A Filha do Milionário dormia 20 horas por dia — até que a Babá olhou a bolsa da Madrasta e descobriu

Carla Mendes nunca imaginou que um anúncio no jornal mudaria a sua vida para sempre. Procura-se ama experiente para criança de 3 anos, salário acima do média, regime completo. O endereço indicava o bairro mais nobre da cidade e Carla, aos 26 anos, enfermeira recém- formada e desempregada há 3 meses, não hesitou em candidatar-se.
A mansão do Santo Silva é um moderno palácio de vidro e mármore, com jardins impecáveis e uma fonte no centro da entrada circular. Carla para em frente ao portão eletrónico, ajusta o blazer simples, mas limpo e respira fundo. Precisa deste emprego desesperadamente. Carla Mendes para a entrevista. Ela fala no intercomunicador.
O portão abre-se automaticamente e ela caminha pela alameda de pedras até à porta principal. Uma mulher elegante de 40 anos, cabelo loiros perfeitamente arranjados e roupas caríssimas a recebe. Deve ser a Carla. Sou a Verónica Santo Silva. A voz de Verónica é doce, mas há algo nos olhos dela que deixa Carla desconfortável. Um brilho calculista que não combina com o sorriso. Prazer, senora Santos Silva.
Chamem-me Verônica. Entre, por favor. A sala de estar é deslumbrante. Lustre de cristal, sofás de pele italiano, quadros que Carla reconhece de revistas de arte. Mas o que mais chama atenção é o silêncio. Para uma casa com criança pequena, está demasiado silenciosa. Sente-se. Quer café? Obrigada. Verônica serve o café em chávenas de porcelana fina e acomoda-se elegantemente no sofá da frente.
Conte-me sobre a sua experiência. Sou licenciada em enfermagem com especialização em pediatria. Trabalhei do anos no Hospital infantil São José e se meses como ama particular. Porque saiu do hospital? Carla hesita. Como explicar que foi demitida por questionar medicamentos excessivas nas crianças? Queria uma experiência mais próxima, cuidando de uma criança específica.
Aí a família anterior mudaram-se para o estrangeiro. Verónica anota algo num caderninho dourado. Que idade tem? 26 anos. Casada, filhos? Solteira, sem filhos? Melhor, assim pode dedicar-se totalmente à Sofia. A Sofia é sua filha? Por um momento, algo escuro passa pelo rosto do Verónica. A Sofia é filha do meu marido, Ricardo. Minha entiada.
A forma como ela dizada, sou a gelada. Ela tem três anos. Sim, é uma criança especial. Especial como? Vai entender quando a conhecer, mas antes preciso de explicar a rotina dela. Verónica pega numa pasta e entrega-a para Carla. A Sofia tem um problema de saúde que exige cuidados específicos. Carla abre a pasta e vê horários rigorosos, medicamentos, instruções detalhadas.
Ela toma medicação para dormir. Tem distúrbio do sono grave. Sem medicação estaria agitada 24 horas por dia. Carla franze o sobrolho lendo a prescrição. A dosagem parece excessiva para uma criança de 3 anos. Este medicamento é muito forte. Prescrito pelo melhor neurologista de São Paulo, Dr. Henrique Moreira. Entendo.
E durante o dia, durante o dia ela dorme a maior parte do tempo. É mais tranquilo para todos. Criança de 3 anos dormir durante o dia não é normal. Verónica endurece a expressão. Como eu disse, ela tem necessidades especiais. Se isso é um problema para si, não é problema. Só queria perceber. Ótimo. Quando pode começar? Hoje mesmo, se precisar. Perfeito.
O seu salário será de 5.000€ por mês, mais habitação e alimentação. Carla quase se engasga. É três vezes mais do que ganhava no hospital. Parece muito generoso. Pagamos bem porque exigimos discreção absoluta e dedicação total. A Sofia precisa de cuidados 24 horas. Claro. Excelente. Vou levá-la a conhecer Sofia. Elas sobem uma escadaria de mármore até ao segundo andar.
O corredor é longo, com várias portas fechadas. Verónica para na última porta e bate suavemente. Sofia, vim com uma pessoa especial para o conhecer. Silêncio total. Verónica abre a porta e Carla fica chocada com o que vê. O quarto é bonito, decorado como um conto de fadas, cheio de brinquedos caros e móveis delicados.
Mas, no meio da cama, King Size, uma menina demasiado pequena dorme profundamente. A Sofia é lindíssima. Cabelo encaracolado castanho, pele pálida como porcelana, vestindo um pijama de seda rosa. Mas há algo de perturbador na cena. A criança está demasiado imóvel, respirando demasiado devagar. Ela sempre dorme assim.
A medicação deixa-a bem tranquila. Carla aproxima-se da cama. A Sofia parece mais nova que trs anos, demasiado magra, frágil como uma boneca de vidro. Posso verificar os sinais vitais dela? Para quê? É um hábito da enfermagem. Quero ter a certeza que está tudo bem. Verónica hesita. Não é necessário. O médico vem todas as semanas.
A Carla toca delicadamente o pulso de Sofia. Está muito lento. A respiração também está deprimida. A que horas ela tomou a medicação? às 6 da manhã. E vai tomar de novo quando? Às 18 horas. A Carla faz cálculos mentalmente. 12 horas de intervalo com esta dosagem significa que a criança fica sedada quase 24 horas por dia.
Verónica, esta medicação não está excessiva. O Dr. Moreira ajustou a dose especificamente para ela. Nesse momento, Sofia mexe-se ligeiramente e abre os olhos. São verdes como o jade, mas vidrados, sem foco. Olá, Sofia, eu sou a Carla. A menina olha para Carla sem reação, como se não a estivesse a ver. Depois volta a fechar os olhos. Ela fica sempre assim, sonolenta.
É o efeito do medicamento, muito melhor do que quando está agitada. A Carla sente algo de errado, mas não pode acusar sem provas. Onde está o pai dela? O Ricardo viaja muito a trabalho, empresa de importação e exportação. Fica fora quase o mês inteiro e quando está em casa, prefere que a Sofia esteja calma. Trabalha muito, precisa de descansar.
A Carla começa a compreender a dinâmica. O pai ausente, a madrasta que quer uma criança conveniente, a medicação excessiva para manter a Sofia quieta. Vou levá-la para ver o seu quarto. É ao lado do quarto da Sofia. O quarto da Carla é confortável, mas simples, com uma cama de solteiro, roupeiro e uma pequena mesa. Tem uma porta que liga com o quarto da Sofia.
Para facilitar o cuidado noturno, Verónica explica. Perfeito. Deixo-lhe se instalar. As regras estão na pasta. Qualquer dúvida, procure-me. Verônica sai e Carla fica sozinha. Ela volta a o quarto da Sofia e observa a menina dormindo. Há algo de profundamente errado naquela situação. Pega na pasta e lê as instruções detalhadamente.
A rotina é rígida. Medicação às 6 da manhã e às 6 da tarde, refeições apenas líquidas. Nada de atividades estimulantes. Silêncio absoluto no quarto. Meu Deus! Carla murmura. Isto não é tratamento, é sedação forçada. Ela pega no telemóvel e investigação sobre o Dr. Henrique Moreira. Encontra o site da clínica dele, especializada em neurologia infantil.
Parece legítimo, mas a medicação prescrita ainda a incomoda. Às 2as da tarde, a Sofia acorda ligeiramente. Carla aproxima-se da cama. Olá, princesa. Como está se sentindo? A Sofia abre os olhos lentamente, ainda muito sonolenta. Sede? Ela sussurra com voz rouca. Vou arranjar água para si.
Carla desce até ao cozinha onde encontra a dona Marta, a cozinheira. Uma senhora de 60 anos com expressão gentil, mas preocupada. Deve ser a nova babá. Sou a Carla. Dona Marta. Há quanto tempo trabalha aqui? 15 anos. Desde antes da Sofia nascer. Como era Sofia antes da medicação? A Dona Marta olha em redor, nervosa, como que verificando se alguém está a ouvir.
Era uma criança normal, esperta, faladora, cheia de energia. E quando iniciou a medicação, logo após que a dona Verónica casou com o Senr. Ricardo há do anos, Carla sente um arrepio. Antes disso, a Sofia não tomava medicamentos, não tomava nada, era saudável, como qualquer criança. E o que aconteceu? A Dona Marta baixa a voz.
Dona A Verónica disse que ela estava muito agitada, que não deixava ninguém descansar. Mas isso é normal para criança de um ano. É o que eu sempre achei. Mas não sou médico, certo? Carla pega num copo de água e volta para o quarto. A Sofia ainda está acordada, mas claramente a lutar contra o sono. Aqui está a água, princesa.
Carla ajuda Sofia a sentar-se e beber. A menina engole com dificuldade, como se estivesse muito fraca. Como lhe chama? Carla. E você é Sofia, não é? Sofie. Ela sussurra. Mama. Me chamava-se Sofie. O coração de Carla se aperta. Onde está a tua mamã, céu? Sofia responde com os olhos a fecharem-se novamente.
Carla entende que a mãe biológica morreu. Provavelmente por isso, Ricardo casou com Ver. Durante duas semanas, Carla observa a rotina de Sofia. A menina dorme aproximadamente 20 horas por dia, acordando apenas para necessidades básicas. Quando está acordada, fica confusa, fraca, sem energia para brincar. Isso não está certo. A Carla pensa constantemente.
Uma manhã, enquanto ajuda a Sofia a tomar a medicação, ela nota algo estranho. O comprimido é maior que o normal para este tipo de medicamentos e tem um cheiro diferente. A Sofia abre a boca para mim. A menina obedece automaticamente. Carla coloca o comprimido na língua dela, mas em vez de lhe dar água imediatamente, ela examina o medicamento mais de perto.
Há algo de errado com a cor, o formato e, principalmente, o cheiro. Tem um aroma adocicado e herbal que Carla não reconhece de medicamentos convencionais. Engole, Sofie. A menina engole com dificuldade e volta a deitar-se. Naquela tarde, enquanto Verónica está numa reunião social, Carla decide investigar. Ela vai até à casa de banho de Verônica procurar mais informações sobre a medicação.
O quarto de banho da suí principal é luxuoso como um spa, mármore, metais dourados, espelhos por todos os lados. A Carla procura no armário de medicamentos, encontra vários frascos com o nome de Sofia, mas todos contêm medicamentos diferentes do que está na prescrição original. Mais estranho ainda, existe um frasco sem rótulo com comprimidos que parecem caseiros.
“O meu Deus!”, sussurra Carla, examinando os comprimidos mistério. “Isto aqui não é medicamento de farmácia. Ela pega num dos comprimidos não identificados e o cheira. O mesmo aroma adocicado e herbal que sentiu na boca de Sofia. Que droga é essa? A Carla fotografa os frascos com o telemóvel, incluindo sem etiqueta.
Depois regressa rapidamente para o quarto de Sofia. A menina está a dormir profundamente. Mais uma vez. A Carla se senta-se ao lado da cama e observa o respiração deprimida da criança. Sofia, se me conseguir ouvir, saiba que vou ajudar-te. Nessa noite, Carla investigação sobre os medicamentos que encontrou.
Reconhece alguns como drogas psiquiátricas legais, mas nada que justifique o estado da Sofia. E os comprimidos sem rótulo continuam a ser um mistério. Na manhã seguinte, Carla decide confrontar Verónica indiretamente. Verónica, posso falar contigo? Claro. Que foi? Estou preocupada com a Sofia. Ela está muito sonolenta. É normal.
O médico explicou que ela precisa de muito descanso, mas 20 horas por dia não é normal para nenhuma criança. Verônica endurece a expressão. Carla, está questionando o tratamento médico? Só estou preocupada com o bem-estar dela. O Dr. Moreira é um especialista de renome. Se ele prescreveu essa medicação, é porque a Sofia precisa.
Posso acompanhar ela numa consulta? Não é necessário. Eu Trato das questões médicas dela, mas como babysitter, eu deveria conhecer o histórico médico completo. Você deveria cuidar dela de acordo com as instruções. Não questionar. O tom de Verónica fica ameaçador. Claro. Desculpa se fui intrometida.
Espero que não aconteça de novo. Carla percebe que tocou num ponto sensível. A Verónica está a esconder algo. Durante os próximos dias. A Carla presta mais atenção nos detalhes. Nota que Verónica sempre administra pessoalmente a medicação da Sofia, nunca permitindo que a Carla o faça sozinha. Por que razão ela não confia em mim para dar o medicamento? Carla pergunta-se.
Uma tarde, Verónica precisa de sair urgentemente para resolver um problema no banco. Carla, vou demorar cerca de 2 horas. A Sofia já tomou a medicação da tarde, então deve dormir o tempo todo. Está bem, vou cuidar dela. Assim que Verónica sai, Carla volta ao casa de banho da suí. Desta vez, ela procura mais cuidadosamente. Numa gaveta escondida atrás do espelho, encontra algo que a deixa em choque.
Há um pequeno frasco com etiqueta em caracteres chineses e uma tradução escrita à mão. Extrato de papoila e ervas calmantes. Uso tradicional para acalmar as crianças inquietas. Papoua. A Carla sussurra. Ela está a dar ópio a Sofia. Carla fotografa o frasco e pesquisa no telemóvel. Descobre que é uma substância tradicional chinesa que contém opiácios naturais, utilizada ilegalmente para cedar crianças.
É indetetável em exames convencionais porque é considerado produto natural. Meu Deus! Verónica está drogando Sofia com substância ilegal. Carla continua à procura e encontra mais evidências. Há anotações da própria Verónica sobre as dosagens, horários e efeitos. Uma das notas diz: Aumentar dose aos fins de semana quando Ricardo está em casa.
A Sofia não pode fazer barulho. Outra anotação. Produto chinês funciona melhor que os medicamentos convencionais. Não aparece nos exames médicos. Perfeito para manter a paz na casa. Carla sente-se nauseiada. Verônica não está a medicar a Sofia por problemas de saúde. Está a drogar a criança porque não tolera o barulho de uma criança normal.
Esta mulher é um monstro. Carla volta para o quarto e encontra Sofia ligeiramente acordada. Carla, sim, princesa. Estou aqui. Por tudo gira. É a primeira vez que Sofia demonstra a consciência dos efeitos da droga. Você está a sentir-se melhor? Acho que sim. Posso água? A Carla dá-lhe água e nota que os seus olhos estão menos vidrados que o normal.
Sofia, lembra-se de antes de tomar os medicamentos? A menina franze a testinha como se estivesse fazendo um grande esforço para se lembrar. Eu brincava com a mama. A sua mamãe era legal? Era. Cantava para mim. E depois que a mamã foi para o céu, a Sofia fica quieta por um momento. A tia, vê, ficou brava.
Brava porquê? Porque eu chorava e corria. Fazia barulho. A Carla sente raiva a subir pelo peito. Verônica começou a drogar a Sofia porque a criança fazia barulho normal de criança. Sofie, gosta dos medicamentos? Não me deixam tonta. Não consigo brincar. Quer brincar um bocadinho? Os olhos de Sofia se iluminam pela primeira vez.
Posso? Pode sim. A Carla pega em alguns brinquedos e Sofia, mesmo ainda sonolenta, tenta brincar. É óbvio que ela é uma criança normal, sendo artificialmente sedada. Quando Verónica regressa, encontra Sofia dormindo novamente. Como é que ela ficou? Tranquila, dormiu quase todo o tempo. Ótimo. É assim que ela deve ficar.
Nessa noite, Carla toma uma decisão. Não pode continuar a ser cúmplice deste abuso. Durante as próximas noites, Carla começa a reduzir gradualmente a dosagem da droga chinesa. Em vez de dar o comprimido inteiro, parte pela metade, depois em quartos, substituindo por vitamina em pó que trouxe de casa. Se a Verónica perguntar, vou dizer que A Sofia parece estar a desenvolver tolerância ao medicamento.
Carla planeja. Durante a primeira semana de redução, Sofia começa a ficar ligeiramente mais desperta. Na segunda semana, a transformação é notável. Carla, a Sofia diz numa manhã, sentando-se na cama. O passarinho cantou bonito. É a primeira vez que Carla vê Sofia a reparar algo do mundo envolvente. Está sim, princesa.
Que tal tomar o pequeno-almoço? Posso comer comida de verdade? Claro que pode. Carla desce com Sofia para o cozinha, tendo o cuidado de fazer silêncio. Dona Marta quase desmaia quando vê a menina acordada e caminhando. Santa Maria, a Souf acordada. Olá, dona Marta. Sofia diz com a voz ainda fraca, mas alegre. Meu Deus, fazia dois anos que não ouvia esta voz direito.
A Dona Marta abraça a Sofia com lágrimas nos olhos. Tenho fome, Diz a Sofia. Vou fazer mingal quentinho para si. Enquanto a Sofia come, a Carla conversa com a dona Marta sobre a situação. Dona Marta, descobri uma coisa muito grave. O quê? Verónica está dando droga chinesa a Sofia. Não é medicamento de verdade. Droga chinesa, algo feito com papou. É óbvio natural.
A Dona Marta fica pálida. Meu Deus do céu. Por isso a menina ficava assim. Exato. E o pior é que ela faz isso só porque não gosta de barulho de crianças. Sempre achei estranho. Dona Verónica vivia a queixar-se de qualquer som que a Souf fazia. Pode me ajudar? Como? Preciso de documentar o estado de Sofia sem a droga para mostrar ao pai.
Claro, mas é preciso ter cuidado. Dona A Verónica é perigosa quando fica zangada. Durante os próximos dias, Carla filma discretamente a Sofia acordada, brincando, falando. A diferença é impressionante comparada com o estado anterior, mas Verónica começa a notar mudanças. Carla, A Sofia parece mais agitada ultimamente.
Talvez seja o desenvolvimento natural dela, ou talvez a medicação não esteja funcionando. É possível. Vou ligar para Dr. Moreira para aumentar a dose. Carla sente pânico. Verónica, talvez seja melhor reduzir primeiro, ver se ela consegue estar bem com menos medicação. Reduzir? Está louca? Ela vai ficar insuportável.
Insuportável como? correndo, gritando, fazendo barulho, não suporta o barulho de criança. Finalmente, Verónica admite a verdadeira razão da medicação. Mas ela tem 3 anos. É normal fazer barulho. Não em minha casa. Preciso de tranquilidade. Verónica, a Sofia é uma criança. Criança brinca, corre, fala alto.
Não, se eu der a medicação certa. A frieza com que Verónica fala assusta Carla. Esta mulher realmente não tem amor nenhum pela Sofia. Vou aumentar a dose hoje mesmo. Verônica decide. Nessa tarde, Verónica traz uma dose dupla da droga chinesa. Hoje Sofia vai tomar medicação extra. Por quê? Porque preciso de paz absoluta.
Tenho amigas a virem para o chá da tarde. Carla entende que Verónica quer drogar Sofia só para impressionar as amigas com uma casa silenciosa. Não posso deixar que isso aconteça, Carla pensa. Na hora da medicação, Carla finge dar a dose dupla à Sofia, mas na verdade deita tudo para a sanita. Pronto, Sofie. Tomou o medicamento.
Sofia apenas sussurra. Não gosto do sabor. Durante o chá da tarde, a Sofia está mais acordada que Verónica esperava. As amigas da Verónica, Beatriz, Sílvia e Carmen, estão na sala quando ouvem passos no andar de cima. Verónica, tem criança na casa? Pergunta a Beatriz. É minha intiada, mas ela costuma dormir à tarde toda.
Sofia aparece no topo da escada, sonolenta, mas acordada. Carla, posso descer? Verónica fica furiosa. Sofia, volte para o quarto, mas quero brincar agora. As amigas observam com curiosidade. Que menina tão bonita, comenta Carmen. É, mas tem problemas neurológicos, Veronicamente. Toma medicação pesada. Carla aparece e leva Sofia de volta para o quarto. Desculpe, dona Verónica.
Ela acordou mais cedo hoje. Converso contigo depois. Verónica diz com raiva contida. Depois de as amigas irem embora, Verónica sobe furiosa para o quarto de Sofia. O que aconteceu à medicação? Não sei. Talvez ela esteja a desenvolver tolerância. Tolerância? Impossível. Aumentei a dose. Às vezes acontece com medicações contínuas.
Verónica examina A Sofia, que está a brincar com um ursinho. Ela está demasiado acordada. Isso não pode continuar. Talvez possamos experimentar outros métodos para a acalmar. Que métodos? Atividades relaxantes, música suave, rotina mais estruturada. Verónica R sarcástica. Quer que eu vire professora de jardim de infância? Só as atividades que cansem-na naturalmente.
A única coisa que funciona é a medicação. Vou conseguir algo mais forte. Carla sente arrepios. Mais forte como? O Dr. Moreira tem outras opções. Nessa noite, Carla ouve Verónica a fazer uma ligação estranha. Olá, eu sou a Verónica. Preciso daquele produto mais forte. Sim, para a criança. Não importa o preço, amanhã está bom.
Carla percebe que Verónica está encomendando drogas ainda mais perigosas. Tenho de fazer alguma coisa antes que ela mate Sofia. Na manhã seguinte, Carla toma uma decisão desesperada, liga a Ricardo Santos Silva. Olá, senhor Ricardo. Sou a Carla. Babada Sofia. Ah, oi, Carla. Aconteceu alguma coisa, senhor? Preciso de falar urgentemente sobre a medicação da Sofia.
Que tem a medicação? Não é medicação a sério, é droga chinesa ilegal. Silêncio do outro lado da linha. Como assim? Sua esposa está a dar substância com ópio para A Sofia só porque não gosta de barulho de criança. Tem certeza disso? Tenho provas, fotos, gravações, tudo. Ricardo fica em silêncio durante um longo momento.
Carla, pode guardar Sofia segura até eu chegar? Posso tentar. Estou apanhando o primeiro voo. Chego hoje à noite. Senr. Ricardo, a sua esposa está tentando arranjar drogas ainda mais fortes. Meu Deus. Não a deixe dar mais nada à Sofia. E se ela forçar? Invente qualquer desculpa.
Diga que a Sofia está com febre, que precisa de ver médico primeiro. Qualquer coisa. Depois da chamada, Carla sente alívio e medo ao mesmo tempo. Ricardo vai voltar, mas Verónica pode fazer algo drástico antes de ele chegar. Durante a manhã, Verónica sai para encontrar Lu, o fornecedor da droga chinesa. Dona Marta, preciso da sua ajuda. Que foi, menina? Senr.
Ricardo está a voltar hoje. Ele vai querer ver A Sofia acordada e saudável. É, como vamos fazer isso? Vou fingir que a Sofia está com febre. Assim posso cancelar a medicação sem Verónica suspeitar. Boa ideia. Quando Verónica regressa, traz um pequeno pacote com caracteres chineses. Chegou o novo medicamento. Verónica. A Sofia está com febre.
Acho melhor não dar medicação hoje. Febre? Desde quando? Começou de manhã. Está com 38º. A Carla mostra um termómetro que ela aqueceu propositadamente. Vou chamar o Dr. Moreira. Ele disse para não medicar quando há febre. Pode ser perigoso. Verónica fica irritada, mas ela vai estar agitada o dia todo. É temporário.
Quando a febre baixar, volta ao normal. Está bem, mas se ela fizer muito barulho, vou dar a medicação mesmo com febre. Durante todo o dia, Carla consegue manter a Sofia calma com atividades silenciosas. A menina está mais alerta que nunca, mas coopera quando Carla explica que precisa de fazer silêncio. Sofia, vamos brincar aos estátua? Como brinca? Você fica bem sossegadinha, igual a uma estátua.
É divertido? É um jogo especial. Quem conseguir ficar mais quieta ganha. Sofia aceita a brincadeira, feliz por poder participar em algo pela primeira vez em anos. Às 9 da noite, Ricardo chega a casa. Verónica fica surpreendida. Ricardo não sabia que estava a voltar hoje. Mudança de planos. Onde está a Sofia? Dormindo. Ela teve febre hoje.
Febre? Que tipo de febre? Nada de grave. Carla cuidou dela. Ricardo sobe diretamente para o quarto da Sofia. A Carla está ali a fingir verificar a temperatura da menina. Como ela está a melhorar? A febre baixou. Ricardo olha para Sofia, que está acordada, mas quieta. Papa! Ela diz, surpreendendo a todos.
Sofia, como você está tão alerta. A Carla olha significativamente para o Ricardo. Ela está a reagir bem ao descanso. Ricardo entende que há algo de importante acontecendo. Verónica, pode deixar-nos sozinhos um minuto? Quero falar com a Carla sobre os cuidados médicos. Verónica hesita, mas sai do quarto. Papa, Sofia diz mais claramente, não quero mais maus medicamentos.
Ricardo fica chocado a ouvir a filha falar uma frase quase completa. Carla, ela está diferente. É sobre isso que preciso de falar com o senhor. Carla conta tudo. Mostra as fotos das drogas chinesas, explica como Verónica estava sedando Sofia. apenas para manter silêncio na casa, revela como a menina estava a recuperar sem a droga.
Ricardo, olha ela agora a falar, interagindo, sendo uma criança normal. Ricardo observa Sofia, que está a montar um puzzle simples. Papa, consegui. Parabéns, princesa. Há quanto tempo não a ouvia falar assim? pergunta a Carla. dois anos desde que A Verónica começou a medicação, porque não era medicação, era droga ilegal para mantê-la dopada.
Ricardo apanha Sofia no colo. Minha pequena, o papá não sabia. Papa, fica comigo. Vou ficar para sempre. Verónica volta ao quarto. Como ela está? Está ótima. Na verdade, está melhor do que já vi em anos. Deve ser porque a febre baixou. Não, Verónica. É porque ela não tomou as suas drogas chinesas. O rosto de Verónica empalidece.
Do que é que está a falar? Estou a falar do que estava a dar para a minha filha. Ricardo pega no telemóvel da Carla e mostra as fotos dos substâncias ilegais. Onde conseguiu isso? Não sei do que está a falar. Papoila chinesa Verônica. Ópio natural. Isso. Este foi prescrito pelo Dr. Moreira. O Dr. Moreira não prescreve drogas chinesas ilegais.
Verônica percebe que foi descoberta. Ricardo, não entende. Ela era impossível de aguentar. Ela tinha um ano, era normal. Mas não aguento barulho de crianças. Assim, não deveria ter casado com um homem que tem uma filha. Eu achei que conseguiria controlar a situação. Controlar drogando uma criança? Sofia esconde o rosto no peito do pai, assustada com a discussão.
Papa vê, vais dar-me remédio outra vez? Nunca mais, princesa. Ricardo vira-se para Verónica zangada que Carla nunca viu antes. Sai da minha casa. Como assim? Pega nas tuas coisas e sai já, Ricardo, está a exagerar. Exagerando. Envenenou a minha filha durante dois anos. Não foi veneno, foi só para acalmar.
Ópio é veneno para crianças de um ano. Carla intervém. Senr. Ricardo, acho que é melhor levar a Sofia para o hospital. Precisamos de verificar se não há sequelas. Tem razão. Vamos agora. Não podem levá-la. Verónica protesta. Posso levar a minha própria filha a onde quiser. Ricardo pega em Sofia ao colo e dirige-se para a porta.
Carla os acompanha. Verónica, quando voltarmos, Quero-te fora da minha casa. No hospital, Dr. Fernando Costa, pediatra experiente, fica chocado ao ouvir o história. Senr. Santos, isto é muito grave. Ópio em criança pode causar danos permanentes. Vai ter sequelas? Vamos fazer exames completos, neurológicos, cognitivos, físicos.
E o desenvolvimento dela. Criança de 3 anos que foi sedada desde um ano pode ter atrasos significativos, mas ela parece normal agora. É um bom sinal, mas precisamos de avaliação profunda. Sofia fica internada para observação e exames. A Carla não sai do lado dela. Carla, Sofia diz numa manhã muito mais alerta, porque a tia V era má comigo? Não sei, princesa.
Às vezes as as pessoas fazem coisas erradas. Você vai ficar comigo. Vou ficar contigo sempre, se o seu pai deixar. O papá gosta de si. Eu vi. A Carla sorri. Durante estes dias difíceis, ela e Ricardo ficaram próximos. É um pai dedicado que foi enganado por uma mulher perigosa. Carla, Diz Ricardo quando entra no quarto.
Tenho uma notícia. Boa ou má? Boa. Os saíram os exames da Sofia. E não há danos permanentes. O cérebro dela está normal. Graças a Deus. O Dr. Costa disse que ela pode ter recuperação completa. Sofia bate palmas com as mãozinhas. Vou ficar boa. Vai ficar perfeita, princesa. E não vou tomar mais medicamentos.
Nunca mais. Uma semana depois, Sofia recebe alta hospitalar. O Dr. Costa está impressionado. Em uma semana ela já está falando frases completas. É impressionante. As crianças recuperam rápido. Ricardo pergunta. Quando são resilientes como Sofia. Sim. De volta à mansão, Verónica já não está lá. O Ricardo mudou as fechaduras e contratou segurança.
Papa, Diz Sofia correndo pela casa. Onde está a tia V? Foi-se embora, princesa. Vai voltar? Não vai, não. Que bom. A sinceridade da resposta de Sofia mostra como se sentia em relação à madrasta. Nos dias seguintes, a transformação de Sofia é extraordinária. Ela brinca, corre, ri, fala sem parar. É claramente uma criança inteligente e amorosa que estava a ser reprimida artificialmente.
Carla, ela grita uma manhã, vem brincar de boneca comigo. Já vou, princesa. A Carla já não é apenas uma ama. Ricardo a promoveu para governanta da casa, com autoridade total sobre os cuidados de Sofia. “Salvou a minha filha”, ele disse. “Como posso retribuir isso?” Vê-la feliz, já é retribuição suficiente.
Mas o Ricardo tem outros planos. Uma tarde, enquanto a Sofia brinca no jardim, chama Carla para conversar. “Carla, posso fazer-te uma pergunta pessoal?” “Claro. Você já pensou em ter os seus próprios filhos? Carla Cora, já pensei, mas o quê? Nunca encontrei a pessoa certa. E se eu disser que a pessoa certa pode estar mais perto do que imagina? A Carla sente o coração acelerar.
Ricardo! Carla, nestes últimos meses percebi que não estás só uma funcionária extraordinária, é uma pessoa extraordinária. Passou por muito trauma. Talvez seja confusão. Não é confusão, é gratidão, admiração e amor. Ricardo, tem certeza? Tenho. E a Sofia também ama-o. Quer fazer parte da nossa família oficial? Eu nesse momento, a Sofia aparece a correr.
Papa Carla, encontrei uma joaninha. Ricardo e Carla olham-se sorrindo. Que tal perguntarmos à Sofia? Ricardo sugere. Sofia. Como você sentir-se-ia se a Carla fosse a sua nova mamã? Os olhos de Sofia iluminam-se. Sério? A Carla vai ser a minha mamã. Só se quiser. Carla responde: “Quero. Quero muito.
” Sofia salta para os braços de Carla. Portanto é oficial, o Ricardo diz, beijando as duas. Seis meses depois, uma pequena cerimónia de casamento realiza-se no jardim da mansão. A Sofia, como da minha, está radiante num vestido branco. Agora você é a minha mamã de verdade, ela diz para Carla antes da cerimónia. Sou sim, a minha princesa.
Durante os votos, Ricardo diz: “Carla, não só salvou a minha filha, salvou a nossa família”. Carla responde: “Ricardo, tu e a Sofia me deram uma família que nunca pensei que poderia ter.” Quando se beijam, Sofia grita: “Viva, somos uma família!” Mas a felicidade é interrompida por uma voz familiar. Objeção: Todos se viram e ficam em choque.
Verónica está na entrada do jardim, magra, pálida, tendo claramente passado meses difíceis. Não pode casar com ele. Ainda estou processando o divórcio. O divórcio foi finalizado na semana passada. Ricardo informa. Assinou os papéis na prisão. Prisão? Foi presa por posse de drogas ilegais, Verónica. Esqueceu-se isso foi um mal entendido.
Dar ópio aos criança não é mal compreendido. A Sofia se esconde-se atrás de Carla. Mama Carla. A tia vê. Voltou. Não precisa de ter medo, princesa. Ela já não pode fazer mal para si. A segurança do evento já está aproximando-se de Verônica. A Sofia é minha filha. Verónica grita. Eu não sou sua filha. A Sofia responde com coragem.
Davas-me remédio ruim. Era para o seu bem. Para meu bem? Quase me matou. Até a Sofia, com os seus três anos compreende o que a Verónica fez com ela. Senhora, precisa de sair. O segurança diz. Não vou sair. Esta deveria ser a minha casa. Era sua casa quando era minha esposa. Diz Ricardo friamente.
Agora é uma criminosa que atacou a minha filha. Verónica olha para a cena. Ricardo elegante, Carla linda de vestido de noiva. Sofia feliz e saudável. Tudo o que eu queria era silêncio, ela murmura. E quase matou uma criança por causa disso, Carla responde: A Verónica é levada pelos seguranças, gritando ameaças vazias.
A cerimónia continua como se nada tivesse acontecido. Agora sim, diz o juiz sorrindo. Eu os declaro marido, mulher e família. O O beijo é celebrado por todos os presentes, especialmente por Sofia, que bate palmas animadamente. Dois anos depois, Carla embala um bebé recém-nascido, enquanto Sofia, agora com 5 anos, brinca ao lado.
Mamã, meu irmãozinho está a dormir? Está sim, princesa. Ele também vai tomar medicação? Não, meu amor. Nenhum de vós vai tomar medicamento a menos que seja necessário. Que bom. Medicamento deixa a criança triste. É verdade. Ricardo entra na sala vindo do trabalho. Como estão as minhas três paixões? Papa.
Sofia corre para abraçar o pai. O Ricardo beija a Carla e depois o bebé. Como foi o primeiro dia do Miguel em casa? Perfeito. A Sofia está a ser uma irmã exemplar. É porque protejo o meu irmãozinho, Sofia explica séria. Nunca vou deixar que ninguém o magoe. Carla e Ricardo entreolham-se emocionados. A Sofia aprendeu desde pequena o valor da proteger quem amamos.
E a Verónica? pergunta a Carla. Ainda está a cumprir pena, mais três anos pela frente. E quando ela sair? Tem ordem de restrição permanente. Nunca mais se pode aproximar de Sofia. À noite, depois de colocar as crianças para dormir, Carla e Ricardo se sentam-se na varanda a observar o jardim. “Arrepende-se de alguma coisa?”, pergunta o Ricardo. Jamais.
E você? Só de não ter percebido o que Verónica estava fazendo mais cedo. Você confiou na pessoa errada. Acontece. Ainda bem que apareceste na nossa vida. Ainda bem que acreditou em mim quando lhe contei a verdade. Como é que eu não ia acreditar? A Sofia estava claramente melhor sem aquela medicação. Eles ficam em silêncio, ouvindo os sons suaves da noite. Carla, sim.
Obrigado por ter olhado na bolsa da Verónica. Foi instinto. Alguma coisa estava muito errada. O seu instinto salvou a minha filha. O nosso instinto materno funciona mesmo quando ainda não somos mães. No quarto das crianças, a Sofia mexe-se no sono e sussurra: “Mamã Carla”. Mesmo a dormir, ela ainda se lembra que agora tem uma mãe verdadeira que a protege.
E Miguel dorme tranquilamente no berço, protegido por uma família que aprendeu o valor da vigilância e do verdadeiro amor. 5 anos depois, a Sofia tem 10 anos e é uma das melhores alunas da escola. O Miguel tem cinco e é um menino esperto e carinhoso. A família Santo Silva é um exemplo de superação e amor.
Carla nunca mais teve de trabalhar como babá. Agora é mãe a tempo inteiro e vice-presidente da fundação que Ricardo criou para ajudar crianças vítimas de maus tratos doméstico. A mamã Sofia pergunta numa manhã de sábado. Por que razão decidiu salvar-me? Porque toda a criança merece ser protegida. Mesmo quando os pais não protegem, principalmente quando os pais não protegem.
Quando for grande, vou proteger as crianças também. Tenho a certeza que vai, minha princesa. Verónica foi libertada da prisão no ano anterior, mas nunca tentou contactar a família. Segundo o investigador privado que Ricardo contratou, ela mudou-se para outro estado e evita que tudo relacionada com o passado. É melhor assim, Ricardo comenta.
A Sofia nem se lembra direito dela. Lembra-se sim, só que agora já não tem medo porque sabe que tem uma verdadeira família. Durante o almoço de domingo, Miguel pergunta inocentemente: “Mamã, porque é que a Sofia tinha uma mãe má antes de si? Sofia responde antes de Carla: “Porque nem toda a pessoa que se torna mãe sabe amar criança.
E sabe, a mamã Carla sabe, por isso é a nossa mãe de verdade.” Carla sente os olhos marejarem, mesmo passados tantos anos, ainda se emociona com o amor das crianças. À noite, enquanto ajuda a Sofia com os trabalhos de casa, ela encontra uma redação que a menina escreveu: “O meu heroína. A minha heroína não usa capa nem voa.
Ela usava uniforme de ama e me salvou quando eu estava muito doente. Antes dela chegar, eu dormia quase o dia todo, porque uma pessoa má dava-me medicamento que não era para curar, era para deixar-me quieta. A minha heroína descobriu e contou ao meu pai. Agora posso brincar, estudar e ser criança normal.
A minha heroína tornou-se minha mãe e deu-me um irmão também. O nome dela é Carla e é a melhor mãe do mundo. Sofia, esta redação está linda. É verdade, mamã. És a minha heroína mesmo. Você é que é a minha heroína. Me ensinou a ser mãe e eu ensinei-a a ser corajosa. Ensinaram-me que o amor de mãe é mais forte que o medo. Naquela noite, depois de as crianças dormirem, Ricardo encontra Carla na biblioteca a ler um livro sobre o desenvolvimento infantil.
Ainda a estudar, sempre. Quero ser a melhor mãe possível. Você já é. Posso melhorar? Carla, olha o que fez. A Sofia era uma criança dopada, quase morta. Hoje ela é brilhante, feliz, segura. Nós fizemos. Foi trabalho de família. Começou consigo. Sua coragem de investigar, de questionar, de lutar.
Qualquer pessoa teria feito o mesmo. Não é verdade? Verónica teve várias amas antes de si. Nenhuma questionou. Talvez porque sou enfermeira, sei reconhecer sintomas, ou talvez porque tem um coração especial. Ricardo beija a testa de Carla. Sabe qual é a melhor parte da toda esta história? Qual? A Sofia vai crescer, sabendo que há sempre alguém disposto a lutar por ela.
E Miguel também. E qualquer criança que cruze nosso caminho. Porque uma vez que você salva uma criança, já não consegue fingir que não vê as outras. Exato. Eles ficam abraçados na poltrona, ouvindo a respiração tranquila das crianças no quarto ao lado. Ricardo: “Sim, obrigada por ter acreditado em mim. Obrigado por ter salvo a nossa família.
Salvei porque deixou. Guardei porque você ensinou que pai de verdade protege, não negligencia”. No quarto das crianças, a Sofia acorda por um momento e ouve vozes baixas dos pais na biblioteca. sorri e volta a adormecer, sabendo que está segura. E Miguel dorme profundamente, crescendo numa casa cheia de amor e proteção.
A menina, que dormia 20 horas por dia, agora mal consegue parar quieta. É presidente da turma, captando a equipa de futsal feminino, primeira colocada em matemática. E tudo começou quando uma corajosa ama decidiu investigar o que estava errado na bolsa da madrasta. Por vezes os maiores crimes acontecem em silêncio.
Por vezes os maiores heróis são as pessoas mais simples. E, por vezes, uma criança precisa apenas de alguém que se importe o suficiente para fazer as perguntas certas. Final gostou desta história? A Carla fez a coisa certa. O que faria no lugar dela? Escreva o seu nome e diz-me nos comentários. M.















