FILHO DO MILIONÁRIO VIVIA DOENTE — ATÉ QUE A BABÁ POBRE DESCOBRIU ALGO EM BAIXO DA CAMA QUE MUDOU TU

6 da manhã. Marina Santos sobe às escadas de mármore da mansão dos Almeida, transportando a sua bolsa simples e o coração cheio de esperança. Aos 28 anos, ela conseguiu finalmente um emprego como ama numa família rica depois de meses desempregada. O salário vai ajudar a pagar o tratamento da mãe doente e liquidar as dívidas que se acumularam. A casa é imponente.
Três andares, jardim enorme, piscina, tudo que Marina só via nas revistas. Mas o que mais impressiona é o silêncio pesado que paira sobre o lugar, como se a própria mansão estivesse doente. Marina, uma voz fria ecoa pelo rall de entrada. É Valentina Almeida, 35 anos. elegante como modelo de revista, mas com olhos que cortam como o gelo.
Você é a nova ama? Sim, senhora Marina Santos, muito prazer. Valentina olha-a de cima a baixo, reparando na roupa simples, na bolsa velha, os sapatos gastos. Espero que que compreenda a responsabilidade que tem aqui. Meu intiado, o Gabriel é uma criança especial. Como assim especial? Você vai descobrir. Valentina vira costas.
Segue-me.” Sobem para o segundo andar, onde fica o quarto do Gabriel. Marina ouve uma tosse fraca vinda de trás da porta. Quando Valentina abre, ela vê um menino de 7 anos na cama, pálido como papel, com olheiras profundas e respiração difícil. “Gabriel, esta é a Marina, a tua nova ama.
” O menino levanta os olhos cansados. “Olá”, sussurra com a voz rouca. Marina sente o coração apertar. Aquela criança está claramente muito doente. Olá, Gabriel, como está a se sentindo? Cansado, responde tcindo de novo. O Gabriel tem uma condição respiratória crónica, explica Valentina friamente. Ele fica na cama a maior parte do tempo.
Só precisa de dar os medicamentos no horário certo e chamar-se piorar. Marina olha em redor do quarto. É luxuoso, mas frio, sem brinquedos espalhados, sem desenhos na parede, sem vida. Não brinca, não sai do quarto. Os médicos disseram que é melhor ele ficar em repouso. Qualquer esforço pode agravar o quadro.
Algo não soa bem para Marina, mas esta não questiona no primeiro dia. Onde está o pai dele? O Ricardo viaja muito em trabalho. Aparece quando pode. Valentina entrega uma lista. Aqui estão os horários dos medicamentos. Siga exatamente como está escrito. Gabriel toma seis medicamentos diferentes por dia. Marina pega na lista. São muitos os medicamentos para uma criança de 7 anos.
Antialérgicos, broncodilatadores, calmantes, vitaminas. Ele toma tudo isso. Prescrição médica, não questione. Depois de Valentina sair, Marina senta-se na cadeira ao lado da cama do Gabriel. Você gosta de histórias? Os olhos do menino brilham um pouco. Gosto. Que tipo? De aventura. Mas a Valentina disse que não me posso emocionar muito. Marina franze o sobrolho.
Criança que não se pode emocionar. E o que mais gosta de fazer? Gabriel pensa. Antes gostava de correr no jardim, mas agora já não posso. Desde quando não pode? Desde que a A Valentina veio viver para aqui, ela disse que o médico disse que é perigoso. Marina fica com uma sensação estranha. Há há quanto tempo ela vive aqui? Uns do anos.
Desde que a minha mãe morreu. A sua mãe morreu? Gabriel fica triste. Acidente de carro. Depois o papá ficou muito triste e a A Valentina apareceu para cuidar de nós. A Marina compreende agora. Valentina é a nova companheira do pai, e não a mãe biológica. E, pelo que parece, ela não tem muito carinho pela criança.
Durante o primeiro dia, a Marina observa tudo atentamente. O Gabriel parece mesmo doente, tosse constante, falta de ar, cansaço extremo, mas há momentos em que parece querer brincar, querer sair da cama, mas se segura. Gabriel, sente dor em algum lugar? Não. Só fico muito cansado depois que tomo os medicamentos. Isso chama a atenção de Marina. Depois dos medicamentos.
É, antes de tomar, às vezes sinto-me melhor, mas depois fico muito sonolento. À tarde, Valentina aparece com uma tabuleiro cheio de remédios. Hora dos medicamentos, Gabriel. Marina observa enquanto ela prepara os comprimidos e xaropes. Gabriel faz cara feia. Eu posso não tomar hoje? Estou a sentir-me melhor. Claro que não.
A Valentina é firme. O médico disse que precisa tomar todos os dias, senão pode ter uma crise. O Gabriel toma tudo obedientemente, mas Marina nota que ele fica imediatamente mais apático depois. Nessa noite, quando está a organizar o quarto, Marina derruba acidentalmente o comando que rolou para debaixo da cama.
Quando se baixa para apanhar, a sua lanterna do telemóvel ilumina algo estranho. Debaixo da cama de Gabriel, há uma caixa escondida. Curiosa, puxa a caixa e abre. No interior há frascos vazios de medicamentos, mas não são os mesmos que o Gabriel está a tomar. Estes têm nomes diferentes e a maioria são sedativos e tranquilizantes fortes.
Marina sente o sangue gelar. Por que Valentina estaria a esconder frascos vazios de sedativos debaixo da cama de uma criança? Ela pega num dos frascos e lê o rótulo: Diazepam, uso adulto. Outro frasco, Lorazepan, tarja preta. São medicamentos controlados, perigosos para as crianças. Nesse momento, ouviram-se passos no corredor.
Rapidamente, ela empurra a caixa de volta para debaixo da cama e finge estar arrumando o cobertor de Gabriel. Valentina aparece à porta. O que você está a fazer? Só a arrumar o quarto. Marina responde, tentando soar natural. Valentina olha desconfiada. O Gabriel está a dormir? Sim, dormiu logo depois dos medicamentos. Ótimo.
Pode ir para casa agora. Amanhã chega às 6. No caminho para casa, Marina não consegue deixar de pensar no que encontrou. Sedativos escondidos debaixo da cama. Gabriel a ficar sonolento depois dos medicamentos. A criança que aparentemente era saudável antes de Valentina chegar. Uma suspeita terrível começa a formar-se em a sua mente.
No segundo dia, a Marina chega determinada a observar mais atentamente. Ela anota os horários que o Gabriel toma os medicamentos e como reage. Sempre a mesma coisa. Logo depois de tomar, ele fica sonolento e apático. Gabriel, ela pergunta quando estão sozinhos. Você recorda como se sentia antes de começar a tomar estes medicamentos? O menino pensa, acho que melhor.
Eu corria, brincava, mas a Valentina disse que eu estava doente e não sabia. E quando parou de correr? Quando comecei a tomar os medicamentos, a Valentina disse que se eu correr, posso morrer. Marina sente raiva crescendo no peito. Gabriel, queres tentar ficar sem alguns medicamentos hoje? Só para ver como se sente? Gabriel fica com medo. A Valentina vai ficar zangada.
Ela não precisa de saber. E se se sentir mal, damos o medicamento na hora. O menino pensa e concorda. Quando Valentina traz o tabuleiro de medicamentos, Marina distrai-a. Senhora Valentina, posso perguntar sobre a dieta do Gabriel? Pensei que podia fazer algo mais nutritivo. Enquanto Valentina fala sobre comida, Marina derrama discretamente metade dos medicamentos líquidos na planta ao lado da cama.
Gabriel toma apenas metade da dose. Duas horas depois, algo surpreendente acontece. Gabriel senta-se na cama sozinho pela primeira vez em dias. Marina, estou a sentir-me estranho. Estranho como? Menos cansado, como se pudesse levantar-se. Marina mal consegue conter a emoção. Você quer tentar manter-se em pé? Gabriel hesita, mas Marina ajuda-o.
Ele consegue ficar de pé, cambaleando um pouco, mas de pé. Não acredito. Ele sussurra. Há muito tempo que não consigo estar de pé. Nesse momento, passos ecoam no corredor. Rapidamente, Marina ajuda Gabriel a voltar para a cama. Valentina entra. Como é que ele está? dormindo marinamente, mas Valentina repara em algo diferente.
Ele parece diferente hoje. Como assim? Menos sonolento. Valentina olha desconfiada para Marina. Deu todos os remédios? Claro. Nessa noite, Marina volta a casa com a certeza de que o Gabriel está sendo deliberadamente drogado, mas necessita de mais evidências antes de fazer qualquer acusação. No terceiro dia, decide ser mais ousada.
Quando Valentina sai para fazer compras, Marina para completamente com os medicamentos de Gabriel. “Hoje vamos ver como se sente sem qualquer medicamento”, diz ela. Gabriel fica nervoso. E se eu ficar doente? Eu estou aqui. Se se sentir mal, damos o medicamento na hora. As primeiras duas horas são normais. O Gabriel dorme um pouco, mas é um sono natural, não o sono pesado e sedado de sempre.
À terceira hora, Gabriel acorda mais alerta. Marina, estou com fome. É a primeira vez em dias que ele demonstra ter apetite. A Marina vai buscar comida e quando regressa encontra Gabriel sentado na cama a brincar com um carrinho que estava esquecido em cima da mesa. Gabriel, está a brincar? É. Ele sorri. Estou a sentir-me melhor. À tarde, Gabriel consegue caminhar pelo quarto.
Não corre porque ainda está fraco, mas caminha. E o mais importante, não tce. Não há falta de ar, Marina. Ele diz, acho que não estou doente de verdade. Por que razão acha isso? Porque só me sinto mal depois dos medicamentos. Quando não tomo, sinto-me normal. Marina sente um misto de alívio e raiva. Alívio porque Gabriel não está realmente doente.
Raiva porque alguém está fazendo deliberadamente mal a essa criança. Quando Valentina regressa, Gabriel está de volta à cama, fingindo estar sonolento. Mas Marina vê que ele está diferente, mais vivo, mais presente. Deste os medicamentos, Valentina? Pergunta. Dei Marina mente outra vez. Valentina examina Gabriel. Ele parece estranho hoje.
Como assim? Não sei. Diferente. Valentina apanha o termómetro. Vou verificar se ele tem febre. A temperatura está normal. Pressão normal, respiração normal. Esquisito, murmura Valentina. Geralmente ele fica mais debilitado ao longo do dia. Nessa noite, a Marina toma uma decisão. Vai confrontar Valentina, mas precisa de ter evidências concretas.
decide recolher amostras dos medicamentos para analisar. No quarto dia, enquanto A Valentina está ao telefone, a Marina recolhe pequenas amostras de cada medicamento que Gabriel deveria tomar. Coloca tudo em pequenos frascos e esconde na mala. À tarde, leva as amostras ao seu amigo farmacêutico, Carlos.
Carlos, pode analisar estes medicamentos para mim? Claro. Para que serve? Marina hesita. Preciso de saber se são realmente os medicamentos que estão nos rótulos. Carlos examina as amostras. Marina, isto aqui é a sério. Vou precisar de algumas horas para fazer os testes. Quanto tempo? Ligo-te amanhã com os resultados. Nessa noite, a Marina mal dorme.
E se ela estiver certa? E se estiver errada? E se a Valentina descobrir o que está fazendo? No quinto dia, o Gabriel está visivelmente melhor ao fim de dois dias quase sem medicação. Ele consegue ficar de pé mais tempo, tem mais apetite, está mais alerta. Marina, ele sussurra quando estão sozinhos.
Acha que eu posso tentar caminhar até à janela? Vamos tentar. Gabriel consegue caminhar até à janela sozinho. Quando olha para o jardim, os seus olhos brilham. “Eu lembro-me de brincar lá em baixo”, diz. antes de ficar doente. Quer tentar descer? Gabriel fica entusiasmado, mas também com medo. E se a Valentina descobrir? Ela saiu para o salão. Não volta até à tarde.
Devagar, Marina ajuda Gabriel a descer as escadas. Ele está fraco por causa dos meses de sedação, mas consegue andar. No jardim. Gabriel respira fundo. O ar aqui é diferente. Como assim? Mais saboroso. No quarto parece sempre que falta o ar. Marina franze o sobrolho. Gabriel, me mostra onde brincava antes. Gabriel aponta para um baloiço por baixo de uma árvore.
Ali a minha mãe sempre me empurrava. Quer experimentar? Gabriel fica no baloiço e a Marina empurra-o devagar. É a primeira vez em meses que o vê realmente sorridente, realmente feliz. Posso ir mais alto? Pode. Gabriel rie enquanto balança. Um som que Marina não tinha ouvido antes. A gargalhada de uma criança saudável e feliz.
Depois de meia hora no jardim, regressam para o quarto. O Gabriel está cansado, mas é um cansaço normal de quem brincou, não o cansaço pesado da sedação. Marina, ele diz, obrigado por me deixares brincar. De nada, querido. Acha que eu vou ficar bom? Marina olha-o nos olhos. Eu acho que já está bom. Naquela tarde, o telefone de Marina toca.
É Carlos. Marina, preciso de falar contigo urgente. O que descobriu? Os resultados dos testes. Precisa de vir aqui agora. Marina mente a Valentina, dizendo que precisa de sair rapidamente e corre para a farmácia. O Carlos está sério. Marina, de onde vieram essas amostras? Por quê? Porque metade destes medicamentos não são o que está escrito no rótulo.
Marina sente o coração disparar. Como assim? Carlos mostra os papéis. Este aqui que deveria ser um broncodilatador para a asma é na realidade raloperidol, um antipsicótico forte utilizado para cedar doentes agitados. E este que deveria ser vitamina C é o Midazolam, um sedativo utilizado em cirurgias.
Marina sente náuseas e os outros. Todos são sedativos ou tranquilizantes disfarçados. Marina, isso é envenenamento. Quem está a dar isso para quem? Uma criança de 7 anos. Carlos fica pálido. Meu Deus, isto pode provocar danos neurológicos permanentes. Quem está a fazer isso? A madrasta. Você precisa de chamar a polícia agora.
Marina sai da farmácia com os resultados dos exames e uma certeza, a Valentina está envenenando sistematicamente Gabriel. Mas porquê? No caminho de regresso à mansão, ela liga à mãe. Mãe, lembras-te quando trabalhava como empregada para aquelas famílias ricas? Lembro-me. Por quê? Já viu algum caso de madrasta que não gostava do ente enado? Dona Rosa fica em silêncio.
Marina, onde quer chegar? Acha que uma madrasta seria capaz de fazer mal a uma criança se isso trouxesse vantagem para ela? Filha, porquê estas perguntas? Marina conta tudo para a mãe. O estado de Gabriel, os medicamentos falsos, a descoberta debaixo da cama. Minha nossa senhora sussurra dona Rosa.
Marina, esta mulher está a tentar matar o menino. Não sei se matar, mas está definitivamente a fazer mal. Por quê? Ainda não sei, mas vou descobrir. Marina, cuidado. Gente assim é perigosa. Eu sei, mãe, mas não posso abandonar essa criança. Quando Marina regressa para a mansão, encontra Valentina furiosa. Onde estava? Saí rapidamente para fazer um negócio. Sem avisar.
Não pode sair sem avisar. Desculpe. A Valentina olha desconfiada. O Gabriel está diferente hoje, muito mais alerta. Pode ser porque dormiu bem. Dormiu bem? Valentina franze o sobrolho. Ele nunca dorme bem durante o dia. Os remédios deixam-no sonolento o tempo todo. Marina percebe que cometeu um erro. Talvez os medicamentos estejam a fazer mais efeito.
Ou talvez não esteja a tomar direito. Valentina aproxima-se. Marina, está a dar todos os medicamentos no horário certo? Claro, vou ficar de olho. Nessa noite, a Marina fica a pensar no que fazer. Tem as evidências dos medicamentos falsificados, mas precisa compreender o motivo. Porquê Valentina faria isso ao Gabriel? Decide investigar mais a fundo.
No sexto dia, Valentina fica de olho em Marina o tempo todo. Não se pode diminuir a dose dos medicamentos. Gabriel volta a ficar sonolento e apático. Mas durante um momento em que Valentina atende o telefone, Gabriel sussurra a Marina. Estou a sentir-me mal de novo. Eu sei, querido. Vamos resolver isso. Promete? Prometo.
À tarde, Ricardo Almeida, o pai de Gabriel, chega de viagem. Marina nunca o tinha visto antes. É um homem de 40 anos, bem vestido, mas com um aspeto cansada. Como está o Gabriel? Ele pergunta para Valentina. Igual sempre, doente, mas estável. Ricardo sobe para ver o filho. Marina observa a interação entre eles. Olá, papá. Gabriel diz com a voz fraca.
Olá, filho. Como está? Cansado. Ricardo toca na testa de Gabriel, ainda com a respiração difícil. Às vezes, Marina repara que Ricardo parece genuinamente preocupado com o seu filho. Ele não sabe o que está a acontecer. Quando Ricardo desce, Valentina interceta-o. Querido, o médico disse que o Gabriel pode necessitar de internamento.
Internamento? Por quê? O quadro não está melhorando. Talvez seja melhor ele ficar no hospital um tempo. Marina sente um frio na espinha. A Valentina quer internar. Gabriel, longe de casa, longe de testemunhas, seria mais fácil continuar o envenenamento. Acha necessário? pergunta o Ricardo. O médico recomendou. Que médico? O Dr.
Mendonça, estava a viajar quando ele veio. A Marina nunca viu médico nenhum visitando o Gabriel. Mais uma mentira de Valentina. Nessa noite, quando a casa está silenciosa, Marina toma uma decisão. Vai confrontar Valentina, mas primeiro precisa de proteger Gabriel. Ela desce à cozinha e encontra Valentina a preparar os remédios para o dia seguinte.
Valentina? Ela diz, “Preciso de falar contigo. Sobre o quê?” Marina respira fundo. Sobre os medicamentos do Gabriel. A Valentina para de mexer. O que t eles? Eu sei o que estás fazendo. O silêncio é pesado. Valentina vira-se devagar. Do que está falando? Eu sei que os medicamentos são falsos, que está a drogar o Gabriel.
Valentina fica pálida, mas tenta negar. Você está louca. Tem os exames que provam. O aloperidol me da Zolan sedativos que não deveriam estar nos medicamentos de uma criança. Valentina olha para Marina com ódio. Não pode provar nada. Posso sim e vou provar. Quem vai acreditar em si? Uma pobre ama contra mim? O Ricardo vai acreditar quando souber a verdade.
Valentina ri-se. O Ricardo, ele ama-me, confia em mim completamente. Ele também ama o filho. E quando descobrir o que está a fazer, ele não vai descobrir. Valentina aproxima-se ameaçadoramente e não vai contar. Vou sim. Não, não vai. Valentina abre uma gaveta e pega uma faca. Porque vai ter um acidente. Marina recua.
Valentina, não faça isso. Devia ter ficado na sua, não se metido onde não foi chamada. Por que está a fazer isso com o Gabriel? Valentina ri-se friamente. Porque este miúdo é o único obstáculo entre mim e a herança do Ricardo. Herança? O Ricardo é muito rico, Marina. E no testamento atual tudo fica para Gabriel quando ele fizer 18 anos.
Eu só fico com uma parte pequena. A Marina compreende agora. Queres matar o Gabriel para herdar o dinheiro? Não matar. Incapacitar. Se ele ficar com danos neurológicos permanentes, não pode herdar. A tutela passa para mim. Você é um monstro. Eu sou esperta. O Ricardo nunca desconfiaria que a esposa extremosa estava a envenenar o entetiado doentinho.
Valentina avança com a faca, mas Marina é mais rápida. Ela pega numa panela e acerta em Valentina na cabeça. A mulher cai no chão, atordoada. Marina corre para o quarto de Gabriel. Gabriel, acorda. O menino abre os olhos com dificuldade. Marina, precisamos de sair daqui agora. Por quê? Explico depois.
Consegue andar? Gabriel levanta-se cambaleando. A Marina ajuda-o a descer as escadas. Na cozinha, Valentina está a levantar-se com sangue na testa. “Vocês não vão sair daqui”, grita ela. Marina pega em Gabriel ao colo e corre para a porta. Valentina vem atrás com a faca. No jardim, Marina grita: “Socorro! Alguém me ajuda! As luzes da casa dos vizinhos se acendem.
Valentina para, percebendo que chamou a atenção. Isso não acabou, sussurra ela. A Marina corre com Gabriel até casa do vizinho e bate na porta desesperadamente. Por favor, ajudem-me. Uma mulher está tentando magoar-nos. O vizinho, Sr. António, abre a porta. O que está a acontecer? Liguem para a polícia, urgente.
Enquanto esperam pela polícia, a Marina liga a Ricardo. Senr. Ricardo, é a Marina Babá do Gabriel. O senhor precisa de vir para casa agora. Por quê? O que aconteceu? A sua esposa estava envenenando o seu filho. Silêncio do outro lado. O que disse? Tenho provas. Os medicamentos que Gabriel toma são sedativos disfarçados.
A Valentina estava a tentar causar-lhe danos neurológicos. Isso é impossível. Senr. Ricardo. Olha para o seu filho agora. Há dias que não toma os medicamentos e está muito melhor. Ricardo pára para pensar. O Gabriel está melhor? Muito melhor. Consegue andar, brincar, está alerta. Eu eu vou parar aí agora. A polícia chega em 15 minutos.
A Marina conta tudo. Os medicamentos falsificados, a descoberta debaixo da cama, a confissão de Valentina sobre a herança. Onde estão as provas? pergunta o delegado. Marina mostra os resultados dos exames dos medicamentos. Eis as análises que comprovam que os medicamentos são falsos. Quando os polícias vão até à mansão, encontram Valentina a tentar destruir provas.
Ela estava a queimar os frascos vazios de sedativos que estavam escondidos debaixo da cama. Valentina Almeida, você está presa por tentativa de homicídio e maus tratos a menor. Isto é um mal entendido. Ela grita. A ama que está inventando tudo. As evidências falam por si só, diz o delegado, mostrando os frascos e os exames.
Ricardo chega quando Valentina está a ser levada pela polícia. Olha para Gabriel, que está no colo de Marina, e não acredita no que vê. Gabriel: “Olá, papá! Estás, tu parece diferente. Estou melhor, papá. A Marina ajudou-me. Ricardo aproxima-se. O Gabriel não está pálido, não está tcindo, está alerta e responsivo.
Marina, diz ele, o que realmente aconteceu aqui? Marina conta tudo desde o primeiro dia. As suspeitas, os testes dos medicamentos, a descoberta do plano de Valentina. Ela queria a herança, explica Marina. Estava a tentar provocar danos neurológicos no Gabriel para assumir a sua tutela e controlar o dinheiro. Ricardo fica em choque.
Eu confiei nela completamente. Ela era muito boa a fingir. Gabriel. Ricardo ajoelha-se em frente do filho. Lembra-se de como se sentia antes de começar a tomar os medicamentos? Me lembro-me, papá. Eu corria, brincava no jardim, não ficava cansado. E quando começou a sentir-se doente, Gabriel pensa: “Quando a Valentina chegou, ela disse que eu estava doente e precisava tomar medicamentos.
Ricardo abraça o filho chorando. Perdoa-me, Gabriel, eu devia ter percebido. Tudo bem, papá? A Marina salvou-me.” Ricardo olha para Marina com gratidão infinita. Como posso te agradecer? Não tem de agradecer. Eu só fiz o que era certo. Nos dias seguintes, Gabriel realiza exames médicos completos. Os resultados mostram que ele está completamente saudável.
Os meses de sedação causaram fraqueza muscular e atraso no desenvolvimento, mas nada permanente. Com fisioterapia e tempo, ele vai recuperar completamente, diz o médico. Valentina é indiciada por tentativa de homicídio qualificado, falsificação de medicamentos e maus tratos. A investigação revela que ela já já o tinha feito antes.
O seu primeiro marido morreu em circunstâncias suspeitas depois de ficar doente misteriosamente. Ricardo despede todos os médicos que tratavam Gabriel. Descobrem que alguns eram comprados por Valentina e outros nem existiam. Marina, o Ricardo diz uma semana depois, gostaria de te fazer uma proposta. Que tipo de proposta? Quero que fique, não como ama, mas como parte da família.
O Gabriel precisa de alguém que realmente se preocupa com ele. Marina olha para Gabriel, que está brincando no jardim, correndo e rindo como uma criança normal. Eu adoraria ficar. Ótimo. E a Marina? Sim. Obrigado por salvar o meu filho, por ter a coragem de fazer o que era certo, mesmo arriscando o seu emprego. Três meses depois, Gabriel está completamente recuperado.
Corre pelo jardim, vai à escola, tem amigos. É uma criança normal e saudável. Marina tornou-se mais que uma ama. é como uma segunda mãe para Gabriel e uma amiga próxima de Ricardo. Formaram uma família não convencional, mas cheia de amor verdadeiro. Marina, Gabriel diz uma tarde enquanto brincam. Obrigado por me salvar. De nada, querido.
Você sempre vai ficar connosco. Marina olha para Ricardo, que sorri, e abana a cabeça positivamente. Sempre, Gabriel, para sempre. Valentina foi condenada a 15 anos de prisão. Na cadeia, ninguém tem simpatia por mulheres que fazem mal às crianças. Ela descobriu que a justiça tem a sua própria forma de punir os culpados.
Gabriel cresceu saudável e forte, sempre lembrando a humilde ama que teve a coragem de descobrir a verdade e salvá-lo. E Marina aprendeu que, por vezes, as famílias mais bonitas são aquelas que escolhemos com o coração, não as que nascemos. Um ano depois do sucedido, O Ricardo tomou uma decisão que surpreendeu a Marina.
Marina, você mudou as nossas vidas completamente. O Gabriel não é apenas saudável fisicamente. Ele é feliz. E também encontrei paz depois de tanto tempo. Eles estavam no jardim ver o Gabriel brincar com outros meninos da vizinhança. Algo impensável nos tempos de Valentina. Senr. Ricardo, eu só fiz o meu trabalho.
Não, fez muito mais do que isso. Você salvou a minha família. Ricardo parou e olhou nos olhos dela. Marina, sei que a nossa diferença social pode parecer um obstáculo, mas senhor Ricardo, aceita casar comigo? Marina ficou em choque. Como? Eu Apaixonei-me por ti, pela tua coragem, a sua bondade, a sua dedicação ao Gabriel.
Nos últimos meses, percebi que é a pessoa que quero ao meu lado para sempre. O Gabriel, que estava a brincar, ouviu a conversa e correu para eles. Pai, vais casar com a Marina? Se ela quiser. Gabriel abraçou Marina. Por favor, diz que sim. Aí vai ser minha mãe de verdade. Marina olhou para os dois homens que se tornaram a sua família. Eu aceito.
Seis meses depois, numa cerimónia simples e emocionante, Marina Santos passou a ser Marina Almeida. Não houve ostentação. Ela não queria apenas a família, os verdadeiros amigos e muito amor. Durante a festa, Gabriel fez um discurso que emocionou todos os convidados. A Marina salvou-me quando eu estava muito doente.
Ela descobriu que uma pessoa má estava a fazer-me mal e teve a coragem de me proteger. Agora ela é a minha mãe e o meu pai está novamente feliz. Obrigado, Marina, por cuidares da nossa família. Dois anos depois, Marina deu à luz Sofia, a irmãzinha de Gabriel. O menino, agora com 10 anos, era o irmão mais protetor do mundo.
O Papa Sofia, ele dizia transportando a bebé com cuidado. Ninguém nunca lhe vai fazer mal. O irmão O Gabriel está aqui. Ricardo observava emocionado. A sua família estava completa, saudável e feliz. Durante a investigação criminal, descobriram que Valentina já tinha tentado o mesmo esquema por duas vezes antes.
O seu primeiro marido realmente morreu por envenenamento gradual e ela quase conseguiu fazer o mesmo com um segundo homem rico, mas foi descoberta antes. “Ela é uma sociopata calculista”, disse o psiquiatra forense, “Incapaz de amor verdadeiro, apenas interessada em dinheiro e estatuto. Na prisão, Valentina perdeu tudo, o luxo, o estatuto, a liberdade.
Outras presas, especialmente as que eram mães, não tinham piedade de alguém que fazia mal às crianças. “Como pode fazer com uma criança?”, perguntou uma reclusa. “Vocês não entendem”, respondia Valentina. “Era só negócio.” “Criança não é negócio”, rebatia outra presa. A Valentina vivia isolada, desprezada, mesmo entre criminosas.
Entretanto, na mansão que era agora verdadeiramente um lar, a vida florescia. Gabriel tornou-se um menino brilhante na escola, atlético e popular. Os médicos confirmaram que não houve danos permanentes do envenenamento. “É um milagre”, disse o pediatra. “Mais alguns meses daqueles medicamentos e os Os danos neurológicos poderiam ter sido irreversíveis.
” A Marina chegou na altura certa”, respondeu Ricardo, como um anjo da guarda. Uma tarde, 5 anos depois dos acontecimentos, Gabriel estava a fazer dever de casa quando perguntou: “Mãe Marina, a senhora arrepende-se de ter vindo trabalhar aqui?” Marina parou de embalar Sofia, agora uma menina esperta de 3 anos.
Por que perguntas isso, meu amor? “Porque passou por coisas más por nossa causa. A Valentina quase te magoou.” Marina sentou-se ao lado dele. Gabriel, tudo o que passei valeu a pena para ter vós como família. Eu era só uma ama em busca de emprego. Hoje sou mãe de dois filhos maravilhosos e esposa de um homem que me ama.
Como poderia eu me arrepender? E não sente falta da a sua vida de antes? Que vida de antes? Eu não tinha família. Estava sempre preocupada com o dinheiro, cuidando da avó rosa sozinha. A Marina abraçou Gabriel. Hoje tenho tudo o que sempre sonhei. O Ricardo apareceu à porta do escritório. Do que estão a conversar? O Gabriel estava preocupado se me arrependo de ter vindo para aqui.
Ricardo juntou-se a eles. Gabriel, a sua mãe Marina, é a pessoa mais corajosa que conheço. Ela arriscou tudo para te proteger. Eu sei, pai. Por isso quero ser corajoso tal como ela quando crescer. Já é corajoso disse Marina. Você confiou em mim quando eu disse que o senhor não estava realmente doente.
Isso foi muito corajoso para uma criança. Sofia apareceu a correr. Mamã, mamã, irmão Gabriel. A menina atirou-se para o colo de Marina. Ela chamava o Gabriel de irmão Gabriel desde que começou a falar. “Vem cá, Sofia”, disse Gabriel pegando no irmã. “Vamos brincar no jardim?” “Vamos.” Saíram a correr e Ricardo sentou-se ao lado de Marina.
Você está bem? Estou ótima. Por quê? Às vezes, me preocupo se é feliz de verdade. A nossa história começou de forma tão traumática. Marina olhou pela janela, ver as crianças brincar no jardim onde Gabriel foi outrora proibido de pisar. Ricardo, sabe qual foi o momento em que soube que te amava? Não foi quando chegou nessa noite e a primeira coisa que fez foi abraçar Gabriel.
não se preocupou com escândalo, com polícia, tendo Valentina sido presa. Só queria saber se o seu filho estava bem. Claro, é meu filho. Exato. E foi nesse momento que vi que tipo de homem que realmente era. Um pai que ama o filho acima de tudo. Como eu não ia apaixonar-me por isso? Ricardo a beijou suavemente. Eu amo-te, Marina Almeida. também te amo.
Naquela noite, depois de colocar as crianças a dormir, Marina foi ao quarto, que um dia foi o seu local de trabalho, e agora era quarto de brinquedos da Sofia. Ela se lembrou-se do dia em que encontrou aquela caixa debaixo da cama de Gabriel. Se não tivesse derrubado o comando, se não se tivesse abaixado para apanhar, se não tivesse visto aqueles frascos.
“Em que está a pensar?”, perguntou Ricardo, aparecendo atrás dela. No destino. Como uma coisa pequena pode mudar tudo? Como assim? Se eu não tivesse deixado cair aquele comando remoto, nunca teria encontrado os frascos de sedativos. Gabriel continuaria a ser envenenado. Mas encontrou porque prestava atenção, porque se preocupava com ele.
Outras amas podem ter passado por aqui e não perceberam nada. Mas percebeu porque tem um coração bom. Marina sorriu. Sabe o que é engraçado? Eu vim aqui desesperada por um emprego. Precisava do dinheiro para cuidar da minha mãe. Pensei que ia trabalhar alguns meses e procurar algo melhor. E acabou salvar uma criança e encontrar uma família. A vida é mesmo estranha.
Ricardo abraçou-a por trás. Não é estranha, é justa. As pessoas boas merecem coisas boas e as pessoas más também recebem o que merecem. A Valentina está a pagar pelos crimes dela. Na semana seguinte, A Marina recebeu uma chamada inesperada. Marina é a delegada Carla Santos. Lembra de mim? Claro.
O que aconteceu? A Valentina quer falar consigo. Marina ficou gelada. Comigo? Por quê? Ela diz que quer pedir desculpa. Não quero falar com ela. Compreendo, mas ela está muito mal. Os outros reclusos não têm sido gentis com ela. E deviam ser. Ela tentou matar uma criança. Tem razão. Só achei que devia avisar.
Marina desligou e contou ao Ricardo. O que quer fazer? perguntou. Nada. Não quero ver aquela mulher nunca mais. Tem certeza? Por vezes o perdão ajuda mais quem perdoa do que quem é perdoado. A Marina pensou: “Não, perdoei no meu coração, mas isso não significa que preciso vê-la. Algumas feridas são perdoadas, mas não esquecidas.
” Ricardo concordou. “Tens razão.” Dois meses depois, a delegada voltou a ligar. Marina, Valentina morreu na prisão. Como? Luta com outras reclusas. Ela estava sempre a provocar, dizendo que era melhor que as outras porque tinha dinheiro. Ontem a coisa saiu de controle. Marina sentiu um misto de alívio e tristeza. É triste.
Ela podia ter escolhido ser diferente. Pessoas como ela raramente mudam. Pelo menos agora, Gabriel está seguro para sempre. Nessa noite, a Marina contou para Ricardo sobre a morte de Valentina. “Como se sente?”, perguntou. Aliviada e triste ao mesmo tempo. Aliviada porque sei que ela nunca mais pode magoar o Gabriel ou qualquer outra criança.
Triste porque uma vida foi desperdiçada. Ela escolheu o seu próprio caminho. É verdade. Gabriel, agora com 12 anos, ouviu a conversa. Pai, mãe, a Valentina morreu. Sim, filho. Gabriel ficou em silêncio por um momento. Estou triste por ela. Por quê? perguntou a Marina surpresa. Porque ela podia ter sido feliz se tivesse escolhido ser boa.
Em vez disso, escolheu ser má e acabou sozinha e morta. Marina abraçou o filho. Tens um coração muito bom, Gabriel. Aprendi contigo. Anos se passaram. Gabriel formou-se no ensino secundário com honras. A Sofia tornou-se uma menina inteligente e carinhosa, e a Marina e Ricardo construíram um casamento sólido, baseado no amor e no respeito mútuo.
Na formatura de Gabriel, este fez um discurso como orador da turma. Quando eu tinha sete anos, quase morri, não por uma doença, mas por causa da maldade dos alguém que me deveria proteger. Fui salvo por uma mulher humilde que teve a coragem de questionar, de investigar, de lutar por mim próprio, arriscando tudo.
A plateia estava em silêncio total. Essa mulher ensinou-me que o heroísmo não é sobre superperes ou riqueza, é sobre fazer o que está certo, mesmo quando é difícil. Trata-se de proteger quem não pode se proteger. É sobre o amor verdadeiro. Gabriel olhou para Marina na plateia. Mãe, obrigado por me salvares e obrigado por me ensinar que a família não é sobre sangue, trata-se de escolher amar alguém todos os dias. A Marina chorava de emoção.
Ricardo segurou-lhe a mão. O nosso filho ele sussurrou. O nosso filho ela concordou. Depois da cerimónia, uma jornalista se aproximou-se de Marina. Senora Almeida, posso fazer uma entrevista sobre a sua história? Por quê? A sua história inspirou muitas pessoas, amas, empregadas domésticas, pessoas humildes que se identificaram com a sua coragem.
Marina hesitou. Não sei. Gabriel aproximou-se. Mãe, acho que devias contar a nossa história. Pode ajudar outras pessoas. Como? Outras amas podem aprender a prestar atenção aos sinais. Outros pais podem aprender a confiar nos instintos e outras crianças podem saber que sempre tem alguém disposto a protegê-las. Marina olhou para Ricardo, que abanou a cabeça positivamente.
Está bem, vou dar a entrevista. A matéria foi publicada e tornou-se viral. A ama que salvou uma vida foi partilhada milhões de vezes. Centenas de pessoas comentaram: “Marina, tu és um exemplo de coragem. Obrigada por mostrar que as pessoas simples podem fazer coisas extraordinárias. A sua história motivou-me a não ter medo de questionar a autoridade quando algo está errado.
Mas o comentário que mais tocou Marina foi de uma ama de São Paulo. A Marina, por causa da sua história, prestei mais atenção à criança de quem cuido. Descobri que a madrasta também estava a dar medicamentos estranhos. Consegui salvar o menino há tempo. Obrigada por me inspirares a ser corajosa. Viu? Disse o Gabriel. Nossa história está a salvar outras crianças.
5 anos depois, a Sofia tinha 8 anos e Gabriel com 17, preparando-se para entrar na faculdade de medicina. Por que medicina? perguntou a Marina. Porque quero ajudar crianças como a Valentina me prejudicou. Quero ser pediatra e saber identificar sinais de maus tratos. Estou orgulhosa de ti.
Estou orgulhoso de também tu, mãe, por me teres salvo e por me ensinar a ser uma boa pessoa. Uma noite, Marina e Ricardo estavam no jardim onde tudo começou, onde Gabriel outrora foi proibido de brincar e agora corria livre com a Sofia. “Você alguma vez imaginava que a nossa vida seria assim?”, perguntou o Ricardo. “Nunca.
Quando bati à porta desta casa à procura de emprego, só queria sobreviver mais um mês e acabou por salvar todos nós. Nós nos salvamos mutuamente. Ricardo beijou-a sob as estrelas. Amo-te, Marina, por tua coragem, a sua bondade, a sua força. Te amo também por me darem uma família, por confiar em mim, por me amar tal como sou.
Como é que uma humilde ama como eu acabou com uma vida tão abençoada? Porque mereceu, porque fez as escolhas acertadas, mesmo quando era difícil. Ficaram em silêncio, ouvindo as gargalhadas da Sofia e do Gabriel brincando dentro de casa. “Sabe o que é o mais incrível?”, disse Marina. “O quê? Eu vim aqui para cuidar de uma criança doente.
Descobri que ele não estava doente, estava a ser envenenado. Salvei ele e apaixonei-me por vocês. E agora temos uma família linda. O amor venceu a maldade e vence sempre quando a gente tem coragem para lutar por ele. Gabriel apareceu à porta. Mãe, pai, a Sofia quer que vejam o desenho que ela fez. Vamos, disse a Marina.
Era um desenho da família. Marina, Ricardo, Gabriel e Sofia, todos de mãos dadas em frente à casa. É a nossa família, disse a Sofia, orgulhosa. É a nossa família, concordou Marina, abraçando a filha. E era mesmo uma família que nasceu da coragem de uma mulher humilde, que se recusava a ignorar quando uma criança estava a sofrer.
Uma família que provou que o verdadeiro amor é mais forte do que qualquer maldade. Gostou desta história? Acha que A Marina foi corajosa o suficiente? Como reagiria se descobrisse algo do género? Conta-me nos comentários.















