
A chuva não caía, ela batia. Batidas grossas, pesadas, como dedos impacientes no telhado do mundo. Em São Paulo, naquela noite, o céu não…

A cidade parecia respirar pesada naquela tarde. Um céu cinza havia descido sobre São Paulo como uma tampa, e a Avenida Paulista latejava de…

As luzes de cristal do solar do IP pendiam do teto como cascatas de estrelas engastadas em vidro. Cada lustre refletia nas superfícies de…

Naquela manhã cinzenta, o Tribunal Central de Recife parecia mais uma catedral sombria do que uma casa de justiça. As janelas altas deixavam entrar…

A mansão dos Azevedo ficava no alto de um bairro antigo de São Paulo, cercada por muros altos e um silêncio que pesava mais…

A casa estava acordada, não porque alguém falasse, mas porque havia olhos em todos os cantos. Seis pequenas luzes azuis piscavam no celular de…

O riso veio antes da imagem, veio antes da luz, antes do cheiro, antes do pensamento. Um riso infantil, claro, solto e impossível, atravessou…

O som ritmado, de passos apressados ecoava pelo corredor de mármore polido. O relógio marcava 92 daquela manhã, abafada de março, em São Paulo.…

Henrique chegou mais cedo e ouviu um riso que diziam ser impossível. Quando viu de quem era, quase desmaiou. A estrada da serra estava…

A chuva fina do Morumbi não caía. Ela sussurrava. Pingos miúdos batiam no guarda-chuva de Lara a nascimento, como dedos impacientes. Tic, tic tic.…





