faxim encerrou a sessão com voz trémula. O voto de vencido será oficialmente registado. Suspendo os trabalhos por hoje. Os ministros se levantaram-se lentamente, evitando cruzar olhares. Morais saiu primeiro, seguido por Fux. As câmaras captaram o instante exato em que os dois passaram lado a lado sem trocar uma palavra.
Do lado de fora, o som das buzinas aumentava. O país acabava de assistir ao início de um terramoto jurídico. A noite caiu sobre Brasília, mas ninguém dormia. As luzes do Supremo permaneciam acesas e, em frente ao edifício, dezenas de carros de reportagem se alinhavam. A cena fazia lembrar um plantão de guerra. Os jornalistas corriam entre câmaras, os repórteres falavam em direto e nas redes a palavra fux ocupava o topo dos assuntos mais comentados do país.
Dentro do tribunal, os assessores trabalhavam freneticamente, revendo cada trecho da sessão para preparar as notas oficiais. Fux, no seu gabinete, estava sentado perante uma pilha de documentos. O rosto mostrava cansaço, mas também convicção. Ele relia as páginas do processo, sublinhando excertos com uma caneta azul.
Um assessor aproximou-se com hesitação. Ministro, a imprensa quer um posicionamento sobre a repercussão do voto. Fux levantou os olhos lentamente. Não haverá pronúncia. O voto fala por si. O assessor assentiu e saiu em silêncio. No outro piso, o clima era oposto. Morais estava reunido com a sua equipa mais próxima. A tensão era visível.
Ele caminhava de um lado ao outro, gesticulando com irritação. Isso foi premeditado. Ele esperou pelo momento certo para desestabilizar o julgamento. Uma assessora respondeu com cuidado: “Ministro, talvez seja melhor não reagir publicamente. Qualquer declaração agora pode parecer pessoal.” Morais parou por um instante, respirou fundo e respondeu: “Não vou recuar.
Amanhã mesmo retomámos a sessão.” Entretanto, na explanada, o ruído crescia. Manifestantes pró Bolsonaro comemoravam com bandeiras, faixas e altifalantes. Fux fez justiça, gritavam. Do outro lado da avenida, militantes ligados ao governo aglomeravam-se com cartazes pedindo respeito pelo Supremo e chamando o voto de golpe judicial.
Policiais montavam barreiras para evitar confronto, mas a atenção estava evidente. Nos noticiários, os analistas tentavam compreender o impacto político da decisão. “O discurso de Fuxs é mais do que um voto de vencido”, dizia um comentador. É uma contestação direta à forma como Moraes conduz os processos contra Bolsonaro.
Isto pode gerar uma crise interna no Supremo sem precedentes. Noutro canal, um especialista complementava: “Fux está isolado, mas não sozinho. Há ministros que partilham da sua visão. Só não tiveram coragem de se manifestar. Por volta da meia-noite, o telefone de Fux tocou. Atendeu em silêncio. Do outro lado, uma voz conhecida.
Luí, tu tem noção do que acabou de fazer?”, perguntou Gilmar Mendes num tom baixo e controlado. Fux respondeu sem hesitar. Tenho, Gilmar. Fiz o que estava certo. Houve uma breve pausa. Depois Gilmar murmurou: “Abriste uma ferida que vai sangrar durante muito tempo.” O som da ligação foi interrompido pelo clique seco do desligar.
Horas depois, no Palácio da Alvorada, Lula reunia-se com seus principais ministros. A televisão transmitia excertos do voto de Fux. O presidente ouvia em silêncio, os cotovelos apoiados na mesa e os dedos entrelaçados sob o queixo. Quando o vídeo terminou, falou com calma, mas sem esconder a irritação: “Então, é assim é que vai ser? Um deles solta, o outro condena e o país inteiro paga o preço.
” Um assessor respondeu: “Fux está sendo tratado como um herói pela oposição. Amanhã isto vai dominar todos os jornais.” Lula levantou-se e caminhou até à janela. Pois bem, vamos ver até onde vai essa coragem. Enquanto o relógio marcava 2as da manhã, as luzes do Supremo ainda brilhavam. Brasília não dormia porque todos sabiam que o que viria na manhã seguinte poderia mudar o destino político do país.
O voto de um ministro tinha abalado os alicerces do poder e ninguém sabia como a estrutura resistiria ao impacto. O amanhecer em Brasília trouxe o peso de uma ressaca política. Desde as primeiras horas, as portas do Supremo estavam cercadas por câmaras, polícias e curiosos. O país inteiro aguardava o retomar da sessão. Dentro do tribunal, cada ministro chegou em silêncio, evitando os jornalistas.
O clima era tenso, quase militar. Nenhum sorriso, nenhum gesto desnecessário. Todos sabiam que aquele seria um dia decisivo. Fuxo a entrar. caminhou com passos firmes, escoltado por assessores, o olhar fixo em frente evitava cumprimentos, como se quisesse blindar o próprio foco. No caminho, ouviu flashes e vozes a gritar o seu nome.
Ministro, o senhor vai manter o voto? Ele não respondeu, apenas passou. No plenário, ao sentar-se, tirou a tampa da caneta e abriu novamente o processo, sem olhar para os lados. Morais já o esperava. estava sentado desde cedo, com o semblante rígido e a pasta organizada à sua frente. Assim que F se acomodou, Morais olhou-o por breves segundos.
O olhar dos dois cruzou-se, frio e calculado, sem qualquer palavra. Era o prenúncio de outro embate. Fachim, apercebendo-se do clima, abriu a sessão com voz neutra. Damos continuidade ao julgamento do processo que envolve o ex-Presidente Jair Bolsonaro. Do lado de fora, o público dividia-se entre vaias e aplausos.
Um grupo pró-governo levantava cartazes dizendo: “A democracia não se negoceia”. Enquanto do outro lado da rua, apoiantes de Bolsonaro gritavam: “Fus! É o Brasil!” As sirenes da polícia abafavam os gritos e o barulho constante ecoava até ao interior do edifício. Faxim pediu a Morais que retomasse o seu discurso. O relator ajustou os óculos, inclinou-se para o microfone e começou com voz firme.
Antes de dar continuidade ao voto, importa esclarecer que o Supremo não age com base nas paixões, age com base em provas. E as provas mostram que o ex-Presidente agiu contra as instituições. Ele ergueu um documento. Aqui estão as comunicações interceptadas, as reuniões secretas, os planos de resistência armada, tudo documentado.
Fux manteve a expressão neutra, mas fazia anotações rápidas em silêncio. Quando Moraes terminou, ele pediu a palavra. Farin assentiu. Apenas para registo, disse Fux. Quero reiterar que não existe nestes autos prova direta da participação do arguido nos eventos narrados. As ligações apresentadas são indiciárias e, por isso, insuficientes para a condenação.
Morais soltou um ligeiro suspiro e respondeu sem disfarçar a irritação. Ministro Fux, com o devido respeito, os indícios são robustos e compatíveis com a jurisprudência deste corte. O senhor sabe disso, replicou F de imediato. Compatíveis com a jurisprudência, talvez, mas não com a Constituição. A frase provocou um murmúrio no plenário.
Fashim bateu o martelo a pedir silêncio. Os dois homens se encaravam novamente. Era uma disputa de convicções, mas também de poder. Fux, mais contido, mantinha a serenidade. Morais, habituado a dominar o cenário, via-se obrigado a defender o próprio método diante das câmaras. Cada palavra deles se repercutia no país inteiro.
Nos bastidores do Planalto, assessores de Lula acompanhavam em tempo real, anotando cada frase. Um deles comentou: “Se Fux mantiver esta linha, o tribunal vai rachar”. Entretanto, no plenário, Fuxs fazia a sua última observação. Não existe justiça quando o processo nasce contaminado.
E um julgamento contaminado não fortalece a democracia, enfraquece o Estado de direito. As palavras ecoaram. O Faxim olhou para ele, depois para Morais, e percebeu que nada do que dissesse conseguiria pagar a divisão já exposta perante o país. A sessão foi suspensa para o almoço, mas ninguém parecia fome. Os jornalistas cercavam os corredores, os ministros recolhiam-se aos armários e a tensão era tão densa que parecia atravessar as paredes.
Fux se manteve em silêncio. Morais, isolado, fazia chamadas discretas e lá fora a multidão crescia. A notícia de que o tribunal estava dividido reacasia a esperança de uns e o medo de outros, o Supremo. Pela primeira vez em muito tempo, já não falava a uma só voz. O relógio marcava 2as da tarde quando o plenário foi reaberto.
O clima era mais pesado do que de manhã. O barulho vindo do lado de fora era constante. Cantos, buzinas e gritos formavam um som de tensão que parecia atravessar as paredes de vidro. Dentro da sala, os ministros regressavam aos seus lugares com passos lentos, e cada gesto era medido. Não havia espaço para sorrisos, apenas concentração e estratégia.
Morais foi o primeiro a quebrar o silêncio. Retomamos a sessão. A voz estava controlada, mas carregava um tom firme, quase desafiante. Antes de prosseguir, quero deixar claro que nenhum voto de vencido compromete a legitimidade deste tribunal. No entanto, é dever do relator esclarecer factos que estão a ser distorcidos fora deste tribunal.
Ele olhou para Fux. A justiça não se faz com manchetes. Fux manteve o olhar fixo sem responder. As câmaras transmitiam em clase o contraste entre os dois. Morais com a expressão tensa, mandíbula contraída. Fux calmo, mas com um olhar que não recuava. O país assistia como se fosse uma final de um campeonato.
Vossa Excelência fala de manchetes respondeu Fux passados alguns segundos com a voz serena. Mas quem as alimenta é quem ultrapassa os limites da lei. Quando um ministro assume um papel de investigador, acusador e juiz no mesmo processo, a a confiança pública é quebrada. Fen interveio rapidamente.
Peço aos colegas que mantenham o tom institucional, mas já era tarde. O embate estava instaurado. Morais elevou o tom. Não há confiança pública quando o ex-Presidente da República tenta sabotar o sistema eleitoral. Isto é um facto, não uma opinião. Fux não se deixou abalar. Facto também é que o arguido não teve acesso integral às provas e que a sua defesa foi restringida.
Isso é innegável. O diálogo transmitido em direto parecia cada vez mais um duelo direto. Os restantes ministros observavam em silêncio. Gilmar Mendes mexia os lábios sem som, como se murmurasse comentários para si próprio. André Mendonça, com os braços cruzados, apenas assistia. Nunes Marques mantinha o olhar baixo, evitando qualquer reação.
O plenário estava dividido, mesmo que ninguém o admitisse em voz alta. Do lado de fora, a multidão reagia em tempo real. Cada frase de Fuxs gerava aplausos e gritos de apoio. Cada fala de morais, vaias e insultos. A segurança do Supremo reforçou as barreiras. Os polícias posicionados com escudos, veículos blindados nas esquinas, helicópteros a sobrevoar à esplanada.
O país inteiro parecia segurar o ar. Dentro da corte, Fux retomou a palavra. Ministro Morais, ninguém aqui está acima da lei. O que nos torna diferentes é precisamente o respeito a ela. E quando um julgamento nasce comprometido, a história cobra mais cedo ou mais tarde. Morais respirou fundo e respondeu com voz firme: “A história cobrará aos que tentam sabotar a democracia”. O plenário estava imóvel.
Fachin bateu um martelo irritado. Senhores, peço contenção. A corte não é arena, mas a cena já estava feita. As imagens correriam o país em minutos. O confronto público entre dois ministros do Supremo tornava-se um símbolo da crise de confiança que atravessava o Brasil. Enquanto os debates técnicos continuavam, Fuxs permanecia com expressão inalterada.
A sua caneta se movia-se lentamente sobre o papel, registando observações que só ele entenderia. Morais, por seu lado, se mantinha inquieto, movendo os dedos sobre a mesa e ajeitando os papéis com frequência. A diferença entre os dois era visível. Um alimentava-se do silêncio, o outro tentava recuperá-lo à força.
Do outro lado da cidade, num salão reservado do Planalto, Lula assistia à transmissão com a equipa política. “Ele quer tornar-se o herói da direita”, disse um ministro. Lula respondeu sem desviar os olhos do ecrã. Ele quer é provocar uma crise e vai conseguir. Quando a sessão terminou nesse dia, ninguém saiu com sensação de vitória.
Cada passo dos ministros ecoava nos corredores, como o som de um tribunal à beira de uma ruptura. O Supremo, que sempre se orgulhou da sua estabilidade, tremia agora sob o peso de as suas próprias decisões. A madrugada seguinte começou sem descanso para ninguém. As luzes do Supremo permaneceram acesas a noite inteira. Do lado de fora, os repórteres revesavam-se em transmissões em direto, enquanto do lado de dentro, os assessores jurídicos dos cada ministro redigiam notas, comunicados e pareceres de urgência.
Era o tipo de noite em que Brasília não dorme porque sabe que algo está prestes a acontecer. Por volta das 6 da manhã, uma nota oficial começou a circular discretamente entre jornalistas. Era da assessoria de Fuxs. O texto era curto e direto. O voto do ministro Luiz Fuxs reflete convicção jurídica, não política.
A independência do poder judiciário é um pilar da democracia. Nem uma palavra a mais. A frase fria e controlada incendiou o noticiário. Em poucos minutos, os comentadores de rádio e TV especulavam se aquela era uma provocação direta a Morais. Pouco tempo depois, apareceu outra nota, desta vez da equipa de Morais. O tom era diferente, quase agressivo.
O relator reitera que não há espaço para revisionismo jurídico quando se trata da defesa das instituições democráticas. O Supremo não se curva a pressões. A guerra de versões estava declarada. Entretanto, no Palácio do Planalto, Lula reunia-se novamente com a sua equipa. O semblante era sério. Sobre a mesa havia recortes de jornais e manchetes que diziam: “Fux desafia STF”.
Moraes reage a voto polémico e Bolsonaro ganha fôlego político com decisão inesperada. O presidente ouviu em silêncio as avaliações dos seus assessores e depois de alguns minutos falou com firmeza: “Se este tribunal se divide, o país mergulha junto e quem beneficia ele?” Ninguém perguntou quem era.
Todos sabiam que se referia a Bolsonaro. Enquanto o governo tentava conter os danos, o ex-presidente aparecia em público pela primeira vez desde o início do julgamento. Num evento improvisado em São Paulo, Bolsonaro falou perante uma multidão. A voz estava rouca, mas o tom era triunfante. Eu disse desde o início, a verdade aparece.
E hoje o Brasil está vendo quem é quem. A plateia respondeu com gritos e bandeiras. Ele levantou a mão e completou. Eu confio na justiça. Confio em quem ainda tem coragem. Aquela frase espalhou-se como fogo. Em poucos minutos estava nas capas dos sites e nos programas de debate. Analistas apontavam que Bolsonaro, ainda inelegível, ganhava uma sobrevida política com o voto de Fuxs.
Ele agora tem discurso, tem narrativa e isso basta para voltar ao jogo”, dizia um comentador político em rede nacional. Dentro do Supremo, o clima era de contenção. Fim proibido declarações à imprensa e determinou que a retoma da sessão fosse antecipada. A decisão apanhou muitos de surpresa, incluindo Morais, que chegou cedo ao tribunal, acompanhado de seguranças e assessores.
Fux chegou em seguida sozinho, sem estabelecer contacto visual com ninguém. Quando o plenário se encheu novamente, o silêncio dominou o ambiente. As câmaras já estavam ligadas. O Faxim respirou fundo e anunciou: “Iniciámos a fase final da apreciação deste julgamento. O som seco do martelo ecoou e o país inteiro prendeu a respiração.
Do lado de fora, multidões voltaram a ocupar a esanada. Policiais reforçavam as barreiras enquanto helicópteros da imprensa sobrevoavam o local. Dentro do tribunal, o confronto entre Fuxs e Morais estava longe de terminar. O que começara por ser um voto divergente, transformava-se agora em uma disputa pública pela legitimidade do Supremo.
Enquanto a sessão começava, Morais inclinou-se sobre os papéis e falou com voz firme: “Hoje daremos um basta às distorções. O Supremo não é palco de bas.” Fux, sem tirar os olhos do processo, respondeu calmamente: “Mas é sim o palco da verdade e é por isso que estou aqui.” O país assistia a história acontecer em direto em tempo real.
O ambiente no plenário estava carregado de tensão. Cada palavra era medida, cada gesto calculado. Fashim deu a palavra a Morais, que iniciou a leitura do excerto final do seu voto. A voz era firme, mas a respiração denunciava o esforço em manter o controle. Este tribunal não se deixará manipular por narrativas políticas. A responsabilidade de proteger a a democracia está acima dos interesses individuais.
E reafirmo, Jair Bolsonaro cometeu atos que atentaram contra as instituições deste país. As palavras euaram com peso. Fux permanecia imóvel observando. Os olhos semicerrados, o corpo ligeiramente inclinado para a frente. Morais continuou. Negar estes factos é negar a própria realidade que o Brasil viveu.
O dia 8 de janeiro não foi um acidente, foi uma consequência. E este tribunal tem o dever de responder à altura. Faatin observa atentamente, consciente de que qualquer movimento fora de lugar poderia ser interpretado como apoio a um dos lados. Quando Morais concluiu, o silêncio foi absoluto. Nenhum som, nem mesmo o clique das câmaras.
Fachinha virou-se então para Fux. Ministro Luiz Fuxs, Vossa Excia. mantém o voto proferido anteriormente. Fux endireitou a postura, olhou em redor e falou sem pressa. Mantenho, porque entendo que o devido processo legal foi violado em múltiplos pontos, tornando impossível a manutenção da condenação. A justiça não pode se apoiar em irregularidades.
Morais cruzou os braços e replicou: “A justiça não pode paralisar-se diante de crimes contra o Estado”. Fux respondeu sem hesitar. E também não se pode corromper para os combater. O murmúrio no plenário foi imediato. Faxim pediu ordem, mas o clima já era insustentável. Nesse momento, André Mendonça pediu a palavra. A sua voz quebrou a rigidez da sala.
Senhores, este tribunal está a se transformando-se em campo de disputa ideológica. Nós precisamos de nos lembrar de que aqui não há vencedores. Há apenas a responsabilidade com a Constituição. As palavras trouxeram um breve momento de pausa, mas não de paz. Fux agradeceu o gesto com um ligeiro aceno.
Morais manteve o olhar fixo em frente, sem reação. Lá fora, os gritos aumentavam. O público já sabia que Fuxs tinha mantido o voto e isso bastava para acender a faísca. Buzinas, fogos de artifício e cânticos ecoavam pela explanada. Câmeras de televisão mostravam pessoas a chorar, abraçadas, como se tivessem testemunhado um ato de libertação.
Nas redes sociais, hashtags favoráveis a Fuxs e a Bolsonaro dominavam as tendências. Do outro lado, figuras ligadas ao governo acusavam o ministro de politizar a justiça. Dentro da corte, Morais tentava recuperar o controlo do debate. Ministro Fuxs, permita-me insistir num ponto. O senhor fala em violação do devido processo, mas todas as medidas foram validadas por unanimidade na fase anterior.
Fux respondeu com voz mais firme do que antes: “A união não é sinónimo de correção. Quando a a ilegalidade é repetida por todos, ela continua a ser ilegal. O impacto foi imediato. Fashin respirou fundo, tentando manter a neutralidade. O ar parecia denso, quase palpável. A câmera oficial focou-se no rosto de Fux, depois no de Morais, captando o contraste perfeito.
Serenidade contra a fúria contida, um ruído de papel sendo amassado, quebrou o silêncio. Morais, irritado, empurrou alguns documentos para o lado. Faxim anunciou um curto recesso. Suspendemos a sessão por 10 minutos. O som seco do martelo ecoou novamente, mas ninguém se levantou. Os ministros permaneceram imóveis durante alguns segundos, como se precisassem processar o que acabava de acontecer.
Fux fechou o processo lentamente, guardou a caneta no bolso e levantou-se. Morais permaneceu sentado, olhando fixamente para o chão. O embate, que até depois parecia técnico, já havia ultrapassado todas as barreiras institucionais. A corte estava dividida, a confiança abalada e o país inteiro diante da tela entendia que nada seria como antes.
O recesso terminou, mas a atenção permaneceu. Quando os ministros regressaram ao plenário, o ambiente parecia outro, mais frio, mais pesado, quase hostil. Fachen retomou a palavra com a voz cansada, mas firme. Retomámos a sessão. Este tribunal precisa de concluir o julgamento. Ele olhou rapidamente para cada ministro, como se tentasse medir a disposição de cada um para continuar.
Morais ajeitou os papéis à sua frente e falou antes mesmo de ser autorizado. Antes de prosseguirmos, quero deixar registado que não há precedente para tamanha irresponsabilidade. O voto do ministro Fuxs fere a credibilidade desta corte e alimenta a desinformação que ameaça as nossas instituições. O tom era direto, sem rodeios.
A frase soou como uma acusação. Fux levantou os olhos sem pressa. Ministro Morais, o Sr. confunde responsabilidade com submissão. Defender o devido processo legal é proteger esta corte, e não atacá-la. Morais respondeu de imediato, elevando a voz: “Proteger este tribunal é não transformá-la num instrumento de quem quer destruir a democracia.
” Os dois se encaram. O plenário inteiro ficou em silêncio. O Faxim interveio. Senhores, por favor. Mas já era tarde. O confronto era inevitável. Fux prosseguiu, desta vez com o tom mais firme. O que destrói a a democracia é o excesso de poder sem controle. O Supremo não pode ser juiz, polícia e parte ao mesmo tempo.
O senhor sabe disso melhor do que ninguém. Morais apertou o punho sobre a mesa. Não aceitei ameaças nem chantagens. E não será agora que aceitarei revisionismos travestidos de garantismo? O som das teclas das máquinas de taquigrafia parecia marcar o ritmo do embate. Cada frase era registada, cada pausa anotada.
Do lado de fora, a multidão acompanhava os flashes que saíam das transmissões em direto, reagindo em tempo real. Gilmar Mendes, que até então permanecia calado, inclinou-se para o microfone. Colegas, o país está assistindo e o que vê não é um tribunal, é uma trincheira. As palavras atingiram os dois como um apelo à razão. Fux respirou fundo e disse: “Talvez, Dilma.
” Mas, por vezes, para salvar a instituição, é necessário expor o que está errado dentro dela. O silêncio voltou e desta vez foi ainda mais tenso. Fim percebeu que nada mais poderia ser resolvido nesse dia. A divisão era clara. De um lado, a ala que seguia a linha da moral. Do outro, aqueles que, mesmo em silêncio, concordavam com a posição de Fush, o Fashim decidiu encerrar.
Diante da divergência estabelecida, esta presidência determinará a suspensão da sessão e o agendamento de nova data para a continuidade dos votos pendentes. Batendo o martelo, declarou: “Sessão encerrada. O som reverberou no plenário e nas transmissões em direto. Do lado de fora, um mar de gente começou a gritar.
Uns comemoravam, outros insultavam. O barulho era ensurdecedor. Dentro da corte, Morais recolheu os seus papéis, levantou-se lentamente e saiu sem olhar para trás. Fux permaneceu sentado durante alguns segundos imóvel. Depois guardou os documentos, levantou-se e abandonou o plenário em silêncio absoluto. Nos corredores, o burburinho era incontrolável.
Assessores, jornalistas e funcionários amontoavam-se tentando decifrar o que aquilo significava. É o início do racha no supremo dizia um. Não é só o início da reação”, afirmava outro. Enquanto que, no Palácio do Planalto, Lula assistia ao encerramento da sessão em silêncio. O ecrã da TV mostrava a saída dos ministros.
Ele levantou-se devagar, dirigiu-se à janela e, olhando para o horizonte, murmurou: “Eles abriram a porta. Agora já ninguém segura o caos.” A frase ficou no ar como um presságio. A decisão de Fuxs tinha ultrapassado o campo jurídico. O que estava em curso agora era algo muito maior, um choque direto entre poderes. O país acordou dividido.
Em Brasília, o Supremo permanecia cercado por grades, com tropas da Polícia Militar e da Força Nacional posicionadas em redor. As ruas da explanada estavam tomadas por cartazes, bandeiras e máquinas fotográficas. Cada canal de televisão transmitia em tempo real as reações ao voto de Fux. Era como se o Brasil inteiro estivesse suspenso entre a indignação e o alívio.
Nas primeiras horas do dia, o próprio Fux chegou ao tribunal. A expressão era tensa, mas controlada. Evitou a imprensa, subiu directamente ao gabinete e mandou fechar as portas. Os seus assessores limitavam-se a responder com frases curtas: “O ministro não se vai pronunciar”. Dentro da sala, lia relatórios sobre as consequências jurídicas da sua decisão.
Sabia que a a partir desse momento o Supremo nunca mais seria o mesmo. No gabinete ao lado, Morais reunia a sua equipa. O semblante era outro, tenso, visivelmente irritado. Falava depressa, batendo com o dedo sobre a mesa. “O país precisa de compreender que este é perigoso.” Abriu uma brecha que vai custar caro.
Um assessor perguntou se pretendia pedir uma medida disciplinar. Morais respondeu sem hesitar. Não, isso só daria mais palco. Vamos fazer diferente. Pegou num papel e começou a escrever à mão uma nota técnica para os restantes ministros. O objetivo era reconstruir o discurso institucional do Tribunal antes de a imagem do Supremo desabasse.
Ao mesmo tempo, no Congresso, deputados alinhados a Bolsonaro comemoravam. Um deles declarou em plenário: “A verdade venceu mesmo dentro do Supremo a quem tem a coragem de dizer basta”. Os aplausos ecoaram e a oposição aproveitou para transformar o voto de Fuxs num símbolo de resistência.
Nas redes sociais, os vídeos do ministro a ler excertos do processo circulavam com legendas como o homem que enfrentou o sistema. Enquanto isso, no Palácio do Planalto, Lula convocava uma reunião de emergência. Estavam presentes o ministro da justiça, o chefe da Casa Civil e a presidente da PT. O clima era de alerta total.
Lula falava devagar, medindo cada palavra. Não é sobre o julgamento, é sobre o que vem depois. Esta decisão vai reacender tudo. O ódio, a desinformação, o extremismo. Um dos assessores tentou tranquilizá-lo. A maioria do Supremo ainda está do nosso lado. Lula interrompeu-o. A maioria não basta quando o povo está confuso. As imagens do dia anterior voltavam a passar na televisão.
Fux e Morais discutindo em plenário, ministros de cabeça baixa e o martelo final a bater no silêncio. A cena tornara-se símbolo do desequilíbrio institucional. Nas ruas, as pessoas discutiam o tema em bares, autocarros, escolas. Para muitos, o voto de Fuxs era um ato de coragem. Para outros, um perigo que poderia abrir caminho para a impunidade.
No fim da tarde, Morais publicou a sua nota técnica. O texto tinha apenas uma página, mas o impacto foi imenso. A defesa da a democracia exige coragem, não complacência. A história julgará quem silenciou perante as ameaças. Embora não mencionasse Fux pelo nome, ninguém teve dúvidas sobre o alvo. Pouco depois, os jornalistas divulgaram que o ministro Fux tinha cancelado compromissos públicos e deixou Brasília sob segurança reforçada.
As imagens da sua saída em carro fechado e sem aceno correram o país. A manchete era direta. Fux abandona Brasília após explosão de crise no Supremo Tribunal. Nessa noite, os três poderes pareciam atuar em mundos diferentes. O Supremo fragmentado, o executivo em alerta e o legislativo explorando a divisão como arma política.
O voto, que deveria ser apenas uma divergência técnica, havia-se transformado numa ruptura histórica. E enquanto os bastidores fervilhavam, uma pergunta começava a secoar nas redacções e nas ruas. O que aconteceria se outros ministros decidissem seguir o mesmo caminho? A notícia da partida de Fux de Brasília provocou um efeito dominou.
Os jornais amanheceram com manchetes em letras grandes. O ministro que desafiou o sistema. Programas de televisão exibiam análises minuto a minuto e a internet transformou-se num campo de batalha. Em poucas horas, o país torna-se dividiu entre os que chamavam Fux de guardião da lei e os que o acusavam de traidor da democracia.
No Supremo, o ambiente era de pura tensão. Gilmar Mendes convocou uma reunião informal com alguns ministros para tentar restabelecer o diálogo interno. “Se não retomarmos o controlo, isso vai-nos engolir”, disse em tom grave. Carmen Lúcia concordou, mas acrescentou: “Já ninguém confia em ninguém. A fissura é real.
” Faxim, silencioso, apenas confirmou com um ligeiro aceno. O tribunal, que sempre se orgulhou da sua unidade institucional, estava agora dividido em blocos com alianças discretas e olhares desconfiados. Enquanto isso, Morais articulava nos bastidores, ligava para líderes partidários, procuradores e até jornalistas.
“Precisamos de defender o Supremo, não é sobre mim, é sobre a autoridade da instituição”, dizia. Mas todos sabiam que era também pessoal. O confronto com Fux tinha atingido o seu ego e a sua reputação. À tarde, Fuxs reapareceu publicamente. Numa breve declaração feita num auditório fechado e sem perguntas, falou apenas o essencial.
A minha decisão foi técnica, baseada nos factos e na constituição. Não move-me a ideologia, move-me o dever. O judiciário precisa de ser maior do que os seus próprios conflitos. O pronunciamento durou menos de 3 minutos, mas foi suficiente para reacender o debate. Do lado de fora, a multidão aplaudia-o. Fus presidente! Gritavam alguns enquanto outros levantavam cartazes com a frase justiça não tem lado”.
A imagem do ministro a sair do edifício com semblante neutro tornou-se símbolo de um novo tipo de resistência, uma que vinha de dentro das instituições. Na mesma hora, Lula se reunia com aliados no palácio. O semblante era de preocupação. “Ele se colocou como mártir.” “É isso que está a acontecer”, disse o presidente com voz contida.
Enquanto o povo o vê como um herói, nós parecemos os vilões. Um assessor sugeriu uma estratégia de contenção. Deixe o Supremo resolver internamente. Se o governo reagir, vai parecer perseguição. Lula respirou fundo e respondeu: “Já estão em guerra e ninguém sabe onde isto vai parar. Nos canais internacionais, o episódio ganhava espaço.
Manchetes de fora descreviam o Brasil como um país em crise institucional e comparavam o embate entre Morais e Fuxs com os conflitos de tribunais supremos em nações em colapso político. O embaixador dos Estados Unidos em Brasília pediram reunião de emergência com o Itamarati para compreender o impacto da instabilidade jurídica.
Enquanto isso, Bolsonaro aparecia num live, aproveitando o momento. O semblante era sereno, quase confiante. Eu avisei que a verdade ia aparecer. Quando um homem lá dentro tem coragem de dizer o que toda a gente sabe, é porque ainda há esperança. Ele fez uma pausa, olhou para a câmara e completou. A justiça tarda, mas não falha.
A fala tornou-se viral instantaneamente. Milhares de apoiantes partilharam o vídeo transformando o voto de Fuxs num símbolo de redenção. No entanto, entre as elites políticas crescia o receio de que o gesto tivesse consequências imprevisíveis. No Supremo, Fachim terminou o dia com uma frase que ficou registada nas notas internas do Tribunal.
Hoje o problema não é o arguido, somos nós. O Brasil, pela primeira vez em anos, assistia à visível desintegração do seu poder mais temido e ninguém sabia o que viria a seguir. Na manhã seguinte, a explanada dos ministérios amanheceu cercada. As ruas foram bloqueadas, drones sobrevoavam a zona e um cordão de segurança isolava o edifício do Supremo.
Mesmo assim, centenas de pessoas se aglomeravam-se do lado de fora, segurando cartazes com frases que iam de justiça para todos. A Fux não está só. O país inteiro acompanhava cada imagem, cada gesto, cada palavra. Lá dentro, o clima era de exaustão. Os ministros evitavam se cruzar nos corredores.
Os seguranças sussurravam, os assessores caminhavam rápido e as portas fechadas pareciam esconder o medo de um colapso institucional. Fuk chegou cedo, sem escolta adicional, e foi diretamente ao plenário vazio. Ficou de pé diante da bancada, observando o espaço silencioso, tocou no tampo de madeira com a ponta dos dedos e respirou fundo.
Pouco depois, Moraes entrou na sala, acompanhado por dois assessores. Quando viu Fux ali, parou. O silêncio foi absoluto. Por alguns segundos, os dois entreolharam-se, sem raiva, sem ironia, apenas um frio reconhecimento de que haviam cruzado uma linha sem retorno. Morais quebrou o silêncio. Ministro Fux. Espero que o senhor compreenda o que isso causou.
Fux respondeu com voz baixa, mas firme. Compreendo perfeitamente e ainda assim faria o mesmo. Morais não replicou, apenas assentiu levemente, virou-se e saiu sem dizer mais nada. Poucas horas depois, Faken convocou uma conferência de imprensa. O rosto demonstrava o cansaço de quem tentava segurar um edifício prestes a ruir.
O Supremo Tribunal reafirma a sua unidade institucional e o compromisso com a Constituição. As divergências fazem parte do processo democrático, mas este Tribunal permanecerá firme na sua missão de garantir o estado de direito. As palavras soaram protocolares, mas o tom traía preocupação. Enquanto isso, as ruas ferviam.
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, manifestações tomavam forma. Em umas bandeiras com o rosto de fux, noutras cartazes a pedir a sua demissão. As redes sociais transformaram-se em campo de guerra e o país afundava-se numa polarização ainda mais profunda. Naquela noite, foi emitida uma reportagem especial em rede nacional.
O Ancora abriu o programa com voz grave. O Brasil vive um momento decisivo. A Corte Suprema, antiss símbolo de estabilidade, agora enfrenta a maior crise da sua história. O voto de um ministro abriu a ferida que muitos teimavam em ignorar. Enquanto a matéria mostrava imagens do julgamento, do plenário, das manifestações, uma trilho suave conduzia à narração.
O público assistia ao retrato de um país dividido, de uma justiça fragmentada, de um poder que já não falava em unísono. No seu gabinete, Fux assistia em silêncio. O reflexo do ecrã tremulava em os seus olhos. Quando a reportagem terminou, desligou a televisão, ficou de pé e olhou pela janela. Brasília dormia sob o peso de uma incerteza que parecia não ter fim.
Na mesma hora no Planalto, Lula também olhava para o horizonte. As luzes da cidade refletiam nos seus olhos cansados. Falou baixo, como se pensasse alto. Quando a justiça se divide, quem vence é o caos. E, de facto, o país parecia a beira disso, um caos silencioso, institucional, que ninguém sabia como conter.
Aquele dia ficou marcado como o início de uma nova era política no Brasil, uma era em que até a justiça, o último pilar do poder, mostrava as suas rachaduras. E enquanto as câmaras se desligavam e os corredores esvaziavam, uma verdade permanecia. O voto de Fuxs tinha mudado o rumo da história. Talvez para sempre.
O Brasil assistiu atónito, ao que parecia impossível, a ruptura silenciosa dentro da sua mais elevada corte. O voto de Fux não foi apenas uma divergência jurídica, foi um terramoto político que expôs fissuras profundas no coração do poder. E agora cada palavra, cada decisão carrega o peso de um país dividido entre a confiança e a desconfiança, entre a lei e a percepção de justiça.
Neste novo cenário, não há vencedores claros. Morais, símbolo da rigidez institucional, e Fuxs, rosto da insubordinação jurídica, representam lados opostos de uma mesma crise, a perda da unidade. A sociedade observa e sente que algo mudou, que o equilíbrio que sustentava o sistema já não é o mesmo. E no meio deste caos calculado, surge uma verdade dura e inegável.
Quando a justiça se torna palco de disputa, ninguém está a salvo, nem os poderosos, nem os cidadãos comuns. O Supremo, antes intocável, é agora visto com olhos de desconfiança. E o país, mais uma vez paga o preço da instabilidade. Caros ouvintes, o que vimos não é o fim de uma história, é o início de uma nova fase, fase essa em que a verdade, o poder e a justiça caminham em sentidos opostos.
E cabe-nos a nós observar, questionar e nunca esquecer o que presenciamos. Se esta história te impactou, fez-te refletir sobre o momento que o Brasil vive, inscreva-se no canal para continuar a acompanhar os bastidores do poder, as verdades ocultas e os factos que estão a moldar o futuro do nosso país. Até à próxima.















